Desafio Literário: Nas selvas do horror

 

Ao longe, no limite do horizonte, os marinheiros avistaram uma faixa de terra. Há muito tempo eles não tinham o menor contado com a terra firme; aquela visão parecia até mesmo ser um sonho, um delírio. Seus espíritos se encheram de alegria ao confirmarem que logo desembarcariam, pois acreditavam ter cumprido seu objetivo: chegar as Índias. Aquela faixa de terra, porém, não era pertencente as Índias, mas sim a um lugar que posteriormente seria chamado Brasil.

Dez caravelas haviam saído dos portos espanhóis, apenas duas restavam naquele momento; as demais se perderam na fúria do mar. Porém, ali, às portas do terem sua tarefa finalmente cumprida, as perdas não importavam. Eles eram homens do mar, navegadores, conquistadores, não poderiam ligar para as desgraças que eles sabiam previamente que poderiam acontecer. Eles precisavam cumprir o seu dever; precisavam angariar o maior número de riquezas para a coroa. Eles acreditavam, afinal, que o todo poderoso Deus sempre estaria aos seus lados, não importando qual fosse a situação. Pobres infelizes... Deus não os salvou daquilo que estavam por encontrar naquelas terras tropicais. Deus não estava naquele lugar.

Quando finalmente aqueles homens, que eram um total de quinze, puseram seus pés nas úmidas areias da extensa praia, uma euforia sem tamanho tomou seus corações. Nunca haviam, em todas as suas vidas, visto uma paisagem como aquela, tão bela, tão fascinante. Porém, o deslumbre não durou por muito tempo. Ao contemplarem a densa selva que se estendia por todo cenário às suas frentes – a selva mais densa que eles já haviam algum dia visto –, algo em suas almas começou a se inquietar. Impossível dizer se tal inquietação vinha, em partes, do calor infernal que ali fazia, ou, talvez, do vento que batia constantemente contra aquelas árvores, fazendo com que elas parecessem estar vivas; impossível dizer se tal inquietação vinha, ainda, de uma intuição qualquer que tentava alertá-los sobre os horrores que aquela vegetação abrigava em seu interior. O fato é que se inquietaram diante do grande desconhecido que se abria diante de seus olhos.

- Aqui são mesmo as Índias? – Perguntou um dos homens, falando em sua língua pátria, que era o espanhol.

- Tem de ser. – Respondeu um outro. – Onde mais poderíamos ter vindo parar, senão nas Índias?

O silêncio caiu sobre eles. Nada falaram durante algum tempo. Apenas ficaram parados, olhando uns para os outros, como que esperando que alguém tomasse qualquer iniciativa que fosse. O capitão, que até então apenas olhava todo aquele cenário que o redeava, resolveu, por fim, tomar alguma atitude:

- Vamos, homens! Vamos começar a exploração. Talvez encontremos alguma cidade ou ponto de comércio em breve.

Todos concordaram com aquelas palavras de súbito, como se tivessem sido arrancados de algum estupor. Então, partiram rumo à mata fechada.

O caminho era difícil. Não raro algum deles ficava embrenhado entre os cipós das árvores. Cada passo dado era mais trabalhoso do que o outro; a selva parecia se tornar cada vez mais hostil, cada vez mais intrincada.

Certa hora, um homem gritou. Os outros foram imediatamente ver o que havia acontecido. Ao chegarem, constataram que seu companheiro havia sido picado por uma cobra. O infeliz tremia em um frenesi inexplicável; não se passaram mais do que cinco minutos até que ele faleceu. Seu corpo já sem vida foi deixado na própria selva; antes, porém, todos rezaram por sua alma – era o máximo que poderiam fazer naquele lugar.

Com o tempo, aquela excursão começava a se tornar insuportável. O sol, brilhando em um vermelho antinatural no céu, parecia nunca baixar de sua altura máxima; a umidade, indiferente e constante, empapava completamente as roupas e o corpo daqueles homens. Os gordos e satisfeitos insetos zuniam por toda a parte, como se estivessem se regozijando por encontrar um cadáver podre – era como se, de certo modo, toda a terra estivesse apodrecida.

Depois de algumas horas de caminhada, já muito exaustos, o grupo encontrou, em uma clareira, uma espécie de vila. Naquele local, as casas eram feitas como que de alguma planta seca. A vila parecia estar deserta, não havia sinal de presença humana recente em nenhum local.

