Sobre Escrever



Creio que escrever seja um dom que poucos têm. Saber escrever é uma arte única, onde abrimos janelas e deixamos pingos de nossos sentimentos voarem por todo o mundo. Na verdade acho a segunda coisa mais bonita do mundo, apenas perdendo para o teatro – mas se pensarmos as palavras também fazer parte do teatro não é mesmo?!

Um dia destes em uma aula na faculdade, o professor disse que a criatividade, chamado brainstorm (tempestade de ideias) é uma coisa que devemos praticar e que se adquire com muita prática. E isso me remeteu há 8 anos atrás quando comecei a escrever pequenos textos, e analisando de lá pra cá, cara como eu melhorei, como amadureci e cresci. E não digo isso somente pelos textos, como pessoa também. Errei, mas errei muito. Fiz cada cagada federal, textos pesados, e coisas que até eu tenho vergonha de ler hoje. Mas escrever foi se tornando um hábito, e cada vez adquirindo mais confiança. Os textos só foram se tornando uma extensão de mim e crescendo junto. - A diferença de textos de hoje e de 7, 8 anos atrás é grande.

Conversando com uns amigos na sala sobre esse assunto e em como é difícil às vezes pensarmos, e desenvolvermos ideias para está sempre em atividade, é difícil pracaralho. Tem dias que a gente quer escrever, precisa, pode espremer o cérebro que dali não sai nem suor. E há dias também que estamos, sei lá, tomando banho, transando, comendo, assistindo uma aula chata ou admirando alguém, de repente aquele time. Pronto, corre e pega caneta, folha, anota no celular, o que estiver disponível na hora, põe uma música - porque pra escrever tem que ter música -  e “Tcharam”, poema, contos, crônicas, textos, fresquinhos.

Com 8 anos de experiência escrevendo e aprendendo essa arte, posso dizer que escrever é um “time” que adquirimos com o tempo e que vamos aprimorando a medida que vamos expondo nossas ideias. Hoje mesmo, por exemplo, foi um dia que no chuveiro pensando sobre o que escrever, já que a maioria dos textos é por amor, queria escrever algo diferente, me veio esta questão na cabeça. Por que não? E cá estou eu escutando Leoni e divagando sobre como é escrever na minha visão.

Escrever é simplesmente poesia, por um pedacinho da gente em cada vírgula, cada ponto, cada palavra. As pessoas me perguntam de onde tiro espiração para escrever e se minhas histórias são verídicas e eu digo em tom de brincadeira que é segredo, tão segredo que nem eu mesma sei na verdade. Tiro pra mim o que um escritor sempre diz, “Sempre há um pedacinho de mim em cada texto, às vezes verdade, outras não.” E acho que escrever é isso, essa paixão que me move que me instiga, esvazia a mente muitas vezes, meu pequeno depósito. Escrever é uma forma de amor, assim como quem cozinha.




Alice Bennet 
Contato: daricanedo.c@outlook.com 

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