Como sei que estou apaixonada?





É tantas perguntas ao mesmo tempo envolvendo minha mente, como sei que vai dar certo? Como posso ter certeza que estou apaixonada por ele? Poxa vi ele uma vez e sinto algo diferente, pode isso produção? Pode, relaxa isso é normal, são instintos, opostos, pele, cheiro, beijo. Quem sabe você trocou apenas um oi na fila do pão, mas pode apostar, que olhares se atraem facilmente. Tudo bem que tem toda aquela insegurança, nesse momento hormônios afloram, expressões viram cartão de visita e o que mais você quer é na verdade se atirar nos braços dele e ali mesmo tacar um beijo de cinema, mas vai com calma, sabe que paixão é um tanto complicado no ponto de vista dos sentimentos, não to aqui dando bronca como especialista no caso, porque também já dei muro em ponta de faca.


E tudo tem a melhora encontro após o outro, a tendência é se soltar mais, ter mais empatia pelas mesmas coisas, e pode apostar que o momento irá se encaminhar de mostrar o que é realmente estar apaixonada, você terá ciúme daquela amiga dele que é cultivada a muito tempo,mas o sentimento verdadeiro irá crescer invernos, outonos, primaveras e verões, e você sabe muito bem que amar e gostar é difícil mesmo, que as coisas mais simples as vezes viram as coisas mais complexas do mundo, mas que tudo cela isso com um beijo e um bom abraço, claro, acompanhado daquela massagem logo depois de um longo dia no escritório.


Realmente, você está apaixonada, quando seu coração já calejado de tantos socos levados, quer apenas um abrigo para descansar e você sente que encontrou isso, ser cuidada, ter alguém bacana do nosso lado pode ter certeza é a paixão batendo na nossa porta e dando a segunda ou terceira quem sabe a quarta vez, mas também você sente isso no sexo entre vocês dois, as pegadas nas coxas são diferentes o carinho é totalmente diferente de tudo que foi vívido, os beijos são mais longos, os elogios são sinceros, você ficaria ali com ele o tempo que fosse, poderia parar o mundo naquele momento, você já dividem muito mais do que um apartamento, vocês, dividem uma vida.
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Centro de Cidadania LGBT Hanna Suzart oferecerá aulas para aspirantes a escritores

 
O escritor Thales Amaral, autor do romance "Falsiane.com", em parceria com o Centro de Cidadania LGBT Hanna Suzart e a escritora Isabelle Sarruf, autora do romance "Juízo", oferecerão atividades de desenvolvimento das habilidades de escrita, dando dicas de como melhorar a estrutura de um texto, organização de ideias e uma das formas de escrever um livro.

As reuniões irão acontecer todas as quintas feiras do mês de janeiro das 15h às 16:30h, a partir do dia 5. Não precisa se inscrever e o curso é totalmente gratuito.

Será numa sala no Centro de Cidadania que fica na antiga rodoviária, ao lado da Prefeitura de Nova Friburgo. Basta aparecer e participar!
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Pássaro Ferido


