Odeio Primeiros Encontros



           Odeio primeiros encontros.  Como pode ser uma situação confortável? Sem chance. Já parou para analisar este momento? Eu parei....

Quando digo primeiro encontro, quero dizer aquele romântico, um passeio no parque, um cinema ou até uma pizza com aquele carinha super gato, ta afim dele e vem conversando a um tempinho. Só que, acredito eu, conhecer uma pessoa e ter intimidade com ela, vai muito além de algumas mensagem e palavras trocadas.
 Você conhece a pessoa, se interessa por ela, a principio pelo físico, daí você começa a conversar – na verdade, hoje em dia, essa façanha já é um grande avanço, porque a maioria não quer. Só curtição e papos vazios – e já é uma vitória. Papo vai, papo vem, vocês tem entrosamento, algumas coisas em comum, o pensamento de ambos “bate”, e rola aquela química – o legal é que por meio de telefone, não precisamos estar “perfeitos” não precisamos ter vergonha de rir, ou não há problema em ficar vermelho com aquela cara de idiota, agindo como um idiota. Depois de certo período apenas conversando, decidem que é a hora de se encontrar, aquele maldito encontro onde tudo é posto a mesa e ficamos em alerta pra todos os detalhes.
Você sai arrumada, toda trabalhada na produção, cabelo, unha, lingerie – que é importante – roupa, sapato, brinco, tudo, pra na maldita hora, nada disso ser relevante porque o que importará mais é a sua confiança que ali você meio que perde, meio que tenta segurar. Tenta se manter ativa e prestando atenção naquela conversa que agora não parece mais tão interessante quanto a boca do rapaz. Faz aquele esforço pra ele não perceber o quanto você esta tremendo. Um detalhe errado e tudo que você batalhou pra conquistar até agora vai por água abaixo, e mostrar insegurança não rola, não é verdade?
O primeiro encontro é em muitas vezes decisivo, ele é quem dita se a pessoa está “apta” a você ou não. Se o parceiro é agradável, respeitoso, é ali no “Tetê a Tetê” que avaliamos a personalidade da pessoa, assim como também estamos sendo avaliados. E até este encontro acabar e tirarmos nossas próprias conclusões, além de ser agradável – se não for damos um jeito de ir embora cedo – é uma tortura. Pra mim em particular, esse momento é uma tortura, fico super ansiosa, nervosa e com tanto medo de errar que acabo errando. Depois ainda fico repassando cada momento detalhadamente em minha cabeça tentando analisar a situação para saber se a missão foi cumprida com sucesso. Vou te dizer, é uma merda! E ainda tem aquela expectativa se o outro também gostou de você, ou não, mas ai já é outra história. Só depois desse sufoco todo, que conseguimos respirar finalmente. Uffa, passou.  

Passado o primeiro encontro quando tudo se acalma e começa a dar certo, logo vem o segundo encontro, terceiro, quarto, e assim por diante. Na medida em que o tempo vai passando nos sentimos mais confortáveis e vai surgindo a intimidade entre ambos, e ficamos mais a vontade sem aquelas malditas borboletas na barriga. Começamos a sentir aquela tranquilidade que só um amor pode nos proporcionar.

Alice Bennet
 daricanedo.c@outlook.com 


Pelo pseudônimo Alice Ryan, Dari.  26 anos, moradora de Nova Friburgo, região Serrana do Rio de Janeiro. Estudante de Publicidade e aspirante a escritora, possui uma página no Facebook que mantém aos “trancos e barrancos” (Por Alice). Trabalha com informática, mas sua verdadeira paixão é a arte. Leitora assídua desde pequena, apaixonada por palavras. Escrevo desde os 20, mas só agora aos 26, por meio de um pouco de coragem e incentivo, comecei a publicá-los.

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