Café Literário: A repetição


 
Acordou como acordava quase sempre. Sentou-se um pouco na cama e esperou um pouco até que se sentisse preparado para se levantar. Deixou que os olhos se acostumassem à luz do quarto. Mirou o relógio sobre o criado-mudo: 8h3min.

Quando ele se levantou da cama, pondo os pés no chão, teve uma estranha sensação de que algo o seguia, vigiava-o de longe, espreitava-o. Olhando para todos os lados, nada vira senão os móveis e os objetos que enfeitavam o quarto, os quais ali já há algum tempo estavam. A luz do dia já invadia o pequeno cômodo, ajudando-o vasculhar com os olhos curiosos e temerosos.
Não havia ninguém no quarto.
 
Mas ainda sim, após conferir a ausência de alguém no compartimento onde dormia, ele acreditava que alguém o espreitava, como se o esperasse para lhe fazer algum mal. Não entendia o porquê do medo de repente, pois morava sozinho há mais de 8 anos e nunca se sentira daquele jeito. De pé, foi andando lentamente até o banheiro, com os olhos sempre atentos, tentando alcançar uma visão de 360º. Estranhamente, a sensação de que não estava só ainda o perturbava, mesmo constatando que estava de fato só.
 
Chegou ao banheiro e ligou a luz do pequeno espaço, que nem precisava tanto assim de luz artificial, visto que pelo basculhante de vidro a luz penetrava intensamente, iluminando, inclusive, o quarto. Lá, ficou diante da pia; levou as mãos até a torneira, abriu-a e, fazendo das mãos um recipiente, encheu-o e jogou a água no rosto. A pia ficava abaixo do armário, cuja porta estava aberta. Abaixando-se para molhar mais uma vez o rosto, ele se ergueu novamente e, levando a mão à porta do armarinho, puxou-a para fechá-la, pois tencionava mirar-se no espelho.
 
Quando a colocou no lugar, ficando de frente para o espelho, ele finalmente viu o que pressentira há pouco: na porta do banheiro, alguém estava atrás dele! Era um rosto embaçado, sem forma, estranho.
 
Rapidamente se virou para encarar aquela criatura invasora. Fitou-a com medo e coragem ao mesmo tempo, mas ela ficou estática diante dele, fitando-o, na intenção visível de intimidá-lo. Ficaram assim por alguns segundos, mas aquilo pareceu uma eternidade. Seu cérebro, a mais de mil, tentava encontrar uma forma de se livrar daquele pesadelo. De repente, o sujeito à sua frente, um homem alto, forte, foi se aproximando dele, erguendo as mãos, nas quais trazia uma faca grande e brilhante.
 
Seu medo foi aumentando, paralisado-o, embora o obrigasse a se mexer. Quando o homem levantou a mão para desferir-lhe o primeiro golpe, um escuro tomou conta do quarto e ele não viu mais nada.
 
Acordou de sobressalto na cama.
 
Havia sonhado tudo aquilo! Seu corpo estava suado e seu coração parecia querer saltar do peito. Sentado na cama, ele esperou um pouco passar aquela terrível sensação. Fora um pesadelo! Ufa! Abriu os olhos e olhou todo o quarto. Era o mesmo cenário, mas dessa vez não tinha o medo dentro dele, pois tinha certeza de que estivera sonhando e que agora estava acordado.
 
Não se levantou de imediato; ficou na cama mais um pouco, acostumando a visão à claridade do ambiente. A luz penetrava pelo banheiro, cuja porta estava aberta e pelo vidro da janela do quarto.
 
O medo se esvaíra quase por completo, mas as imagens do pesadelo ainda vinham à sua mente, recuperando-lhe o medo. Contudo, a certeza de que havia sonhado o fazia perder parte do medo. Pronto para se levantar, ele respirou fundo e até sorriu, como se risse da própria situação, estranha deveras.
 
Mirou o relógio no criado-mudo: 8h3min. Achou muito estranho o relógio marcar a mesma hora do pesadelo, e um frio percorreu sua espinha, fazendo-o se contorcer levemente.
 
