Carta aberta






Lembro quando não brigávamos, como éramos felizes. As horas e horas debaixo do chuveiro conversando sobre as coisas da vida, fazendo planos pra dali há 10 anos, quando você ia me arrastar para nosso casamento. Lembro-me de como brincávamos como crianças e como eu fingia estar brava quando você me fazia cosquinha. Das horas intermináveis vendo você jogar ou seu irmão.
Sempre achei que éramos mais irmãos que namorados propriamente dito. Nos entediamos como ninguém. A vida era tão simples rindo com você. Penso no quanto perdemos tempo brigando, nos exigindo algo que nunca iriamos ser. Quanto tempo perdemos? 
Essa semana me peguei pensando em nós, depois de tanto tempo. Foi 07 anos juntos, uma vida. Parece uma eternidade não é?! Cada um com sua vida encaminhada, cada um no seu canto. Quanta coisa mudou, quanta coisa aconteceu, que nem parece que só faz 03 anos que terminamos.
Você sempre me inspirou a escrever os melhores textos. Lembro do primeiro que escrevi, “Aprendi” – rsrsrs  - e logo veio o segundo e tantos outros. Como poderia ser diferente agora? 
Engraçado como as coisas são. Hoje estou solteira, tenho minha vida quase feita. Faço faculdade, teatro que sempre sonhei, tenho minha liberdade e sexo quando eu quiser. Saio e danço, volto e não tenho que prestar conta a ninguém a não ser minha sanidade. Vivi aventuras que valeram a pena, outras que não. Me apaixonei e me desapeguei. Tenho amigos e uma irmã que vale mais que qualquer um. E ainda sim, apesar disso tudo, parecer uma vida digna de uma pessoa livre e independente, não vejo mais tanta graça.
Quero me prender livremente a alguém e viver momentos únicos como já vivi um dia. Quero ser de alguém como um dia fui sua. Não que minha vida seja ruim, nada disso, gosto de estar sempre pronta para as maiores loucuras experiências, mas acredito que chega um ponto em nossa vida que a gente cansa.
Talvez por carência ou amor, talvez por ter encontrado alguém que poderia, mas não foi como você, ainda viva a procura de alguém que tenha essa pureza e amor. Alguém com quem eu possa rir e passar horas debaixo do chuveiro conversando. Alguém que me faça cócegas e me diga que vai ficar tudo bem. Talvez realmente tenha cansado dessa vida de solteira.... ou seja apenas tédio.
Na verdade não sei o porquê estou escrevendo tudo isso e divagando sobre nosso relacionamento, e sobre como pensar em você me fez bem e me ajudou a encontrar um equilíbrio mesmo depois de tanto tempo. Acho que agora sim, me sinto em paz e totalmente plena pela gente. Por tudo o que passamos. Precisava dessa reflexão eu diria, porque não foi de todo ruim, foi?!
Portanto obrigada por ter feito parte da minha vida.

Com carinho, Alice.

e-mail: daricanedo.c@outlook.com  
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Onde mora o amor mesmo?



É até difícil responder esse tipo de pergunta. Mas, quem aí não bateu aquela neura, de pensar, ah, acho que só comigo que o cupido era a flechada! Besteira, mentira, calma, tudo tem um tempo, tudo tem um momento para acontecer, e não é da noite para o dia, quem sabe seja, mas vamos lá, um em cada 1000 casos. As coisas vão dando certo aos poucos, por vezes, encontramos desculpas, apontamos o dedo para algo, mas não enxergamos que o amor mesmo, mora dentro de você.


Poxa vida, você viveu tanto tempo sem ninguém, agora vem me dizer que por que ele deu um ponta pé na sua bunda, que tudo acabou? Que o amor não é para você? Relaxa, por isso que a vida é incrível, ela é mágica, ela vira 360 graus, e os sentidos começam novamente a fazer sentido, os ciclos se fecham, as palavras se perdem, os papos já não fazem mais sentido, por isso que a vida por vezes toma outro rumo, mas ás vezes esse é o seu rumo certo, como um timoneiro, é você que da sentido a sua vida, e tem o direito de virar o leme para onde bem entender.


O amor mora dentro do seu coração, das suas atitudes, das amizades, da sua família. Seguinte, faz as malas, vai, viajar, de uma volta, aventure-se, a vida é assim mesmo, cheio de nuances, que no fim fazem todo o sentido. O amor vai bater na sua porta novamente, mas procure selecionar quem você deixa entrar na sua casa.


