Meu livro & eu: Pacheco e O fantasma do Mare Dei

 

Na verdade, eu tenho um carinho especial por dois livros: o primeiro é “A Maldição do Tesouro do Faraó”, do Sérsi Bardari, que marcou meu interesse pela literatura em geral; a partir dele eu quis ler cada vez mais, nos idos da década de 1990, no Ensino Fundamental. O segundo é “O fantasma do Mare Dei” (Multifoco, 2010), que marcou o inicio dos meus trabalhos como escritor. Se “O fantasma do Mare Dei”, ou qualquer outro livro que eu venha a publicar, puder ser para alguém o incentivo para se tornar um leitor ávido, eu estarei satisfeito de ter me tornado escritor. 

George dos Santos Pacheco, Nova Friburgo - RJ
pacheconetuno@oi.com.br


Existem suspeitas que um estelionatário procurado pela polícia embarcará em fuga para fora do país no navio de passageiros Mare Dei, um dos últimos de sua época. Para encontrá-lo foi colocado em seu encalço o jovem detetive Aquiles Balmant. Mas existe um problema. A polícia não tem uma descrição exata do bandido. O detetive não sabia seu nome, nem tinha um retrato falado. Apenas uma descrição fraca do que seria o homem que roubava dezenas de mulheres pelo Rio de Janeiro. Um quebra-cabeça para ninguém por defeito. Ele pode ser qualquer um... 

A Maldição do Tesouro do Faraó 


Uma viagem ao Egito se transforma num intrigante caso de polícia, quando uma valiosa peça do museu é roubada. As pistas apontam para Péricles, um turista brasileiro que visita o lugar com os filhos, mas ele é inocente.

Saiba mais sobre a série "Meu livro & eu"!

 

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A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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