Olha ela.





Olha ela, lá vem ela, carregando aquele sorriso estampado no rosto, sem pretensão nenhuma, com toda a delicadeza de uma princesa, e o charme de uma donzela, no momento que ela fixou aquele olhar no meu rosto, pegou na minha mão e disse, eu estou aqui e não vou te largar, sabendo que ela teria milhões de motivos para sair e encontrar um cara mais maromba desses que ficam horas e horas na academia, que ficam com o famoso tanquinho e que muitas gostam e são fieis a isso, mas não, ela olhou e disse eu estou aqui por que você cativou meu coração de uma forma que ele dispara mesmo sabendo que você está na outra esquina. Ainda sim ela tinha motivos para sair e encontrar outro, outro que tenha uma condição financeira melhor, que leve ela a esses restaurantes caros, que de roupas ou até mesmo um cartão ilimitado, ela respirou e respondeu, eu ficaria contigo até mesmo se você tivesse uma bicicleta daquelas bem judiada, falando nisso quando nos conhecemos você tinha e adorava passear contigo de bicicleta pelo parque.

Ela é dessas mulheres decididas, que não precisam de rodeios, ela chega cativa todos ao seu redor e não precisa agradar ninguém, o sorriso dela faz isso por si só e o carisma que ela carrega a sete chaves no seu coração. Ela disse para mim, abri mão de muitas coisas, mas de você não abro não, jamais. Ela é dessas, gosta de passear no parque, pegar na mão, sentir-se protegida. Mas também curte baladas, gosta de sair e tomar umas doses de uísques por aí.

Olha ela, é sempre o que eu digo para meus amigos, não que eu goste de mostra-la, mas ela por si só se apresenta com todos os adjetivos que citei, já percebi que ela é dessas que não importa se chega um pouco atrasado no trabalho, mas, sempre diz vou ficar mais um pouquinho por aqui deitado no seu peito para sentir as batidas do seu coração.

O coração dela é enorme nem cabe em seu peito, um coração cheio de medos e angústias que viveu no passado, mas ela não deixa isso transparecer, por que ela fala para mim, não tenho mais medo de me entregar, na verdade já me entreguei e, sei que você não irá machucar ele novamente como já foi um dia. A alma dela é de uma total transparência, ela não esconde o que sente ,fala e procura não guardar para não fazer mal.

A vida dela foi feita de jogos, todos brincaram com os sentimentos e não guardaram os pedaços que sobraram dos sentimentos que ela havia alimentado, mas ela disse para mim, que não tem medo, por que sabe que sou adulto e não gosto de joguinhos, que nunca brincaria com os sentimentos. A insegurança que pairava em seu ser, está desaparecendo e algo bonito está aflorando.

PS: Meu bem traga o melhor sorriso e deixe os medos do lado de fora.

Luís Fernando, escritor. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.