PS: O amor é para todos, mas, ele dura se for verdadeiro.

Luís Fernando- Escritor
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Academia Friburguense de Letras promove seu 4o Concurso Literário



A Academia Friburguense de Letras abriu as inscrições para o seu 4o Concurso Literário. A instituição, que completou em 2017, 70 anos de fundação, homenageia nesta edição o próprio patrono, Julio Salusse.


A sessão de premiação ocorrerá no dia 8 de dezembro, sendo premiados os três primeiros colocados em cada uma das modalidades – poesia ou prosa. O 1º colocado será contemplado com troféu, certificado e R$ 1.000,00 (mil reais); o 2º colocado com troféu, certificado e R$ 500,00 (quinhentos reais); e o 3º colocado com troféu, certificado e R$ 300,00 (trezentos reais).

Mais informações no blog da Academia Friburguense de Letras.
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E se?




Quantas vezes você já imaginou o cara dos seus sonhos ou quem sabe aquele sonho do feliz para sempre? Presumo que vieram inúmeros pensamentos e com eles vários dejavu, mas deixa eu te contar algumas doses de meias verdades. Lógico que eu não terei aquele sorriso do cara dos seus sonhos, mas eu vou tentar por um sorriso no seu rosto mesmo que eu não seja o melhor dos comediantes, garanto que eu tenho uma boa dose de humor, presumo que quando chega a sua TPM eu irei saber lidar com ela, afinal o cara que tem aquele corpo definido não saberá lidar com a sua cólica e a vontade mista de querer matar tudo que respira e querer dormir de conchinha no final do dia assistindo Hitch. E moça mesmo que eu não seja o seu príncipe, posso garantir que ficarei ao seu lado quando você tiver aquele stress no trabalho, sua família te culpando pelos problemas do mundo e você querendo fugir de tudo isso, mas que no fundo morre de medo de largar tudo isso e deixar quem ama para trás, e cá pra nós moça eu sou único que vai saber lidar com esse seus dois lados. E se você quiser descobrir é só me dar a mão, pois eu não irei fazer como os outros babacas que fizeram juras eternas de amor e paixão infinita, eu garanto que irei tentar te conquistar todos os dias seja com as palavras que escrevo ou com uma música que me lembre você. Então quando quiser desistir do conto de fadas da Disney eu estarei aqui para te mostrar que não sou só uma expressão 'e se', pois eu não sou seu príncipe, mas garanto um boa dose de amor.


Alice Bennet. 
Email: daricanedo.c@outlook.com
        
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Antologia de contos e crônicas sobre Nova Friburgo será lançada no Festival de Inverno SESC Rio


No próximo final de semana, como parte das atividades do Festival de Inverno SESC Rio, acontecerá o lançamento do livro Nova Friburgo – Contos, Crônicas e Declarações de Amor (Clube de Autores, 2017), uma antologia de contos e crônicas que rende uma bela homenagem à nossa cidade. Escritores friburguenses se uniram em torno de um projeto literário em que o mote era histórias que ocorressem na cidade, e o resultado é uma obra fabulosa com textos de diferentes gêneros sobre Nova Friburgo.


“Somos doze escritores friburguenses em um coletivo que almeja a valorização de nossa cidade. À medida que escrevemos sobre Nova Friburgo, nossos costumes, nossas histórias, valorizamos nosso lugar e nossa gente. E isso, às vésperas de completarmos o bicentenário, é motivo de orgulho para todos nós”, ressalta George, organizador e um dos autores da coletânea. Ele adianta que já existe a intenção de organizar um segundo volume no próximo ano, em comemoração aos duzentos anos da cidade.

O livro conta com nomes ilustres como Robério José Canto e Tereza Malcher, Presidentes da Academia Friburguense de Letras, que completou 70 anos em 2017. A capa é criação de Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves, casal de escritores que também integram o coletivo.

No prefácio assinado pela Professora Márcia Lobosco, conhecida na cidade por produzir e fomentar atividades literárias, o livro é definido como uma excelente oportunidade para os friburguenses se reconhecerem: “Que os leitores encontrem-se nas páginas do livro, ao reconhecerem lugares, se identificarem com personagens e narradores e desfrutarem de uma leitura diversa em temas e enredos. Ganham os escritores; ganham os leitores – ganha Nova Friburgo, terra de todos nós”.

Nova Friburgo – Contos, Crônicas e Declarações de Amor tem lançamento marcado para 05 de agosto, às 14 horas, na Biblioteca SESC Nova Friburgo, e já está em pré-venda no site do Clube de Autores.