Quando ele se levantou, pondo os pés no chão, sentiu a mesma sensação que sentira no pesadelo, de que algo o seguia, vigiava-o de longe, espreitava-o. Olhando para todos os lados, nada vira senão os móveis e os objetos que enfeitavam o quarto, os quais ali já há algum tempo estavam. A luz do dia já invadia o pequeno cômodo, ajudando-o vasculhar com os olhos curiosos e temerosos.
 
Não havia ninguém no quarto.
 
Mas ainda sim, após conferir a ausência de alguém no compartimento onde dormia, ele acreditava que alguém o espreitava, como se o esperasse para lhe fazer algum mal. Não entendia o porquê do medo de repente, pois morava sozinho há mais de 8 anos e nunca se sentira daquele jeito. De pé, foi andando lentamente até o banheiro, com os olhos sempre atentos, tentando alcançar uma visão de 360º. Estranhamente, a sensação de que não estava só ainda o perturbava, mesmo constatando que estava de fato só.
 
Chegou ao banheiro e ligou a luz do pequeno espaço, que nem precisava tanto de luz artificial, visto que do basculhante de vidro a luz penetrava intensamente, ajudando iluminar, inclusive, o quarto. Lá, ficou diante da pia; levou as mãos até a torneira, abriu-a e, fazendo delas um recipiente; encheu-o e jogou a água no rosto. A pia ficava abaixo do armário, cuja porta estava aberta. Abaixando-se para molhar mais uma vez o rosto, ele se ergueu novamente e, levando a mão à porta do armarinho, puxou-a para fechá-la, pois tencionava mirar-se no espelho.
 
Só quando terminou de levar à mão ao rosto, molhando-o pela segunda vez, ele percebera que tudo se passara tal qual o pesadelo que tivera há pouco. Aquilo o assustou. Se tudo estava acontecendo conforme o pesadelo, ele sabia o que se seguia. Dessa vez, em vez de fechar o armarinho, virou-se de costas rapidamente, tentando, assim, impedir que o possível agressor fizesse o mesmo que no pesadelo.
 
Apesar de acreditar que encontraria atrás de si um homem de rosto irreconhecível, ele mantinha no fundo de sua alma a esperança de que estava sozinho no quarto.
 
Entretanto, quando se virou, lá estava, na porta do banheiro, aquele estranho a fitar-lhe, intimidando-o.
 
O que se passaria em seguida? Acordaria ele de mais um pesadelo ou agora era tudo real? Tremeu, mas não recuou – encarou o homem assim como ele o encarava.
 
Quando o homem ergueu a mão para atingi-lo, rezou que a luz se apagasse e ele acordasse como há pouco. Mas o homem golpeou sem que a luz apagasse.
Aquilo era real!
 
Ele se esquivou de lado e, arrancando forças sabe Deus de onde, jogou-se contra o homem, tentando pegar a faca. Não havia mais nada que fazer senão lutar e tentar salvar a própria vida. Os dois caíram no chão, entre o banheiro e o quarto. Usando toda a força que tinha, ele conseguiu tirar a faca da mão do homem, como naquelas cenas típicas de filme de terror. E assim como na ficção, acontecera também com ele: a faca caíra no canto do quarto. O homem, mais alto e mais forte que ele e aparentemente também mais ágil, correu primeiro para a faca, recuperando-a; pegou-a e se levantou imediatamente, enquanto ele ainda jazia no chão.
 
Olhando a figura do homem de posse novamente da faca, ele paralisou, como fizera no pesadelo. O homem aproximava-se dele lentamente, fazendo-o temer o que iria acontecer em seguida. Sem pensar em como evitar o óbvio, ele fez força para se levantar e correr para o outro lado da cama, mas o homem foi mais rápido e, erguendo a faca para cima, tentando pegar impulso, atentou contra ele, que ainda tentava se levantar, tendo conseguido apenas se afastar um pouco mais do lugar onde estava.
 
Quando sentiu que era impossível desviar da faca, instintivamente fechou os olhos, esperando o grande golpe.
Mas nada aconteceu.
 
Quando abriu os olhos, estava se sentando em sua cama novamente, como se tivesse acabado de acordar. Sentado na cama, com o corpo suado e o coração a mil, ele olhou para os lados e viu que de fato havia sonhado.
 
O alívio o fez pender o corpo, como se tirasse das costas um grande peso. O coração, contudo, ainda batia acelerado. Mas o alívio que sentira não o fizera perder o medo completamente. E se estivesse em outro pesadelo? O que aconteceria dessa vez? E se estivesse numa situação real e alguém realmente o atacasse?
 
