Café Literário: Ode ao Volkswagen

Galopantes descemos apreensivos
Em dupla, trio, quarteto ou quinteto
Vasculhando em cada canto escondido
Seja inerte ou em movimento
A carocha oval do automóvel aludido.

Quando o vemos bradamos veementemente
Intrépidos, sagazes e sorrateiros
Com um murro selamos e gritamos: Fusca!
Ferrando em golpe de punho
Perspicaz é o que marca ponto primeiro.

Para cada cor ordinária um ponto
Branco, bege, verde e grená
Ao azul celeste ou escuro reverenciamos
Três pontos valem e se um preto encontramos
O fúnebre cinco pontos acrescentam ao placar.

Seja menina ou menino
Adulto ocupado, idoso ou senhor
Sempre que saem e encontram um fusca
De imediato se lembram
E disparam um sopapo a quem menos dispor.

Solano DellaMuerte
solano.franca@gmail.com

Solano Rodrigo Martins Ferreira França ou Solano Dellamuerte (como gosta de ser chamado) nasceu na cidade do Rio de Janeiro, onde viveu parte de sua infância antes de se mudar, em definitivo, para Nova Friburgo em 1988. Filho de pai comerciante e mãe professora de geografia foi criado com o “umbigo no balcão”, assumindo desde muito jovem, aos 12 anos, responsabilidades ao trabalhar no negócio da família. O que durou quase duas décadas.

Posteriormente, em busca de novos ares, foi proprietário de um Sebo especializado em histórias em quadrinhos entre 2011 e 2015. Reavivando, assim, sua grande paixão de infância: HQ´s.

Formado em História pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). Em seu trabalho de conclusão de curso teve como tema: O Uso das Histórias em Quadrinhos na Disciplina História. Trabalho que resultou na criação de uma Gibiteca comunitária no bairro em que mora.

Ingressa, atualmente, no mundo literário como autor de resenhas sórdidas, crônicas malditas, fábulas fantásticas e contos mal-acabados.

Um comentário:

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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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