Me apaixonei , e agora como faz?



Um dia desses me vi em uma rua meio obscura, sem muito acesso, apenas uma via, me deparei com alguém no meio do caminho, me disse Oi, eu gentilmente com toda educação respondi Oi e, ficou nesse dialogo curto de um esbarrão qualquer. Vira e mexe, esbarramos novamente na bomba de combustível de um posto do bairro, dessa vez quem deu o primeiro passo fui eu, disse oi, ela gentilmente com toda a cordialidade me disse Oi, puxei assunto, não sei se você se lembra, mas, nos esbarramos na rua da esquina a umas duas semanas, ela demorou um pouco para responder, até que me disse sim, me lembro, eu quis saber um pouco mais, e acabei perguntando você mora por aqui, ela disse, sim, moro virando a quadra, a segunda casa. Nossa eu disse, nunca vi você por aqui, pois é ela respondeu, eu também nunca havia te visto, papo vai papo vem, o combustível quase marcava tanque cheio, eu perguntei. Escuta: Qual é o seu nome? Ela respondeu:  Carol, eu disse prazer: Carlos Eduardo, mas todos me conhecem como Cadu. Por fim acabou de encher o tanque,cada um pagou a sua conta, embarcou no carro e fomos embora. Eu notando que havia pintado um clima e aqueles olhos me fascinando, não parava de lembrar, curioso, pesquisei o nome dela na internet, e acabei achando vendo que havíamos amigos em comum. Resolvi sair da minha zona de conforto, adicionei, bom dali em diante começamos, ela aceitou, conversa vai conversa vem, convidei ela para sair, ela aceitou.


Fomos ao cinema, senti naquele momento que sentei ao lado dela na poltrona meio rasgada, acredito que aquele cinema deveria passar por uma reforma. Bom, além da conversa, pipoca refrigerante e todas aquelas guloseima de cinema, acabamos por assistir uma estreia de uma filme do Vin Diesel, não me recordo qual era, mas naquele momento não importava muito, eu não conseguia tirar os meus olhos da direção dos olhos dela, em meio a escuridão do cinema, conseguia perceber os detalhes dos olhos azuis, mas claros que qualquer água cristalina. Ela toda sem jeito disse o que houve, eu meio envergonhado disse não nada, ela disse, ok tudo bem, ela não imaginava que já estava apaixonado por ela, depois do cinema marcamos outros encontros, saímos para beber um bom vinho, uma pizza, me vi que já estava em um relacionamento por tabela, resolvi dar um passo a frente e pedir a Carol em namoro. Me apaixonei por ela, em simples detalhes que não havia prestado nunca, poderia ter visto ela muitas vezes, mas era para ser naquela hora, hoje eu e a Carol dividimos uma casa com dois cachorros e dois filhos. Notei ela e ela me notou. Apaixonei-me e tomei a rédea da situação. O amor é para todos, precisamos apenas sentir ele mesmo e demonstrar.

Luís Fernando, escritor,  jornalista. 

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