Em nome da razão?







“ Aqui é pior que o purgatório, pois, até o purgatório é santificante, aqui, se for o purgatório, como sempre acontece, muitos saem daqui direto para o inferno. E o inferno, você já sabe o que é, pois é. “



 Como se retrata na história do Manicômio de Barbacena e no conto de Guimarães Rosa; Pessoas que se passam, entre grades, mulheres de muito longe, que vão parar longe além de longe. Um hospital psiquiátrico, cercado de muros grossos, deixando a compaixão ao lado de quem se diz realmente são. 

Não é capaz de medir o anti-humanismo que se traz nesse retrato histórico. É realmente necessário que as pessoas consumam mais ar do que um pedaço de papel. Ou produtos que satisfazem o ego. A agressividade humana não está somente na ação, está no manisfesto e mandamento do ócio negativo, transformando a realidade do “ paciente “ em um controle de sonambulismo. Que, no caso, é a realidade, controle de realidade na falta de capacidade natural em raciocínio do interno. 

“ O objetivo não é a cura, nem a recuperação. É o controle. “

“ Nunca vi um doente mental que fosse curado, simplesmente, ele é melhorado daquele ponto de agressividade. “

Estas são frases citadas no filme Em Nome da Razão, um possível registro mais a fundo da realidade desse universo sem dimensão. Destas pessoas que foram largas e jogadas num pedaço de isolamento. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.