- Comecem a olhar dentro das casas. – Ordenou o capitão. – Mas tomem cuidado, não sabemos se os nativos são amistosos.

As ordens do capitão foram cumpridas. Todas as casas foram revistadas. Nada foi encontrado, porém.

- Isso é estranho... – Dizia um dos homens. – Não existe nenhum sinal de vivência recente aqui. É como se essa vila tivesse sido abandonada há muito tempo.

Eles, então, começaram a discutir qual seria o próximo passo. Enquanto discutiam, porém, um dos homens percebeu algo estranho no ar daquele lugar.

- Esperem... – Disse ele. – Sintam esse cheiro. Vocês conseguem sentir?

A princípio, ninguém soube do que tal homem estava falando, porém, com o tempo, todos começaram a sentir o mesmo estranho odor.

- Que fedor... Que fedor! – Bradou um dos marinheiros.

Todos os outros concordaram com ele.

- Parece que vem daquele lugar! – Gritou outro, apontando para um lugar da selva.

 O grupo então se dirigiu para tal lugar, esperando encontrar a fonte do cheiro. Quanto mais andavam, mais forte o odor ficava, e era um odor quase insuportável. Após não mais do que alguns minutos de caminhada, os exploradores acharam uma casa igual às que haviam na vila. Resolveram que faziam bem em vistoriá-la.

Ao adentrarem em tal casa, tiveram uma grande, horrível surpresa. O que acharam lá dentro foi uma pilha de corpos em decomposição, todos amontoados uns sobre os outros sem a menor distinção.

- Por Deus! O que terá acontecido aqui? – Questionou um dos marinheiros.

- Talvez alguma peste. – Respondeu o capitão. – Ou alguma guerra entre os nativos.

A explicação pareceu razoável a todos os membros do grupo. Contudo, tal explicação não diminuía o peso de tal visão. Era algo assustador. A maiorias dos corpos ainda possuía carne, e era possível ver os bolos de vermes se remexendo por entre os restos mortais.

- Vamos, precisamos montar um acampamento logo. - Disse o capitão, de repente. – Penso que a vila que encontramos antes seja o melhor lugar.

Eles então retornaram à vila. No coração de alguns dos homens começava a crescer um fraco temor. Não era o medo dos animais ou das doenças, não era o medo de se deparar com algum perigo mensurável. Era um medo diferente, um medo proveniente de outros lugares da alma, lugares mais negros e inexplorados. Era o medo provindo de uma superstição milenar; era o temor que brota da apodrecida árvore das crenças distorcidas e moldadas às lendas mais estúpidas. Era um medo real, porém – muito real. Uma sensação de desconforto que crescia no interior de alguns daqueles exploradores.

- Nos dividiremos em trios. Iremos atrás de madeira, frutos ou caças. – Dizia o capitão, após a chegada à vila. – Precisamos ter o que comer mais tarde.

Alguns, a princípio, hesitaram em seguir as novas ordens. O capitão quis então saber a razão. Eles explicaram em coro: “superstição”. O capitão se enfureceu. Clamou pela religião verdadeira, disse que aquilo era uma heresia. Afirmou, categoricamente, que nada eles deviam temer se Deus estivesse realmente em seus corações.

As palavras do capitão foram efetivas, os homens que antes hesitavam tiveram vergonha de suas atitudes. Em seus interiores, porém, ainda que de uma maneira quase imperceptível, o medo continuava o seu pulsar.

Os grupos foram criados, quatro no total: dois com três membros e dois com quatro. Eles então se abrenharam na selva.

Quando o magnífico sol escarlate finalmente começou a declinar, quando o doentio brilho dourado que por vezes se refletia nas folhagens começou a desaparecer, todos os grupos resolveram que era hora de retornar à vila com aquilo que haviam conseguido obter. A sombra da noite já começava a encobrir tudo, um frescor pérfido começava a tomar o lugar do antes insuportável calor.
Todos, então, se encaminharam à vila. Ou quase isso.

- Onde eles estão? Ainda não chegaram? – Bradou o capitão, ao perceber que um dos trios não havia ainda aparecido.

- Não chegaram, capitão... – Balbuciaram alguns dos marinheiros.

As caças começaram a ser divididas, então. O capitão dizia que, mais sedo ou mais tarde, os que estavam atrasados acabariam por reaparecer; ele dizia que estava tudo bem, que não havia nada com o que se preocupar por hora. Ele estava errado, porém; e logo descobriria isso, descobriria da pior maneira possível.