Basta estar vivo, é o que dizem. De forma bem humorada, ouvi numa palestra que “a vida é fatal, e transmitida sexualmente”. E é verdade mesmo. Por mais que vivamos sem nos dar conta disso – ou tapando os olhos com os dedos parcialmente abertos, a única certeza é de que não sairemos vivos daqui. Eventos como o acidente com o avião que transportava a equipe do time de futebol da Chapecoense talvez aconteçam para nos lembrar disso. Não somos deuses. Reza a lenda de que, na Roma antiga, quando um comandante ganhava uma batalha importante, percorria a cidade no chamado “triunfo romano” – parecido quando um atleta ganha uma competição importante e desfila no carro do Corpo de Bombeiros. Junto dele, um escravo sussurrava no ouvido do vitorioso: “Memento mori” (Lembra-te de que és mortal).
Talvez seja um modo fatalista de ver as coisas, mas não consigo enxergar de outra forma. Tudo tem um começo e um fim. O que torna tudo diferente é o intervalo entre as duas pontas. John Green em seu maravilhoso “A Culpa é das Estrelas” disse que “alguns infinitos são maiores do que outros” e isso tudo pode soar insensível para alguns, mas é assim que a vida é. Enquanto escrevo isso, meus filhos assistem desenhos na TV e muitos filhos esperavam seus pais, que se despediram empolgados para um jogo importante. “Papai vai lá rapidinho e volta tá?”. Eles não voltaram. E por mais que as pesquisas apontem para cerca de 160 mortes no trânsito, todos os dias – quase o dobro dos que morreram no acidente da Chapecoense – isso me entristece.
Para mim não importa, neste momento, a estatística das mortes no trânsito.
Foi triste, foi chocante e continua a me chocar toda vez que me lembro disso. Tanta gente jovem que se foi de uma hora para outra – e por conta de negligência. Mortes em massa me incomodam tanto quanto a de pessoas próximas, porque penso nos que ficam. Nos filhos, nos pais, nas esposas e maridos. E também porque isso me lembra que também sou mortal.
Todos os dias, ao sair para trabalhar, me despeço de minha mulher e meus filhos pensando em meu retorno. “Papai vai lá rapidinho e volta tá?”. E se eu não voltar? Aliás, e quando eu não voltar? Porque isso um dia fatalmente vai acontecer e acho que eu não estou preparado para isso, como também acredito que todos aqueles que embarcaram naquele pássaro de ferro não estavam.
O que fazer para diminuir essa sensação angustiante?
Não sei, caro leitor. Talvez seja uma tarefa diária, um exercício de tentar ser melhor a cada dia e procurar ver as coisas como se fosse a primeira vez. Em um texto magnífico de Otto Lara Resende ele fala sobre isso: “Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos”. Mesmo não sabendo o que fazer, recomendo ver as coisas como se fosse a primeira vez – e não a última, como disse Lara Resende. Beije sua mulher como se fosse a primeira vez, brinque e abrace seus filhos como se fosse a primeira vez. Aperte a mão de seus amigos, como se fosse a primeira vez. Porque um dia nosso combustível vai acabar em pleno vôo e não vai ter nenhum locutor de futebol narrando o velório ao vivo na TV.
Lembre-se que areia já está descendo na ampulheta. Lembre-se de que também é mortal.
George dos Santos Pacheco
georgespacheco@outlook.com

George dos Santos Pacheco (Nova Friburgo, 7 de outubro de 1981) é um escritor friburguense. Um dos autores da Coletânea “Assassinos S/A Vol. II”, e do romance “O fantasma do Mare Dei”, ambos publicados pela Editora Multifoco em 2010. Participou da antologia “Buriti 100”, pela Editora Buriti preparou para comemorar o lançamento do seu 100º livro. É também autor do romance "Uma Aventura Perigosa", do livro de contos "Sete - Contos Capitais", do infantil "As aventuras de Frog, o ratinho", e do livro de contos Tarde demais para Suzanne. Tem textos publicados em diversos blogs e sites especializados, é colunista da Revista Êxito Rio, e mantém desde 2009 o blog Revista Pacheco, onde publica seus próprios textos e de colaboradores. Recebeu Menção Especial no VI Concurso de Trovas do Grêmio Português de Nova Friburgo, no tema lírico-filosófico; foi premiado em 1º lugar, na categoria crônica, e em 2º lugar, na categoria conto, no 1º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo, Troféu Affonso Romano de Sant'anna; e em 3° lugar, na categoria prosa, no I Concurso de Prosa e Poesia de Bom Jardim - RJ, com o conto "O Dono do Bar", durante a III Festa Literária da Serra (FLITS). Em 2014, teve seu conto "A Dama da Noite" adaptado para um curta metragem homônimo, através do coletivo audiovisual "Sétima Literal", de Nova Friburgo, que serviu de cartão de visitas da cidade para a implantação de um Polo de Audiovisual na região.
*Publicado na Revista Êxito Rio em 16/12/2016.
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A Ditadura do Livro


Mês passado participei da III Mostra de Artes da UFF, com a palestra “Publicar um livro ou ser escritor?”. Foi a segunda vez em que estive em um teatro. A primeira foi na minha colação de grau em Pedagogia, no teatro da UERJ, há cerca de dois meses. Não que eu nunca tenha tido interesse, a questão é que os ingressos para peças de teatro são bem caros, pelo menos para a maioria dos brasileiros, assim como são caras as exposições de arte em museus, as entradas para o cinema, e os livros. É… os livros também são muito caros.

O alto custo desses produtos culturais fundamenta minha bronca com as pesquisas que divulgam que o brasileiro lê pouco, ou que o povo tupiniquim frequenta poucos espaços destinados à cultura. Mas é evidente! Isso tudo está fora da realidade da maioria, repito. Para os mortais, resta a TV, os filmes compartilhados pela internet, o teatro de rua. O valor elevado acaba por selecionar o público e elitizar essas representações da arte, infelizmente. No caso do livro, objeto dessa reflexão, se ele é caro para o leitor, também é para o autor, pelo menos para aqueles que ainda não foram iluminados pelos faróis das grandes editoras, e que dependem das empresas por demanda e da autopublicação. A eles cabe todo o custo de produção do livro, seja a revisão, a diagramação, capa, impressão, distribuição e divulgação. O valor cobrado por uma livraria varia de 30% a 40%. E os direitos autorais, de 5% a 15%.