Dessa vez, não se levantou de imediato, apesar de os olhos já estarem acostumados à claridade do quarto. Ficou ali esperando um pouco, como se procurasse deixar passar o tempo, como se mudasse a rotinha dos pesadelos anteriores. Não queria ele estar sonhando. Ficou pensando em como deveria fazer para não repetir o que acontecera no pesadelo que tivera. Com medo, ele mirou o relógio sobre o criado-mudo: 8h3min.
 
O susto fora tão grande, que ele quase teve um ataque. Sentiu um medo tão grande, que seu corpo não conseguiu ficar sentado: ele se viu deitado na cama, mirando o teto. Virou-se para o relógio novamente e este ainda marcava a mesma hora, mas já anunciava a mudança dos minutos.
 
O que era aquilo, meu Deus? Com muito medo, ele não quis ficar deitado, imaginando que se alguém estava ali para matá-lo, a posição em que estava o deixava mais vulnerável. Rapidamente, levantou-se, ficando sentado na cama. Mirou o relógio: 8h4min. Com a mesma sensação dos pesadelos que tivera, levantou-se da cama. Desta vez, contudo, não foi para o banheiro; correu até a janela do quarto e abriu as cortinas, verificando, antes, se alguém se escondia atrás delas. Averiguou também se a janela havia sido aberta. Não, nada parecia estar diferente da última vez que vira, quando a fechara para dormir.
 
Não havia ninguém. Desesperado, começou a procurar em todos os cantos a presença de alguém. Antes, havia ido diretamente ao banheiro, e o homem viera do quarto, sabe Deus como.
 
Abriu o guarda-roupa e nada. Olhou detrás dele e nada também! Não havia possibilidade de alguém estar escondido em seu quarto. Não, dessa vez, não estava num pesadelo, pois tudo estava acontecendo diferente das outras vezes. A única coincidência eram as horas marcadas no relógio sobre o criado-mudo.
 
Contudo, ele estava com medo de entrar no banheiro. Se não havia ninguém no quarto, só poderia estar no banheiro. Mas como ele poderia pensar isso? Não havia ninguém ali! Ninguém queria matá-lo. Tudo fora um pesadelo!
 
Caminhando lentamente, foi até o banheiro. Quando chegou até a porta, olhou dentro do banheiro e ninguém estava lá. Como não tinha boxe no banheiro, pôde ver todo o recinto, aliviando-se por não encontrar nada fora do lugar. Mas, conforme nos seus pesadelos, a portinha do armário estava aberta. Pensou em fechá-la, mas recuou.
 
Todavia, sem perceber, foi até a pia e se abaixou para apanhar água para molhar o rosto. Fê-lo sem dar por si que fizera isso também nos pesadelos e que o homem sempre aparecia depois que ele erguera a cabeça depois de molhar o rosto.
 
Quando ergueu a cabeça e abriu os olhos, teve a sensação de que alguém estava atrás dele.
 
Virou-se e viu o homem na sua frente. O medo o fez gritar forte.
 
Acordou aos gritos, com o corpo suado e o coração acelerado.
 
Quando abriu os olhos, viu que não estava no seu quarto, no seu apartamento, mas no seu antigo quarto da casa de sua mãe, e antes mesmo que ele pudesse verificar se alguém estava no quarto, sua mãe invadiu o recinto, com semblante de preocupação.
 
– O que foi, meu filho?
 
– Acho que eu tive um pesadelo – disse ele olhando a mãe assustada.
 
Ela foi até ele e o abraçou. Ele a abraçou também e se sentiu mais seguro. Que horror aquela sequência de pesadelos! Que bom que não havia acordado no seu quarto, mas na casa de sua mãe.
 
Com medo ainda, ele se levantou e deixou o quarto junto de sua mãe. Não quis ficar sozinho ali, apesar de o ambiente não lembrar em nada o cenário dos terríveis pesadelos.
 
Andou pelo corredor e foi até a cozinha. Lá, mirou o relógio na parede. Eram 9h23min. Ufa! Agora estava numa situação real de vida. O pesadelo acabara.
Sentou-se numa cadeira da mesa da cozinha.
 
