Café Literário: Miss Brasil

Menina bonita que sabe dançar,
Sua pele morena reflete a luz solar,
Sorriso contagiante e lábios cor de âmbar
E seus olhos são como a imensidão do mar.

Todos são atraídos por ela,
Gostam de vê-la passar,
Amam seu modo de viver intensamente,
De comemorar.

Entretanto, caro amante
Da menina vibrante,
Deves conhecer o lado não aparente,
Nada aplaudente.

Os olhos dos turistas veem o que querem,
Corrupção, é daí que tudo provem.
A lista prossegue,
Ela internamente continua labregue.

Miséria extrema,
Decadente ecossistema.
O que mais dizer, amigo?
Ela leva os problemas consigo.

E é assim que mostro
Que seu interior é como um antro.
E tem sempre o outro lado:
O protótipo e o acabrunhado.

Pollyana Reis

polly.827@hotmail.com

Pollyana Reis, uma mera garota de 13 anos. Tão trivial, você pensa. Mas ela era uma garota que carregava suas palavras. E também carregava seus sonhos. Nascida no Rio de Janeiro e desde então está lá – e, acredite, ela não gosta de praias. Não há experiências para informar. Almeja chegar rapidamente na faculdade – embora ainda falte um pouquinho. Quer cursar web designer, letras e jornalismo investigativo. Mas sua maior prioridade é publicar todas as suas estórias, o que é, de fato, complexo demais, já que tem o tempo todo ideias novas. E a única coisa que quer com isso... Dinheiro, alguém pode pensar. Mas não é nada além de reconhecimento. Vive, em suas piores noites de insônia, escrevendo e reescrevendo estórias, esperando que um dia alguém vá ler aquilo e pensar, em regozijo, o quanto a autora se esforçou. Se eu der a sorte, quem sabe. Além disso, ama ler – o que deve ser meio óbvio e se pergunta se há algum escritor que não gosta. Uma variedade de gêneros. Seus autores favoritos, e de maior inspiração, são Neil Gaiman, Markus Zusak, Cassandra Clare e, certamente, C. S. Lewis. Gosta de expor sua perspectiva, simplesmente sente repugnância com alguma desigualdade, injustiça, preconceito, bullying, hipocrisia... Enfim, resumindo: odeia o mundo. Espera que não tenha se ofendido com tal afirmação, afinal, meu caro, o problema não é exclusivamente com você. Apenas odeia ver situações ruins ocorrerem ao seu redor. Ela sempre enxerga. E ainda espera, numa vã esperança, mudar o mundo. De qualquer forma. Até agora só pode usar as palavras. Espero que tenha esse poder.

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