Desafio Literário: Esperanças Perdidas


Não sei o que me fez aceitar aquela matéria. Meu editor insistiu. “Afinal”, dizia ele, “sua mãe era brasileira”. “E eu sou parisiense. Nunca pisei naquele país em ruínas”, protestei. Mas não adiantou. Então, lá estava eu, naquela manhã de 1994, na porta do apartamento de monsieur Gomes. Toquei a campainha e fui recebido por uma linda jovem negra de inacreditáveis olhos verdes.

Bonjour, Mademoiselle. Marcel Dupré, do Le Parisien ─Disse eu, me apresentando.  

─Tatyana Ekaterina Gomes. Mas Pode me chamar de Kátya─ Respondeu ela, com um formidável sorriso, me conduzindo à sala de estar. Para meu alívio, seu francês era impecável.

─Por favor, monsieur Gomes, não se levante─ Disse eu, ao vê-lo.

─Escuta aqui, ô do jornal, esse negão aqui é sofrido, mas ainda pode tirar o forévis do sofá quando bem entender” ─Disse ele, sorrindo, enquanto me cumprimentava.

Pude ver Kátya revirar os olhos, indignada, embora meu limitado português me impedisse de entender o motivo.

─Senta aí, ô...?
─Pode me chamar de Marcel. Minha mãe dizia que no Brasil ninguém se trata pelo sobrenome.

─Sua mãe?

─Ela era carioca.

─Então você tá em casa. Kátya, traz uma branquinha pra gente! ─Disse ele, em português.

Papá! A essa hora da manhã? Mon Dieu! Disse ela, saindo da sala.

─Você não sabe nada de português, n’est-ce pas? ─Disse o monsieur Gomes.

─Não, monsieur─ Respondi, enquanto Kátya voltava com uma xícara de chá ─ Obrigado, mademoiselle.

─Você ao menos sabe quem sou? ─Perguntou ele, chateado.

─O senhor é Antônio Carlos Bernardo Gomes, líder do Les Originaux du Sambá, e artista performático no Brasil, até fugir para a Guiana Francesa em 1972. É conhecido por suas palestras e seus esforços para que a ONU pressione o governo brasileiro a devolver as liberdades tomadas pela ditadura em 1967 e...

─Pode parar! Para tudo! Isso é história pra boi dormir. Não admira que os únicos franceses que sabem quem sou são aqueles que querem me matar...


─Quem? ─Indaguei, confuso.


─Tá vendo essa cicatriz aqui? ─ Disse ele, apontando para um feio queloide sobre a têmpora esquerda─ Isso aqui foi o Daniel Cohen Bandit quem fez. Ele me deu uma pedrada na saída de uma de minhas palestras, aquele filho da...

Papá! ─exclamou Kátya, quase pulando de sua poltrona.

─Tá certo, filha. Isso não são modos. É que ainda dói quando faz frio. Começou em 64. Foi o ano em que tudo começou a dar errado. O golpe de primeiro de abril falhou. Faltou combustível para as tropas e os tanques nem saíram dos quartéis. Daí, o tio Sam mandou ajuda. Quando os marines americanos desceram em Recife para ajudar os golpistas, o tiro saiu pela culatra. O povo ficou indignado. Uma onda de nacionalismo varreu o Brasil de norte a sul. De repente, anarquistas, democratas de centro, conservadores, nacionalistas e comunistas estavam todos juntos numa aliança rebelde. A guerra civil durou três anos. Os americanos foram embora no segundo ano. Eles já tinham o Vietnam para se preocupar. Quando a poeira baixou, todos esperavam que a Frente Ampla de Resistência Popular Armada anunciasse eleições democráticas. Isso não aconteceu. Ah, se eu fosse ligado em política! Eu teria previsto o fogo amigo na trincheira. Os partidos revolucionários se uniram e fizeram o que faziam melhor: Exterminaram todos os outros membros da FARPA. Todo mundo mesmo. Um dos articuladores da FARPA, “O grande companheiro” José D, virou Comandante Supremo da República. O cara é um tremendo filho da...

─Papá!

─Kátya, vai passear minha filha. Está um lindo dia─ Disse ele.

─Lá fora está chovendo e faz meio grau positivo, papá... ─Disse ela, entre dentes.

