Peso demais nessa bagagem?




Hoje em dia, é normal vermos diversos jovens escrevendo e atualizando o passo literário desta atualidade. – Coisa bem rara. – A realidade é outra, afinal. Quando mencionam a palavra escritor, muitos pensam no pensador, velho enrugado, rouco e meio arrogante. Naquela filosofia de vida, nos livros e em imensas telas. A questão aqui, é diferente. O público jovem tem desmerecido a literatura que temos, em geral. A minoria se concentra em ter renome, em lançar um livro e quem sabe, tornar-se um 
best seller
Não se trata mais de transformação de vida ou linguagem, mas fama, público, quem sabe, dinheiro. Acho isso uma tremenda falha no caráter humano; Pois, um livro não é um material somente. É imortalidade, sentido único e filial. É uma corrente que liga ao terno e invisível; A imaginação. 
Você, que, pensa que escrever é algo bacana, que isso lhe trará grupos e uma possível fama de “ inteligentinho “, esteja certo, isso não irá aumentar ou diminuir seu tempo de vida, mas lhe trará tédio repugnante. 
O movimento de escrever para vender é deletério. – Afaga o bolso, mas transmite a moral para a falta de bom senso. – O que acho, que, todo aquele que é realmente escritor, autor de si mesmo, sabe que escrever um livro é bem mais no que pensar num capa bem feita e uma diagramação sentida. Escrever trata-se de transportar sua experiência ou mundo para quem o lê. E isso, como qualquer processo existencial é transitório. Se só vender livros fosse fácil, não existia tantos engenheiros, advogados e médicos. 

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A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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