E daí, Pacheco?

Daí que o camarada que começa a escrever, quer publicar um livro (ou se sente pressionado para isso). Até porque isso envolve aquela visão romântica do “ser escritor”. O livro publicado por uma editora, mesmo que por demanda, carrega o estereótipo de ter sido avaliado por uma equipe, que atesta sua qualidade editorial. Na verdade, o que é avaliado é a sua liquidez no mercado. Vai vender? Ótimo! Vamos publicar!

Quando eu comecei a escrever em 2006 (levando em consideração a pergunta enunciado da palestra, posso considerar que estou comemorando 10 anos de carreira!) eu também pensava assim. Assisti a uma entrevista em que a autora provocava o espectador (ela lançava um livro) “Você já pensou em escrever um livro?”. E eu, que já pensava em escrever, fui subitamente lançado na prática literária, não fazendo experiências, com um texto aqui, e outro acolá, mas preparando logo um romance a enviar para as editoras. Como se para ser reconhecido como escritor, eu precisasse de um livro com meu nome. Na mesma época, conheci muita gente que publicava na internet, em sites especializados e também passei a publicar por lá. Mas para mim – e para os outros – eu tinha que ter um livro, pelo menos um, e assim tirar minha onda de escritor.

Não é bem assim, cara pálida.

E Herbert Vianna, ou Renato Russo? Não são poetas? Tem algum livro de poesias publicado? Vejam o caso recente do Bob Dylan: Nobel de Literatura!

E Maurício de Sousa, criador de personagens que atravessaram décadas? É desenhista ou escritor?

Para mim ele é escritor, assim como tantos outros desenhistas de quadrinhos, roteiristas de filmes, peças de teatro, músicos, todos eles. E não há necessidade nenhuma de ter um livro para isso.

Há muito tempo e cada vez mais, existem variadas plataformas de publicação (tornar público) de um texto literário, como o cinema, os quadrinhos, e a internet. Diversos jornais possuem além de seu suporte físico, o sítio digital, com os mesmos colunistas e cronistas, que mesmo sem ter livros, não podem deixar de ser considerados escritores.

Contudo, caro leitor, o problema não é o livro. Quem escreve tem todo o direito de desejá-lo, ele só não pode se sentir pressionado a tê-lo. O livro é o fim, e não o meio. Escrever é ter algo a dizer, e publicar é tornar público, de qualquer forma. Seja nos blogs ou subindo em um caixote e recitando a poesia em plena rua. Não importa. Importa mesmo é dizer, simples assim.

Devemos pensar no livro como um casamento. Publicar um livro é casar, mas antes disso, e tão importante quanto, é namorar. Antes de pensar em seu livro, caro colega recém-escritor, permita-se escrever sem compromisso, a namorar com a Literatura, recitar poesias nas ruas e postar em blogs. Namore bastante – e que seja tão bom para a Literatura quanto for para você.
George dos Santos Pacheco

George dos Santos Pacheco (Nova Friburgo, 7 de outubro de 1981) é um escritor friburguense. Um dos autores da Coletânea “Assassinos S/A Vol. II”, e do romance “O fantasma do Mare Dei”, ambos publicados pela Editora Multifoco em 2010. Participou da antologia “Buriti 100”, pela Editora Buriti preparou para comemorar o lançamento do seu 100º livro. É também autor do romance "Uma Aventura Perigosa", do livro de contos "Sete - Contos Capitais", do infantil "As aventuras de Frog, o ratinho", e do livro de contos Tarde demais para Suzanne. Tem textos publicados em diversos blogs e sites especializados, é colunista da Revista Êxito Rio, e mantém desde 2009 o blog Revista Pacheco, onde publica seus próprios textos e de colaboradores. Recebeu Menção Especial no VI Concurso de Trovas do Grêmio Português de Nova Friburgo, no tema lírico-filosófico; foi premiado em 1º lugar, na categoria crônica, e em 2º lugar, na categoria conto, no 1º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo, Troféu Affonso Romano de Sant'anna; e em 3° lugar, na categoria prosa, no I Concurso de Prosa e Poesia de Bom Jardim - RJ, com o conto "O Dono do Bar", durante a III Festa Literária da Serra (FLITS). Em 2014, teve seu conto "A Dama da Noite" adaptado para um curta metragem homônimo, através do coletivo audiovisual "Sétima Literal", de Nova Friburgo, que serviu de cartão de visitas da cidade para a implantação de um Polo de Audiovisual na região.
*Publicado na Revista Êxito Rio em 10/11/2016.
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Essência

