Feira do Livro vai debater crise e futuro do jornalismo impresso


Jornalistas debatem passado, presente e futuro da profissão em Salão de Ideias no primeiro dia do evento 

Tornaram-se comuns notícias de demissão em massa de jornalistas no Brasil. A principal vítima é o jornalismo impresso, que sofre com a concorrência da internet e o momento econômico mundial. O resultado são vendas cada vez menores e um debate extenso sobre o futuro da plataforma mais tradicional dos meios de comunicação.

Pensando nisso, a Fundação Feira do Livro convidou profissionais de jornais centenários do Estado de São Paulo para colocar o assunto em destaque na programação da 15ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que acontece entre os dias 14 e 21 de junho.

O debate, marcado para o primeiro dia da Feira, às 11h, no auditório Meira Júnior. Todas atividades da Feira do Livro são gratuitas.


Rosana Zaidan, chefe de redação do jornal A Cidade, José Correa Neves Jr., diretor geral do portal GCN, que publica o Comércio da Franca, Mario Evangelista do jornal Tribuna de Santos, Nelson Homem de Mello, diretor editorial do Correio Popular, de Campinas, participam do Salão de Ideias.


O sindicato dos jornalistas estima que mais de dois mil profissionais foram demitidos nos últimos quatro anos. Quase uma centena ficou desempregada apenas no último mês, quando três grandes grupos de mídia anunciaram a demissão de jornalistas. 

Além do número alarmante, um processo de reinvenção da profissão parece não ter uma saída fácil. Uma abordagem mais analítica da notícia e a integração de conteúdo online e impresso são temas recorrentes no debate sobre o futuro do jornalismo.

Outra questão delicada é o futuro do jornalista. A pesquisadora e professora da USP Roseli Figaro publicou recentemente um perfil do jornalista no século XXI. A nova geração é hegemonicamente feminina, com menos de 35 anos, não sindicalizada, sem formação política, massacrada pelo tipo de empregabilidade a que está submetida e pela densificação do trabalho. As evidências desta realidade estão reunidas no livro “As mudanças no mundo do trabalho do jornalista (Editora Atlas)”, organizado por Roseli.

Essas e outras questões ligadas ao debate sobre o futuro do jornalismo prometem figurar no primeiro Salão de Ideias da 15ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto.

Neste ano, a Feira trabalha o tema “O Encontro dos Tempos. Novos Olhares Sobre o Passado, o Presente e o Futuro”. Os escritores Mário de Andrade, Ruth Rocha, Rubem Alves e Divo Marino são os homenageados desta edição.

Um comentário:

  1. O tema é realmente sério! Eu vejo a questão com perigo, cada vez mais crescente, da leitura horizontal: existe um oceano de informação diante de nós e enxergamos essa 'lâmina d'água'. Uma leitura profunda exige um mergulho, uma verticalização. Temo que o jornalismo também caia nessa superficialidade...

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