─Sabe como o chamavam no movimento estudantil da PUC-SP? “O Robie Von das Massas”. Robie Von. Esse era o nome de um daqueles cantores com pinta de galã, mas que eram burgueses demais para continuarem vivos... Tinha um deles, aquele pobre rapaz do Espírito Santo, aquele da perna mecânica. Ele tinha uma voz incrível. Algum dia ele seria um rei, como aquele tal de Elvis. As meninas o adoravam. Mas ele era rebelde demais. Ele tinha que sumir.  O José D também era boa pinta. E sabia usar isso a seu favor. Muita menina ingênua, literalmente, se explodiu de amor por ele, naqueles atentados a soldados americanos durante a guerra civil. Já no poder, ele cortou a cabeleira e deixou crescer um bigodão de fazer inveja ao xará dele, o Zé Stálin─ Murmurou Antônio Carlos, com um olhar perdido─ Quer saber de uma coisa engraçada? Aquele miserável nunca entrou em combate. Nunquinha. Sempre que era necessário, havia alguém para matar ou morrer por ele. Geralmente, mulheres.

             
─O senhor lutava na resistência naquela época?

─Ah, não, meu chapis. Isso foi depois. Naquela época eu estava ocupado demais saindo da frente da históris.

─Desculpe, não compreendi.

─Desculpe moi. É um cacoete antigo que eu tenho. De vez em quando volta. Em 68, 69, o estado controlava tudo. Tinha comida estatal, papel higiênico estatal e arte estatal, que era um pouco pior que o papel higiênico estatal. Eu sempre fui muito ligado nessas coisas de arte. A escola de samba Mangueira, a verde-rosa, era meu lar. Tudo acabou com o decreto de “democratização da cultura popular” de 17 de Dezembro de 1968, o DDCP-5. Foram extintas todas as bandas, companhias de teatro, cinema, tudo. Até os repentistas e sanfoneiros eram “estatais”. Tudo ideia do Zé, com apoio do Jorge, aquele escritor baiano e ministro da cultura popular, e do Chico, aquele compositor fanho com uma voz horrível, mas que escrevia jingles como ninguém. Hoje ele vive como um rei, e dá shows onde operário só entra pra varrer o chão...

─Como o senhor entrou para a resistência?

─Foi dum jeito engraçado. Me acompanha num gole de ?

Papá!

─Filha, de que adianta ser livris se não posso falar como eu quéris nem tomar meu ? Nunca ouviu falar na princesa Isabelzis?

Fiquei em silêncio, pois não entendia aquele estranho dialeto.
─Traz café então, filha.  Essa história vai longe. E eu só conto uma vez.

Kátya girou nos calcanhares, contrariada, e tomou a direção da cozinha.

─Café já foi bebida subversiva, sabia? Na Pérsia antiga, um tal de Omar Khayanzis, tomava muito café, falava pelos cotovelos e saía cantando a filha do mulázis, na maior cara de pauzis. Onde é que eu tava mesmo? Lembrei. O ex-presidente Django tinha sido fuzilado em praça pública. Acusaram ele de estar mancomunado com os ianques! Logo ele! E não foi sozinho. O companheiro Zé não queria conversa.  Assim que subiu ao poder, seu primeiro ato foi a ordem para mutilar o Cristo. Você sabe o que era o Cristo Redentor?
─O monumento que existia antes da estátua de Lenin, no alto do Corcovado? ─ Perguntei, mostrando que tinha feito minha lição de casa.

─Meu filho, aquilo foi muito triste. O Cristo não era só um cartão postal do Rio. Era símbolo da alma Brasileira. Quando aqueles miseráveis começaram a cortá-lo e a emendar pedaços de pedra sabão para deixá-lo parecido com aquele careca de cavanhaque, as pessoas, principalmente as mais humildes, foram para a rua protestar. Foi um banho de sangue. Mas ninguém fora do Rio ficou sabendo, já que a imprensa tava na mão deles.

─O cônsul francês trouxe fotos do Massacre de Copacabana. Foi assim que o chamaram, nos principais jornais do mundo─ Disse eu.

─Eu estava lá. Vi muita gente morrer naquele dia. Os filhos da puta jogaram soldados cubanos e russos contra seu próprio povo! Meu Deus...

Papá!

─Chega, Kátya! Sou um homem livre, por favor! Penei no meio daquela selva, quase morri para chegar aqui e te criar livre, numa democracia. Eu mereço respeito─ Disse ele, com os olhos marejados.

