Distância entre os corações. Medida que não consigo calcular.


Oi bela, hoje resolvi escrever um pouco sobre esse percalço que assombra a minha mente todo o dia, não falo dos pesadelos, mas sim, da falta que você me faz, a distância, não essa medida em KM ou em metros, essa eu sei calcular, mas essa distância do sentimento, da distância do meu coração para o seu, hoje resolvi relatar um pouco aqui desse sentimento que quem sabe eu nunca tive a oportunidade de expressar para você ou não esmiucei corretamente para você, acabei morrendo nas entre linhas de cada palavra disparada pela minha boca, que com o silencio consegui calar-me e não falar tudo realmente que sinto.

Meu doce, quem sabe hoje alguém já faz morada no seu coração, mas deixe eu falar, eu preciso, se não a minha garganta seca e fica aquele nó estranho. Pois bem, nunca fui muito bom em dizer isso para você, parece que sempre fui bem em ajudar os outros, mas eu não consigo me ajudar em relação a sentimentos. Nossa me peguei por um segundo lembrando daquele dia que saímos para jantar, nossa meio embaçado, não achas? Lembra? Não? Deixa eu contar aqui, (segredo a sete chaves sendo revelado), aquele que com um ketchup e uma maionese eu escrevi EU TE AMO, em um prato de vidro que na borda estava sujo com um pouco de suco que você derramou minutos antes, meio bobo, mas, era o que eu estava sentindo. To com saudade de quando você cantava para mim, deitada em meu peito, que voz linda que você tem, sem falar das belas palavras que eu recebia ao amanhecer em uma mensagem, demorada a ser digitada,pois você ainda com muito sono não conseguia encontrar as teclas em meio a escuridão do seu quarto, escuridão essa que hoje, deixa meus olhos cegos de saudade do seu beijo.  Saudade do seu abraço, do bem que ele me fazia, do aperto que era, e sentir o seu coração pulsar de uma forma linda, batida perfeita, e do seu suspiro, quando se sentia segura envolvida em meus braços.


Sempre correu um medo em minhas veias, de não conseguir sentir algo forte por alguém, quando te conheci esse medo sumiu, gostava de ver você trocar de roupa, a sua desenvoltura e sem vergonha nenhuma, colava o jeans em sua pele, jogava uma blusinha por cima, e saia para trabalhar. Queria saber como você está realmente, sua vida está um turbilhão? A minha está, trabalho, estudo, sabe aquela rotina de sempre. Se eu puder te encontrar e conversarmos, ainda mora na Rua das Alamedas, no mesmo prédio e mesmo apartamento, anda organizadinho como você sempre deixava? Queria que soubesse estou com muita saudade e essa distância entre o meu coração e o seu, está difícil de suportar e rasga o peito. Mas espero que esteja tudo bem em sua vida. A minha vou dando um jeito por aqui. Desculpa estar te falando tudo isso, quem sabe é apenas saudade, mas agradeço por ela pintar em minha vida me faz lembrar e recordar e nunca esquecer a pessoa que você é, e sempre será em minha vida. Um beijo grande, AH, antes que eu esqueça, meu telefone não mudou

Luís Fernando

Luís Fernando, escritor por hobby, adora literatura, é um virginiano do bem, criador do blog Papo a 2, disse um sulista. Narrador de futebol.

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