O mundo está repleto de símbolos e culturas. O homem descende de um método de crença muito forte. Através dos séculos, fomos testemunhas de que o humano está ligado ao religioso. Criaram um padrão inquebrável. Não que isso seja ignorância. O lado sensível é o que traz mais beleza. Se olharmos bem, temos a Terra e suas dádivas.
Mas, se olharmos mais profundamente, temos a Terra e o Universo com suas dádivas. Além da Terra e dos outros filiais, há a vida; Nós, os animais e os seres naturais, elementares. E dentro disso, nós, seres humanos, criamos partículas do que é civilizado, através de sistemas de crenças e fé. Há quem crê que possamos reencarnar através de um processo de evolução constante. Há quem crê que possamos ser veículos para entidades de uma dimensão enérgica, trazendo, assim, um contato entre o que vive e o que se foi. E, há também, quem crê em pilares de pureza e culpas, onda há o caminho do bem e do mal supremo. Por fim, criamos diversos caminhos e aparências do que de fato, desconhecemos.
Quem está entre a vida, sente imensa necessidade de saber o que é a vida, logo, depois a morte. A mente cria uma necessidade de pulsar diante de querer saber as origens e fundamentos do por quê estamos aqui, presentes. Essa pulsão, tanto quanto pode ser boa, mas, também, pode ser ruim. O que de fato sentimos, não é a necessidade de crer que há um Deus ou Deuses para acariciar nosso desespero ao desconhecido; mas sim, saber por nós mesmos o que é o desconhecido.
A era das Entidades passaram. A era das descobertas passaram. Agora, passamos pelo tempo que, o ser humano é sua própria decadência. O fim dos tempos não é previsto por um velho escrito ou profecia; O fim dos tempos é a certeza de que cada coisa nesse plano de vida, acaba. Mesmo que cientificamente possa existir a prova disto, espiritualmente também é assim.
Através destas tentativas de interpretação do que é ser, de como devemos agir, no que temos de acreditar, em que força seguir, em que templo viver; Acabamos por esquecer o poder fundamental de toda criação: Que é a Essência. Dá Essência veio a energia e da energia a matéria, da matéria os feitos. O ponto inicial é a Essência, o que não se vê; mas se sente. O que não cheira e não tem forma, mas é tateável a nível da consciência e do espírito.
O que passamos foi a terrível histeria para termos alguma chance de possuir o doutoramento do universo; Mas como ser tal coisa se somos parte de um todo? O que nos transforma em pulso é o mesmo que move as estrelas no espaço vazio.
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Café Literário: Ode ao Volkswagen

Galopantes descemos apreensivos
Em dupla, trio, quarteto ou quinteto
Vasculhando em cada canto escondido
Seja inerte ou em movimento
A carocha oval do automóvel aludido.

Quando o vemos bradamos veementemente
Intrépidos, sagazes e sorrateiros
Com um murro selamos e gritamos: Fusca!
Ferrando em golpe de punho
Perspicaz é o que marca ponto primeiro.

Para cada cor ordinária um ponto
Branco, bege, verde e grená
Ao azul celeste ou escuro reverenciamos
Três pontos valem e se um preto encontramos
O fúnebre cinco pontos acrescentam ao placar.

Seja menina ou menino
Adulto ocupado, idoso ou senhor
Sempre que saem e encontram um fusca
De imediato se lembram
E disparam um sopapo a quem menos dispor.

Solano DellaMuerte
solano.franca@gmail.com

Solano Rodrigo Martins Ferreira França ou Solano Dellamuerte (como gosta de ser chamado) nasceu na cidade do Rio de Janeiro, onde viveu parte de sua infância antes de se mudar, em definitivo, para Nova Friburgo em 1988. Filho de pai comerciante e mãe professora de geografia foi criado com o “umbigo no balcão”, assumindo desde muito jovem, aos 12 anos, responsabilidades ao trabalhar no negócio da família. O que durou quase duas décadas.

Posteriormente, em busca de novos ares, foi proprietário de um Sebo especializado em histórias em quadrinhos entre 2011 e 2015. Reavivando, assim, sua grande paixão de infância: HQ´s.

Formado em História pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). Em seu trabalho de conclusão de curso teve como tema: O Uso das Histórias em Quadrinhos na Disciplina História. Trabalho que resultou na criação de uma Gibiteca comunitária no bairro em que mora.

Ingressa, atualmente, no mundo literário como autor de resenhas sórdidas, crônicas malditas, fábulas fantásticas e contos mal-acabados.

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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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