Entrevista: Cyntia Bandeira Lino, autora de Estrela do Sul: Uma História


A Revista Pacheco tem a satisfação de entrevistar a escritora Cyntia Bandeira Lino, autora de Estrela do Sul: Uma História  (2015, Clube de Autores).
1- Seja bem vinda à Revista Pacheco! Você poderia começar falando sobre quais temas você aborda em seus livros e porque você os escolheu?
Cyntia: De um modo geral, eu gosto de falar principalmente dos problemas familiares e sociais. Escolhi falar desses temas nas minhas obras porque sinto que as pessoas estão meio perdidas no quesito reflexão para melhorar como ser humano. Portanto, ouso dizer que resolvi tentar ajudar a sociedade por meio da literatura.

2- Você escreveria um livro de encomenda? Por quê?

Cyntia: Só aceitaria se o tema estiver de acordo com o que acredito e penso, porque sou uma pessoa honesta, que não produz literatura apenas visando os lucros financeiros, mas também desejando escrever livros sinceros que contribuam com a vida de quem os ler. Nunca vou escrever livros sobre pessoas que não gosto e que sejam mau exemplo pros outros ou sobre assuntos que considero inúteis e negativos.
3- Seu livro mais recente ESTRELA DO SUL: UMA HISTÓRIA trata de assuntos muito presentes no cotidiano e também tem muitas curiosidades nas notas de rodapé. Fale sobre o processo de criação desta obra.
Cyntia: Rememorei fatos que presenciei durante toda a minha vida. Um parente sugeriu que eu escrevesse um romance sobre mulher com problemas no casamento. No mês seguinte, viajei para o Rio de Janeiro. Aí, o enredo do livro formulou-se na minha mente e trabalhei na trama da obra por cerca de 7 meses. Precisei fazer uma grande pesquisa regional sobre os costumes, sotaques e outras coisas. O que mais me deu trabalho foi fazer os diálogos com sotaque do sul.

4- O que te deixa feliz e o que te deixa triste no cenário literário do Brasil?
Cyntia: Fico muito feliz em ver que estão surgindo mais editoras, inclusive um modelo novo que é a de autopublicação. Uma das coisas que me deixa triste é ver os livros de autores brasileiros novos ainda serem subestimados e desprezados.

5- Você tem um programa no YouTube, o Conversando com Cyntia Bandeira Lino. Do que ele trata? Como funciona?
Cyntia: Ele é um espaço para que o público possa ter suas dúvidas sobre literatura, cultura em geral, assuntos do cotidiano, etc. respondidas. As pessoas me enviam as perguntas e sugestões de assuntos para serem abordados no espaço de comentários dos vídeos do programa no Youtube ou então nos comentários dos posts dos vídeos na minha Fan Page do Facebook.

6- O que mais lhe preocupa hoje no quesito "literatura no Brasil"?

Cyntia: As pessoas que ainda não apreciam leitura e as que desconfiam dos livros nacionais, especialmente dos autores novos. Espero de coração que um dia essa situação mude. Felizmente, isso está acontecendo, bem aos poucos, mas está.

7- Você já pensou em desistir de ser escritora? Como foi isso?

Cyntia:
Várias vezes. Eu até chorava quando alguém se negava a ler livro meu ou vinha falar coisas pessimistas para eu largar a carreira. Teve uma vez que até escrevi uns desabafos no meu mural do Facebook, de tão nervosa que fiquei ao meu deparar com tantos “nãos”. Isso acabou comovendo as pessoas. Recebi vários conselhos. Depois, uma luz divina tocou em meu coração e me fez continuar.

8- Qual a sua opinião sobre o mercado literário?

Cyntia:
Creio que esteja engrenando bem, crescendo gradativamente.

9- Como tem sido o reconhecimento do seu trabalho? Já aconteceu de ser reconhecida na rua?

Cyntia:
Uma vez, quando saí do correio, uma mulher me abordou educadamente e perguntou toda risonha se eu era escritora. Eu respondi que era sim. Então ela falou que me reconheceu de uma fotografia que havia visto numa reportagem de uma revista local. Confesso que fiquei bastante encabulada, mas ao mesmo tempo honrada em ter sido reconhecida.

10- Você escreve contos e crônicas, mas já pensou em se arriscar em outros gêneros? Peças teatrais, por exemplo?

Cyntia:
Não me sinto preparada para isso. Ser dramaturga é algo que foge da minha capacidade.

11- Como é o seu contato com os leitores? Você conversa com eles? 

Cyntia:
Sempre que tenho tempo. Atendo os leitores com o maior carinho e prazer. E falar com o leitor, para mim, é super importante.

12– Obrigado por participar da Revista Pacheco! A última pergunta, não é uma pergunta. Use o espaço o à vontade!
 Cyntia: Quero agradecer ao site Revista Pacheco pelo convite e a todos que leram esta entrevista por sua amável atenção. E se me permite, eu gostaria de falar um pouco sobre eu mesma e algumas opiniões pessoais. Sou uma moça sincera, honesta, com temperamento um tanto quanto “forte”, que ama a humanidade, Deus, a família, a cultura em geral e que deseja essas coisas: paz e felicidade a todos e que as pessoas amem uns aos outros. Não vivo sem Deus no coração e ter minha família perto de mim. Para mim, o que falta para o mundo melhorar são duas coisas: tolerância e mais amor pela cultura. Tenho um sonho, que ver o mundo todo feliz e se dando bem, sem falsidade e violência. Uma obsessão que possuo é adquirir mais conhecimentos novos todo dia. Literatura na minha vida é uma missão que amo com todas as minhas forças. 

Os livros de Cyntia Bandeira Lino são vendidos no Clube de Autores. Vocês podem acompanhar todas as novidades do trabalho dela através de sua fanpage no Facebook, em seu Canal no YouTube e pelo Twitter.

2 comentários:

  1. Parabéns pela entrevista, uma autora a ser descoberta, grande talento.

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  2. Sou fã! Já li todos livros da Cyntia, e tenho imensa paixão por 'Estrela do Sul: Uma História' e 'A Luta Pela Libertação'. Recomendo á todos

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