Essência

O mundo está repleto de símbolos e culturas. O homem descende de um método de crença muito forte. Através dos séculos, fomos testemunhas de que o humano está ligado ao religioso. Criaram um padrão inquebrável. Não que isso seja ignorância. O lado sensível é o que traz mais beleza. Se olharmos bem, temos a Terra e suas dádivas.
Mas, se olharmos mais profundamente, temos a Terra e o Universo com suas dádivas. Além da Terra e dos outros filiais, há a vida; Nós, os animais e os seres naturais, elementares. E dentro disso, nós, seres humanos, criamos partículas do que é civilizado, através de sistemas de crenças e fé. Há quem crê que possamos reencarnar através de um processo de evolução constante. Há quem crê que possamos ser veículos para entidades de uma dimensão enérgica, trazendo, assim, um contato entre o que vive e o que se foi. E, há também, quem crê em pilares de pureza e culpas, onda há o caminho do bem e do mal supremo. Por fim, criamos diversos caminhos e aparências do que de fato, desconhecemos.
Quem está entre a vida, sente imensa necessidade de saber o que é a vida, logo, depois a morte. A mente cria uma necessidade de pulsar diante de querer saber as origens e fundamentos do por quê estamos aqui, presentes. Essa pulsão, tanto quanto pode ser boa, mas, também, pode ser ruim. O que de fato sentimos, não é a necessidade de crer que há um Deus ou Deuses para acariciar nosso desespero ao desconhecido; mas sim, saber por nós mesmos o que é o desconhecido.
A era das Entidades passaram. A era das descobertas passaram. Agora, passamos pelo tempo que, o ser humano é sua própria decadência. O fim dos tempos não é previsto por um velho escrito ou profecia; O fim dos tempos é a certeza de que cada coisa nesse plano de vida, acaba. Mesmo que cientificamente possa existir a prova disto, espiritualmente também é assim.
Através destas tentativas de interpretação do que é ser, de como devemos agir, no que temos de acreditar, em que força seguir, em que templo viver; Acabamos por esquecer o poder fundamental de toda criação: Que é a Essência. Dá Essência veio a energia e da energia a matéria, da matéria os feitos. O ponto inicial é a Essência, o que não se vê; mas se sente. O que não cheira e não tem forma, mas é tateável a nível da consciência e do espírito.
O que passamos foi a terrível histeria para termos alguma chance de possuir o doutoramento do universo; Mas como ser tal coisa se somos parte de um todo? O que nos transforma em pulso é o mesmo que move as estrelas no espaço vazio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.