Agenda Cultural: Kandinsy - Tudo começa num ponto



Ele foi o precursor do abstracionismo e com Piet Mondrian e Kasimir Malevich, Wassily Kandinsky faz parte do "trio sagrado" da abstração, na pintura.

A influência da música foi bastante importante no nascimento da arte abstrata, como sendo abstrata por natureza, este não tenta representar o mundo exterior mas antes para expressar, maneira imediata, os sentimentos interiores da alma humana. 

“As cores são a chave, os olhos o machado, a alma é o piano com as cordas”.
- Wassily Kadinsky

música do compositor Arnold Schönberg e a ópera de Richard Wagner Lohengrin exerceram forte influência sobre a obra de Kandinsky (1866-1944). À partir da linguagem musical, artista plástico russo sentiu que quebrou os limites da música e da melodia além do lirismo tradicional.

Não por acaso o pintor usou termos musicais para designar alguns de seus trabalhos: muitas das suas pinturas levam o título de Improvisações e Composições. 

Além da música, Kadinsky foi fascinado e estimulado pela cor como uma criança. O fascínio pelo simbolismo e psicologia da cor continuaram durante o seu crescimento, apesar de parecer nunca ter estudado arte. 

Ele acreditava que a cor podia ser usada numa pintura como uma coisa autónoma e distanciada de uma discrição visual de um objecto ou de uma qualquer forma.

Mas, o aspecto principal da sua arte era a devoção pela beleza interior, fervor de espírito e uma necessidade funda de desejo espiritual. Nesse aspecto, Kandinsky foi igualmente espiritualmente influenciado por Helena Petrovna Blavatsky (1831 - 18910, o mais importante exponente da Teosofia nos tempos modernos.

Para a teoria teosófica a criação é uma proporção geométrica, começando num único ponto. O aspecto criativo das formas seria expresso por uma série descendente de círculos, triângulos e quadrados. Os livros de Kandinsky ecoam estes princípios básicos teosóficos.

Esse moscovita que mais tarde se naturalizou alemão, foi também professor da Escola Bauhaus, teórico da arte e escreveu poemas.

Ao mesmo tempo que escrevia “Do espiritual na Arte”, Kandinsky escreveu o Almanaque do Cavaleiro Azul, que serviram tanto como defesa e promoção da arte abstracta, assim como uma prova de que todas as formas de arte eram igualmente capazes de alcançar o nível da espiritualidade.

Na exposição que abre em 08.07 e segue até 28.09 próximos, o CCBB SP nos traz 153 obras e objetos de Kadinsky, de seus contemporâneos e dos artistas que o influenciaram. As obras que compõem essa mostra provêm do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, de outros museus da Rússia e coleções da Alemanha, Aústria, França, Inglaterra.




Abre o evento a palestra Kadinsky: Tudo começa num ponto, no dia 06, segunda-feira, às 19h30, com Rodolfo de Athayde, idealizador do evento.


Serviço:

Centro Cultural Banco do Brasil
Local: Rua Armando Penteado, 112 - SP
4a. a domingo - 9h/ 21h
08.07 - 28.09.2015



Andréa Nogueira
andreafaladearte@gmail.com


Andréa Nogueira, natural de SP, é jornalista, graduada pela Escola de Comunicações e Artes da USP (79). Atuou na área de propaganda e pesquisa de comunicação e consumo, até 2002. É assessora de comunicação e eventos nas áreas de educação e saúde. Especializada em jornalismo cultural colabora com sites especializados e redes sociais publicando artigos e resenhas sobre artes, literatura e cinema em especial.

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