– Toma seu café, meu filho – convidara a mãe com voz melíflua.
 
– Vou escovar os dentes primeiro, mãe. – E dizendo isso, levantou-se para ir até o banheiro, que ficava no corredor. Entrou e fechou a porta atrás de si. 

Dessa vez, não quis lavar o rosto com a porta aberta. Antes de lavá-lo, levantou a tampa do vaso e urinou; baixou a tampa e deu descarga; só depois é que foi escovar os dentes e lavar o rosto.
 
E tudo que fez no banheiro não lhe deu mais a impressão de que alguém estava lhe espreitando. A vida era real e ninguém queria matá-lo.
 
Ficou pensando, durante todo o dia, no porquê daqueles pesadelos. Seu apartamento ficava em outro município, onde ele trabalhava. Só ia para a casa da sua mãe, quando era final de semana ou feriado. Às vezes nem ia, pois não era tão perto assim e a viagem era cansativa. Daquela vez, estava lá porque era final de semana. Seu irmão gêmeo era quem estava no apartamento dele, pois havia ido para lá a pretexto de encontrar uma garota a quem conhecera quando lá estivera visitando o irmão e com quem estava ficando. E como Paulo ia passar o final de semana com a mãe, o apartamento ficou livre para Pedro, o rapaz apaixonado.
 
Não tendo nada para fazer, a não ser descansar no domingo, Pedro passou o dia deitado no sofá da sala vendo tevê. Mas seu pensamento estava nos pesadelos que tivera naquele início de manhã. Ficou pensando em seu apartamento e teve medo de voltar para ele. Na dúvida, ia pedir para que o irmão dormisse lá com ele até que o medo se fosse. Não queria reproduzir a rotina dos pesadelos. Alguém lá já era quebrá-la.
 
Ligou para o irmão, mas nada não obtivera resposta alguma. Ligou umas quatro vezes, sem lograr êxito. Concluiu que o irmão estivesse muito ocupado com a tal garota. Não insistiu. Ele só voltaria na terça-feira. Teria companhia para dormir na noite de segunda, pelo menos. Talvez fosse suficiente.
 
Ele já tinha se esquecido do irmão quando o seu celular chamou. Era um número que não conhecia. Atendeu: era a garota com quem seu irmão estava ficando.
 
– Alô!... oi.... oi... é o Paulo? Paulo, é Sanny, a namorada do seu irmão, o Pedro... – Dissera a menina espavorida.
 
– Fala, Sanny, o que houve?
 
– O Pedro... ele... ele... ele foi... – ela chorava dizendo aquilo – ele foi encontrado morto no seu apartamento, hoje... Ele foi esfaqueado!
 
Ele não pôde acreditar no que estava ouvindo. Só poderia ser um pesadelo. Quando aquilo iria acabar? Não, não poderia ser verdade. A menina estava...
 
– Calma, Sanny, calma... que história é essa? Para com isso!
 
– É verdade! É verdade! – gritava a moça do outro lado. – Ele está morto! Morto!
 
Quando ele tentou compreender aquilo tudo, sua mãe entrou na sala aos prantos gritando:
 
– Meu filho não, meu Deus, meu filho não!
 
Então tudo ficou escuro.

Sergio Santos

psergiosantos@hotmail.com                

www.escritorsergiosantos.blogspot.com

Sergio Santos (Belo Horizonte-MG – 1980), mora em Rio Branco-AC. Graduado e mestre em Letras, pela UFAC, onde é professor de Língua Portuguesa, é autor de O REGRESSO, romance publicado em 2011. Tem textos publicados em coletâneas, como: 20 CABEÇAS E 22 CONTOS IMPERDÍVEIS, A NOVA LITERATURA ACREANA VOL I e VOL II, OS MELHORES 50 SONETOS DE 2011, DO FUNDO DA NOSSA ALMA, entre outros.

Um comentário:

  1. Ótimo conto! Muito bem escrito, esse recurso de retornar diversas vezes ao pesadelo cria uma tensão eficaz no conto de terror, que não necessariamente precisa envolver criaturas monstruosas ou do além-mundo, espectros, etc, mas medo e tensão, o desconhecido. Você conseguiu isso de forma eficaz, repito. Muito bom, parabéns!

    ResponderExcluir

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.