A noite finalmente chegou, fria e profunda. O céu não possuía estrelas ou lua, era composto por um manto de pura treva.

Os homens fizeram uma fogueira para assarem suas caças, e então se alimentaram. Eles também fizeram tochas com as sobras da madeira que haviam coletado. Enquanto comiam, pensavam no que poderia ter acontecido com seus três companheiros.

- Não podemos procurá-los agora, na noite. – Disse o capitão. – Pela manhã faremos uma busca. Deus queira que eles sobrevivam à noite.

Após a refeição, os marinheiros de dirigiram para duas casas diferentes, onde haviam preparado seus dormitórios.

No peito de cada um deles, mesmo do capitão antes inabalável, como que um inseto habitava. Era o inseto da incerteza, do desconhecido. Tal inseto é, em muitos aspectos, o mais terrível inimigo do homem, o seu maior parasita. Era incomum que exploradores como eles sentissem tal inseto agindo em sua carne e, no entanto, lá estava ele, mais vivo e gordo do que nunca.

“O que diabos pode ter acontecido?”, pensavam, “o que era aquela pilha de corpos”, refletiam todos eles, “o que tudo isso pode querer dizer?”. Eles não sabiam, de fato, o que aquilo queria dizer, ainda que em seus interiores alguma coisa como que gritasse. Tal grito nada mais era do que um aviso, um aviso ancestral que alertava sobre os horrores inomináveis que habitavam aquele lugar.

Durante a noite, de repente, todos acordaram com um estranho ruído que se produzia. Era um ruído semelhante ao bater de tambores. Um ruído distante, muito longínquo mesmo, mas mesmo assim bastante perceptível.

Todos os exploradores saíram de suas casas para verificar o que estava acontecendo do lado de fora. 

- O que pode ser isso? – Pronunciou o capitão, olhando para todos os lados sem nada ver na densa escuridão. – Acendam as tochas! 

Todos acenderam. Graças à luz das inúmeras chamas, as sombras daqueles homens foram projetadas em diferentes direções. Eram sombras de todos os tamanhos e formas. Tudo aquilo formava uma visão assombrosa.

- Olhem lá! O que é aquilo? – Bradou um dos homens do nada, apontando para uma parte da selva.

Todos se viraram, e puderam avistar as ramagens ainda se movendo.

- O que havia ali? – Perguntou um outro marinheiro.

- Eu não sei dizer! Era apenas um vulto... Algo assim...

Os homens então se encararam, refletindo. O capitão falou:

- Eu não obrigarei ninguém a seguir tal criatura. Mas se vocês concordarem, nós iremos atrás dela agora mesmo.

Um silêncio se fez. Depois disso, todos concordaram, ainda que em suas almas algo os avisasse de que aquela não era a melhor atitude.

O grupo então foi em direção à mata, de tochas bem erguidas para que pudessem, de alguma maneira, enxergar qualquer coisa que fosse.

Quanto mais andavam, mas ouviam o som dos tambores que ecoavam. O ruído ia ficando cada vez mais poderoso, cada vez mais alto e frequente. Um estranho odor de podridão também começava a rondar, um odor igual aquele provindo da cabana onde eles haviam encontrado a série de corpos empilhados.

Pelas suas mentes, as mais insanas ideias começaram a brotar. Alguns tinham visões de heresias sem tamanho: eles viam, em seus pensamentos, o demônio sendo louvado por diabretes que lhe ofereciam sacrifícios humanos banhados em seus próprios sangues. Outros, ainda, tinham visões de igrejas queimando com inúmeros fiéis em seu interior, e outras coisas desse gênero. O terror começava a habitar em seus espíritos; o desespero começava a consumi-los.

Chegou uma hora, até, em que eles não conseguiam mais prestar atenção em nada que não fosse seus devaneios; o próprio capitão assim estava. Neste momento de despreparo, eles eram como presas esperando para serem atacadas pelo caçador, pelas trevas que os rondavam. E eles de fato o foram.

Tudo aconteceu muito rápido. O grupo se dispersou, desesperado. Alguma criatura gigantesca, rastejante, havia atacado um dos marinheiros. Os outros, apavorados, nada puderam fazer além de fugir em frenesi.