Serviço:

Nova Friburgo – Contos, Crônicas e Declarações de Amor, George dos Santos Pacheco (Org.)
Clube de Autores
107 páginas
R$ 28,32

Lançamento: 05 de agosto, às 14 horas.
Onde: Biblioteca SESC Nova Friburgo. Av. Pres. Costa e Silva, 231 - Centro, Nova Friburgo - RJ
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Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves lançam seu novo romance na Bienal Rio 2017


Depois de "Alice Black", os autores Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves lançam, pela Editora PenDragon, durante a Bienal Rio 2017, seu segundo romance em parceria: "A Vida é uma Tarde de Chuva".

Sinopse

Saiba que há um monstro escondido em Desídia. E ele se alimenta de vida interior.
Glenn está sozinha no mundo. Vive na estrada, entre pontos de partida e destinos igualmente irrelevantes. Imersa em seu nada, pega carona com um estranho escultor. Os dois sofrem um acidente, causado por um homem prestes a tirar a própria vida.
Ferida, ela é carregada para Desídia, um vilarejo misterioso e esquecido pelo tempo. Quando descobre que, ali, os sonhos, os laços e o amor cobram um preço alto demais, como sempre faz, decide fugir das pessoas, dos problemas, de tudo.
Mas sua vida pode mudar para sempre em uma tarde de chuva.


Sobre os Autores

Carlos e Flávia são casados, graduados em Música, pós-graduados em Artes Visuais e professores de Arte.
Carlos é professor universitário, designer e artista plástico. Publicou o conto “A Mulher de Vidro” na antologia “Tratado Secreto de Magia – Volume II”, da Editora Andross, lançada em 2011. Flávia é flautista desde a adolescência. Ambos são autores de "Alice Black - Princesinha do Inferno", romance lançado pela Editora Autografia durante a Bienal do Rio 2015, do conto "O Livro do Amor", na coletânea "Oito Faces da Diversidade, lançada em 2016, e dos contos "O Sinal" e "Entre Histórias" na coletânea "Nova Friburgo - Contos, Crônicas e Declarações de Amor", lançada no Festival de Inverno SESC Rio em 2017. Produtores da I Feira Cultural de Nova Friburgo e da Feira Literária da III Mostra UFF&Arte, realizadas em 2016.

A Vida é uma Tarde de Chuva é um lançamento da Editora PenDragon.

Mais sobre a obra
O enredo de "A Vida é uma Tarde de Chuva" é sobre aprender a encontrar felicidade em um mundo repleto de dificuldades e limitadas escolhas. É sobre tirar proveito de experiências simples, que podem significar muito.
“Nada sobrevive ao abandono”. Esse é o mote da história, que se passa inteiramente em Desídia, um vilarejo peculiar cujo passado glorioso deu lugar a um presente decadente, graças à inércia de seus habitantes. Ao mesmo tempo, mergulhamos fundo no universo interior dos personagens, suas visões de mundo e memórias da infância, o quanto as coisas vividas podem refletir no jeito como as pessoas são e encaram o mundo.
A presença de elementos fantásticos serve como metáfora para extrapolar situações e indivíduos facilmente identificáveis nas vidas de todos nós.
Como inovação, o livro introduz o conceito de artomancia – um sofisticado tipo de arte que funciona como uma sutil magia – e também apresenta os infestos, criaturas que, infiltradas entre os homens, alimentam-se exclusivamente de sonhos, expressões criativas e emoções.
Aos poucos, a protagonista aprende a olhar para fora, para os outros, e isso culmina com a descoberta do amor e de um propósito para a própria existência.


"Embora possamos encontrar muitos livros que nos levem a lugares inimagináveis e tramas que nos façam viver histórias jamais sonhadas, este, em especial, se destaca entre tantos outros. (...) Aliás, visitar Desídia (esse vilarejo remoto e cheio de mistérios onde a história do livro acontece) é peregrinar nos campos mais profundos que escondemos de nós mesmos. Felizmente, Valiante, o personagem que acompanha Glenn nesta jornada, também nos estende a mão para que tenhamos a coragem de conhecer os segredos que a obra traduz sobre a humanidade, sobre a constante guerra entre o bem e o mal, entre o que queremos para nós e o que permitimos que façam conosco."

Monara Eler Mendes
Professora, pedagoga, psicóloga e psicopedagoga clínica e institucional
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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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