Resenha: Arma de Vingança

Livro de Autor brasileiro Danilo Barbosa, merece ser lido por todos os amantes da boa leitura!


Apesar de não gostar de por sinopses em minhas resenhas, abro uma exceção para este livro, que simplesmente tomou minha alma de tão envolvida que fiquei da primeira a ultima linha.

Uma narrativa deliciosa e instigante, que te leva pelas páginas sem nem se da conta do tempo. É assim que vejo “Arma de Vingança” de Danilo Barbosa.

Como uma deusa cruel e vingativa, destruirei todos que estiverem em meu caminho... O que você seria capaz de fazer por vingança? Suportaria uma vida cercada de mentiras, traições, dores, crime e morte? Ana sobreviveu. Pagou o seu preço com marcas que o tempo nunca será capaz de apagar. Deixou para trás toda a inocência de criança para dar lugar a uma mulher fria e calculista, disposta a ser a perfeita arma de execução contra aqueles que tentaram destruí-la. Para conseguir os seus objetivos, não terá limites: irá mentir enganar, seduzir e trair... Sem remorsos ou pena daquele que um dia julgou amar. Prepare-se para ouvir a história de Ana. Caminhe na tênue linha entre a paixão e a obsessão e veja como até os príncipes encantados tem o seu lado sombrio. Afinal, esta não é uma história de amor.         

“Afinal, se sangrei, machuquei, sofri, chorei, por que você também não?”

“Afinal se eu errei, espero que Deus ou o Diabo me perdoem por isso...”

Nunca subestime uma pessoa ferida, ela pode te surpreender.

Alguns dizem que a vingança pode destruir a pessoa. Que Quando se tenta combater mal com o mal, só podemos colher na nossa vida, rancor, dor e cicatrizes... Mas, quando o rancor, dor e as cicatrizes já existem? Quando elas definem tanto uma pessoa, que a destroem? Quando uma pessoa é enganada, traída e maltratada ao ponto de sua vida antes, ser bonita e “cor de rosa” se transformar em trevas e sombras? Vale qualquer coisa por vingança? E quando você se torna a própria arma de vingança? É tudo isso que o autor nos mostra neste eletrizante livro.

Ana é uma boa garota. Quando jovem vivia uma vida tranquila, menina de cidade pequena, sonhadora, inocente, que acredita no bem das pessoas, verdadeira, amada por seus pais. \a Jovem começa a ver seu mundo virar de cabeça pra baixo, no dia em que presenciou uma discussão entre seus pais. Ana nunca perguntou a mãe sobre o que aconteceu naquele dia, uma vez que uma vez que sua mãe se fechou em sua própria concha. Determinada a tomar as rédeas de sua vida, Ana se muda, vai para a cidade grande. Emprego novo. Conhece pessoas novas, amigos novos, amores novos. O que Ana não sabia é que teria que enfrentar muitas dores e desilusões no seu caminho.

O destino havia sido cruel com a jovem crédula e sonhadora. Ana resolve se abrir para nós e contar sua história. É desse ponto que nossa narrativa começa. Ana refletindo sobre sua vida, sem julgamentos, sem alongamentos, afinal quem somos nós para julgá-la? Fala sobre tudo o que passou, com seu amante entre seus lenções, sua alma em seu coração e sua história em sua mente, que ela divide tão generosamente conosco!

Como o autor nos diz tão brilhantemente pela voz da doce personagem, essa não é uma história de amor. Aqui existem monstros reais, escondidos em pessoas, em que não podemos confiar, monstros desumanos que jogam com o corpo, coração e alma de suas vitimas. Uma história complexa, intensa, que te pende e te leva a viver o livro. Sofremos e sentimos tudo o que se passa com Ana, e torce pela sua sede de vingança.

Não vou estragar o suspense do livro e soltar spoilers do que acontece com Ana e outros personagens, apenas posso dizer para vocês que as aparências se enganam. O livro fala de vários tipos de violência, sexual, física, psicológica. Entramos na cabeça de um ser que não merece ser chamado de humano. Lutamos com medos e somos levados até o fundo, do fundo de um grande abismo. Ana foi levada ao seu limite, foi levada até onde ninguém deveria precisar ir. Ninguém deveria passar tudo que ela passou.

Então, o que senti lendo foi: Quero ver sangue, quero morte lenta e dolorosa.
Fiquei arrepiada, anestesiada, senti no meu estomago, pele e mente toda a agonia, tristeza, dor, assim como fui também enganada, e senti a alegria, o amor, a amizade! Dizer que sofri, gritei, resmunguei, é pouco! E cheguei a uma conclusão, nem todos os mocinhos principais são bons. Pra alguns a morte é presente. Ao menos este, teve um fim digno, teve o que mereceu, nada a menos nem a mais.

Uma obra forte      
      

O que dizer pra quem lendo essa resenha, é que entre mortos e feridos, NÃO se salvaram todos! E ainda bem que não! Esse livro foi uma leitura incrível! Intensa e que valeu cada segundo! Despertou os mais diversos e complexos sentimentos em mim. A história é genial e fodamente amarrada e entrelaçada! A linguagem é lindamente poética até, para fazer um contrapeso com a escuridão que nos envolve em determinados momentos.

Fantasmas, pesadelos, medos, dores que destroem corpo, coração e alma. O viver a vida intensamente no hoje, não esperar o nosso ''para sempre''.

O autor soube nos conduzir, até o ponto que se despimos de conceitos e pudores, que o certo e errado, ultrapassaram qualquer linha e que por fim, queremos essa vingança. Queremos justiça, queremos nos sentir vingados e não importa a arma, que escolhemos, temos que jogar com o que temos, com as cartas, balas, facas, corpos, suores e tudo que tivermos em mãos.

O que você seria capaz de fazer por vingança? E no final o que ainda vai existir dentro de você? Se perder para se encontrar? Certo e errado... Luz e trevas... Prazer e dor! Arma de vingança vai mostrar a força do ódio, do amor, da loucura, da obsessão e da paixão.
Todas temos uma ANA dentro de nós!

Espero nunca precisar mostrar a minha. Afinal... Não sou Boneca de ninguém!


Alice Ryan

Pelo pseudônimo Alice Ryan, Dari.  26 anos, moradora de Nova Friburgo, região Serrana do Rio de Janeiro. Estudante de Publicidade e aspirante a escritora, possui uma página no Facebook que mantém aos “trancos e barrancos” (Por Alice). Trabalha com informática, mas sua verdadeira paixão é a arte. Leitora assídua desde pequena, apaixonada por palavras. Escrevo desde os 20, mas só agora aos 26, por meio de um pouco de coragem e incentivo, comecei a publicá-los.

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