O capitão foi o que mais correu, esquecendo-se completamente de seus deveres como responsável pela tripulação. Ele apenas queria salvar sua vida, ou, melhor dizendo, sua alma, pois sentia que, de alguma forma, sua própria existência metafísica estava sendo ameaçada naquele lugar.

Os gritos de dor corriam a noite e chegavam aos ouvidos daquele homem em fuga. Era gritos de sofrimento, gritos que só poderiam ser provocados por um flagelo sem igual. A espinha do capitão se gelava, sabendo que tais gritos vinham dos homens que até pouco estavam juntos dele.

“Preciso fugir”, era o que ele pensava, se embrenhando pela selva, sentindo que estava sendo caçado.

Sem perceber o que fazia, o capitão avançava para o coração de todo aquele horror, pois, inconscientemente, ele seguia o som dos tambores que era cada vez mais alto. Quando ele viu um clarão à sua frente, inclusive, pensou estar salvo, pensou ter encontrado algum resquício de civilização restante. Mas ele estava errado, extremamente errado.

O que ele achou foi outra vila, uma que não estava deserta. Em tal vila queimava uma colossal fogueira. O capitão, hipnotizado por tal espetáculo, se dirigiu ao fogo que ali ardia. Ao redor do fogo dançavam criaturas de aparência humana, não fosse por um detalhe: seus pés eram virados para trás.

Ao perceberam a aproximação do capitão, todas as criaturas começaram a dançar ao redor do espanhol, enquanto riam loucamente. “O que são eles?”, pensava o explorador, sem obter resposta. Ele, então, gritou:

- Deus, me ajude!

As criaturas então riram ainda mais. Deus nenhum o ajudaria ali.

O que então se passou foi um espetáculo grotesco. O capitão foi capturado e torturado por toda a noite. Após isso, foi morto de maneira lenta, sendo assado pacientemente, dependurado sobre a fogueira. Além das criaturas de pés virados, todo um grupo de outros seres assistia aquilo: serpentes gigantescas, quadrúpedes com fogo no lugar da cabeça, espectros negros de uma perna só.

Quando tudo terminou, já na brilhante manhã do outro dia, o corpo do capitão foi jogado em um monte de outros corpos localizado em alguma cabana perdida entre as árvores. Era um monte formado pelos corpos dilacerados de seus companheiros, de seus colegas.

Tal expedição, ao contrário de outras que aportaram em tais terras posteriormente, não ficou marcada nos livros de história. Ninguém jamais ouviu falar do que ali se passou. Porém, do coração da mata – o próprio coração das trevas –, ainda ecoam os gritos de desespero daqueles homens, ainda que tais gritos sejam inaudíveis aos meros humanos. E sabe-se lá, ainda, por quanto tempo tais gritos ainda ecoarão.

Nícolas Kurtz Stavróguin

5 comentários:

  1. Boa redação. Alguns erros no português como em "mais sedo". Acredito que se tenha tentado uma aproximação do texto com algumas lendas do folclore brasileiro, porém não vejo nele a reconstrução ou releitura da história do Brasil.
    Nota: 7,5
    Ribeirinho do Iguaçu

    ResponderExcluir
  2. Me ganhou pelo clima. Clássico terror de expedição, à la "Montanhas da Loucura". Acho que se encaixa na proposta do desafio: expedição espanhola que jamais retornou. Nota 8.0
    Huang Zhan Shin

    ResponderExcluir
  3. Embora a releitura histórica não seja evidente - pode-se levar em consideração o fato da expedição ser sim uma das muitas que atracaram nas areias brasileiras antes ou depois da chegada dos portugueses - o toque folclórico dá ao texto uma intensa brasilidade. Folclore, história e cultura andam juntos e o desfecho do conto é inesperado e muito interessante.

    Nota: 8,0

    Rodrigo Martins

    ResponderExcluir
  4. Eu não gostei muito da narração, além de observar alguns errinhos de português, alguns logo no primeiro parágrafo.
    Minha nota: 7

    ResponderExcluir
  5. gostei muito da forma que descreveu o cenário do Brasil pré- descobrimento. Achei que demorou muito tempo para acontecer alguma coisa. A parte da picada da cobra e o falecimento de um dos soldados( ficou muito corrido). o cuidado que vc teve nas descrições faltou nas ações que narrou. Indios são demonios( espero que não seje spoiler) uma ótima ideia. A nota é: 6.

    ResponderExcluir

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.