Café Literário: Mandala dos Sonhos


Sem lugar. Perdida na espiral, deslocada por linhas, uma hora se torna uma mandala, outra uma linha. Hipnotizada eu fico. Limpa. Alice no País das Maravilhas. A certeza da incerteza me faz andar em círculo. Vou. Volto. Fico. Sigo um coelho. Espero a sorte... Ponto permanece o mesmo: parto e chego. A vida corre . Nada é fatal. Limitado. O CÍRCULO é infinito. A realidade é cega. ILUSÃO. Só vale a VERDADE. Conecta. Sou Dela. MANDALA DOS SONHOS. Be or not to be is the question. A fatalidade é existir. O medo enobrece, sem ele, somos autômatos. Sem razão . Catástrofes. Guerras. Misérias. VERBO AMAR, sem vazão .Primeiro do alfabeto. Último do Ser. Eu AMO. ERRO. APANHO. ARREBENTO ...por viver. A vida atira no escuro. PAZ. Atiro primeiro. Com sonhos. TENHO MEDO. Não sou covarde. ME ENFRENTO. FÉ.
Juliana Mendes
jusmresende@gmail.com

Juliana Mendes: tradutora, professora, estudante de Letras na UFJF, escritora nas horas vagas. Gosta de viajar, de psicologia, de filosofia e do mundo dos sentimentos. Ler, comer e amar a vida são os seus maiores prazeres.

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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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