Café Literário: Uma singela carta



Querida amiga,
Venho por meio desta materializar meus sentimentos. Preciso contar-lhe algo. É que... A Lua me sorriu! Um sorriso pra lá de amarelo. Ela estava no cantinho do céu, me olhando, como quem estivesse paquerando. Acompanhou-me durante todo o percurso, demonstrando tamanha felicidade e compartilhando seu brilho. Devo assumir que estou com um pouco de medo. Você sabe que meu coração é bobo, e o quanto me derreto fácil. Já pensou eu me apaixono? Não vai ser tão simples ter que dividi-la com todos esses humanos. Por vezes agradeço por serem tão desatenciosos e ingratos que não param um segundinho do seu tempo para observa-la. Sinto-me dona de todo esse carinho, brilho e atenção. Gosto de dividi-la com o Universo. Metade para cada. Só assim posso ter o sorriso amarelado mais lindo -e único. Fui até presenteada, acredita? Perdi as contas com tantas estrelas brilhando. Eu amei, mas tive a leve impressão que não fui a única a ser presenteada. Será que ela faz isso para todos? Ainda assim me sinto especial, só eu reparei. Por fim ela se despediu... Acho que com raiva, já que ficou toda vermelha antes de sumir. Disse para ter calma, e que amanhã nos encontrávamos. Ah querida amiga... Acho que não durmo hoje.

Luyne Matos
Entre Linhas

Luyne Matos. Estudante de jornalismo da Universidade Federal de Sergipe, 20 anos. Admiradora da psicologia e da escrita.

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