A vida ordinária tocada em hit


Se você conhece, já foi a um show, já entrou no site, curte a página deles no facebook, instagran, twiter, ou seja, lá qual forma que você achou de ir atrás da banda ou, no mínimo já ouviu falar nesses caras, você deve saber que a Ordinária Hit está longe de ser uma banda “convencional”. Formada no início de 2001, a banda não se limita a música para exteriorizar suas ideias e ideais, busca também uma aproximação com qualquer manifestação cultural ou contracultura que se identifiquem textos, desenhos e etc. Por falar nisso, os cartazes de divulgação e a arte das capas dos discos da banda são quase todos feitos por Flávio Bá (Contrabaixo).

A banda se propôs desde o início a sair dos padrões existentes no meio musical, cá entre nós, ser convencional não tá com nada! Aliás, rejeitar normas rígidas pode ser um dos poucos moldes a serem respeitados. Contos e crônicas do cotidiano em prosa. Letras curtas hora indiretas hora não, porém bem longe de ser banal. Textos e referências preenchem as fendas existentes entre a música e as palavras, escreveu o site Muzplay em um artigo sobre os caras feito em 2005. Total sonoplastia iconoclasta

A ordinária hit faz de suas peculiaridades sua identidade visual, autoral, musical, sócio anarquista e anticapitalista. Sim, a visão política desses caras é um poderoso catalizador, potencializador além meio de inspiração para tudo que eles fazem, desde como e sobre o que escrevem e tocam até o comportamento quando em cima do palco. Partindo de influências vindas de bandas como Sonic Youth, Fugazi e Gang of Four eles resgatam um pouco do punk -rock, porém não há um rótulo que os defina, é barulho organizado ou desorganização experimental.

Em uma conversa com João Riveros (guitarra, voz e professor de Geografia nas horas vagas) sobre o cenário artístico atual, o espaço e a apropriação da indústria cultural sobre as novidades em qualquer vertente artística, ele me explica que a banda nunca tentou entrar em um circuito que os projetasse, pelo contrario a banda corre pelas vias do faça você mesmo. E desse jeito além de gravar todos os discos, também organizaram turnês em países vizinhos como Uruguai, Chile e Argentina, e mais distantes também como Alemanha, Holanda, Republica Tcheca, Austrália, Itália, França e Espanha, turnê Burn, Euro, Burn realizada em 2012, projeto e produção dos próprios músicos.

Guitarra, contrabaixo, bateria, um violoncelo, efeitos eletrônicos, gritos de fundo e um megafone compõe a orquestra ordinária, o som é pra quem quiser ouvir e com certeza não é feito pela grana. É a ação conjunta de todos os envolvidos em prol da fluidez dos projetos, e tem fluido!

O primeiro disco “Ordenado em Duas Vias” lançado em 2002, trouxe além do CD, uma fita cassete e um livro. Em 2004 lançaram o EP “Nota”, este continha quatro músicas e quatro capas. Em 2005 lançam um Split com a banda paulistana Labirinto, “Pseudo-Segurança Compensatória”. Em 2006 lançam “Bricoleur” disco que ataca direto uma sociedade totalmente individual e egoísta, na capa, além da arte de Bá, estão também fragmentos de textos sobre o trabalhador e o trabalho, mutirões e propriedade privada, catadores e a luta contra o sistema. E em 2011 o álbum “Funcionário” aparece e comemora os dez anos de existência da banda. O disco foi criado após a crise industrial em 2011 que levou os trabalhadores a ficarem de férias coletivas (será que rolava pagamento?).Como a temática não poderia ser outra foi lançado no dia do trabalho e foi o primeiro LP da banda, prensado nos EUA, 11 sons em um vinil de 180 gramas, em maio do mesmo ano uma edição especial limitada em CD, 150 cópias com 14 capas de diversos artistas convidados. Essa edição esgotou rapidamente e não teve reedição (Ai, vocês me perguntam, então pra que você foi falar? Pra fazê-los passar vontade ué, eu também não tenho esse!). Ao todo são oito discos produzidos independentemente, contando com os EP’s da banda. Barulho e vinheta que retratam fatos (não do ponto de vista de Durkein!). E os EP’s produzidos em parcerias com outros músicos nacionais e internacionais, chamado de sessão extraordinária esses sons estão reunidos em um total de nove EP’s.

Esse ano a banda ataca com o álbum “Borracha”. O álbum traz quatro músicas inéditas em cassete produzidas pela banda, à primeira tiragem foi de apenas 10 unidades, mas calma, a segunda tiragem está chegando acompanhada da versão em vinil.

Flávio Bá (Contrabaixo), João Branco (violoncelo), João Riveros (Voz e Guitarra) e Rodrigo Rosa (Bateria) se apresentam no dia 10/04 (sexta feira) as 20:00 horas no  ZAPATA - Rua Riachuelo, 238 - São Paulo e dia 14/04 (terça feira) as 21:00 horas na Associação Cecília – Rua Vitorino Carmilo, 449, E será o último show dessa temporada de lançamento do disco Borracha. 

Pra quem curtiu, ficou curioso e está a fim de escutar o som desses caras segue ai os sites.

Ordinaria Hit

Sessão Extraordinária


Eu sou Henrique Santos, hickdesing@hotmail.com, para quem quiser trocar uma ideia, grande abraço e até a próxima.

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