Café Literário: Fogo e ar


No momento meu coração virou água,
que transborda e molha as pedras na estrada,
que alguém já andou um dia.

No momento meu peito é chama,
que arde e clama, que chora e ama,
porque passado é passado, nada posso mudar.

Sou vento que venta, invisível.

Sou fogo que arde com lágrimas por combustível.


Cláudia Banegas

Nascida em Recife (PE), Cláudia Banegas veio morar no RJ, na cidade de Niterói, em 1967, com apenas um ano de idade. Aos cinco, mudou-se com seus pais e irmão para a cidade de São Gonçalo, onde vive atualmente. Publicou seu primeiro livro no ano de 2007, “Metamorpho – Transformações nos Ciclos da Vida”, pela CBJE – Câmara Brasileira de Jovens Escritores. É membro da   Rede Hispanoamericana de Escritores, da  Sociedad Venezolana de Arte Internacional, da AVSPE – Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, entre outras associações culturais. Participa do Movimento Identidade Cultural, presidido e fundado por pela poeta Janaína da Cunha, bisneta do escritor Euclides da Cunha. É de sua autoria o primeiro “indriso” escrito em língua portuguesa. Indriso é um novo gênero literário, além de ser uma nova modalidade poética derivada do soneto criada pelo escritor espanhol Isidro Iturat, em Madrid, ano ano de 2001. 

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