Pardon, papá─ Disse a jovem, baixando a cabeça.

─Tava tudo nadezhda. Isso é esperança em russo. Mas no Brasil, país da piada pronta, era só outro jeito de dizer que estávamos na merda mesmo. O Brasil precisava de pão e circo. Não havia pão. As lavouras eram ridículas, e tudo era racionado. Nem futebol a gente tinha. O Édson, nosso maior craque, fugiu para a Argentina e, de lá, pros States. Virou executivo da Walton Brothers. Mas o Brasil precisava sorrir outra vez, nem que alguém morresse pra isso. Daí me chamaram. 1969, quase 70. O Wilson, era da TVPOVO, tinha visto meus shows, com a formação original da banda, antes das proibições. Eu improvisava e contava piadas. Ele disse que eu era o que estava faltando para o grupo dar certo.

─Que grupo? ─ Perguntei, um pouco constrangido por minha ignorância.

O monsieur Gomes olhou para o teto e disse:

─Ai, meu São Beneditis! Os Bobalhões! Os Bobalhões, Cacildis! ─Bradou, indignado─ O maior grupo de comédia da história da TV brasileira. Os companheiros comissários da cultura queriam um grupo que representasse o povo brasileiro. Queriam que aqueles coitados se vissem na TV e rissem da própria desgraça. Éramos três no início: Ronaldo, o cearense, era o líder do grupo. Manfredo, o Fefê, meu chapis, era artista de circo, cheio da bossa e metido a galã. Eu era pra ser o malandro sambista, o homem do povo. O Ronaldo era uma figuris. Baixinho, magrinho, cabeçudis. Advogado formado, chutou o balde e virou comediante. Fez até uns filmes antes da guerra. Ele e o Manfredo faziam uma dupla do barulho. Quem via, pensava que o Ronaldo também era de circo. Ligeiro como um colibri. E bom de briga! Parecia até o Bruce Lee nordestino. Mas faltava algo. Foi então que o Mauro Gonçalo entrou para o grupo. O mineirinho de Sete Lagoas. Careca, com aquela peruca que parecia um penico e aquela risadinha, ele conquistou todo mundo. As crianças amavam o cara. Às vezes, o Ronaldo tinha um tremendo ciúme do carisma do baixinho. Mas sempre teve um enorme coração. No início, ele acreditava no que a gente fazia. A gente levava risos pra quem não tinha comida e, muito menos, dentes na boca. Durante uns dois anos,  deu pra respirar mais aliviado.  Nunca mais pegamos fila de racionamento. Comíamos no Copacabana Palace toda Sexta. O embaixador russo adorava tirar fotos junto com a gente. A gente tava no topo do mundis...
─No topo do “mundis ”─Disse eu, entrando no espírito da brincadeira. 

─Pois é. Tudo ia bem pra gentis. Até que um dia fomos fazer um show no Crato. A plateia foi escolhida a dedo, tudo filho de alto comissário do Partido. Tudo gente sorridente e bem alimentada. Menos uma família que ganhou um sorteio. Uma mãe e seu filho de doze anos. Ele tinha o peso de uma criança de sete anos. Estava muito fraco. O Ronaldo fez questão de colocá-los na primeira fila. Quando o show terminou, convidou mãe e filho para irem ao nosso camarim. Eles comeram em minutos mais do que haviam comido em dias. O pobrezinho morreu sorrindo, nos braços da mãe. Antes de morrer, ele disse: “mãe, no céu tem pão”? O Ronaldo surtou. Ficou semanas sem falar com ninguém. Depois, começou a escrever uns esquetes bem subversivos. No primeiro, ele aparecia usando um chápka, um daqueles gorros de pele russos, se dizendo “O Reprodutor do Partido” que tinha vindo “emprenhar” a dona da casa. O marido veste a empregada com as roupas da patroa, mas Ronaldo resolve ser bonzinho e diz que se contenta com a empregada. E assim nasceu o Dodô...

─Dodô?─Indaguei, confirmando meu despreparo para aquela entrevista.

Dodô-Macau-Donizete-Prostaglandino-Coristino-Furungo. Era o nome do personagem dele. E virou codinome. Passamos os dois anos seguintes usando nosso prestígio para mandar refugiados para o exterior. Um dia, o Ronaldo abriu o jogo com a gente e nos convidou a entrar para a resistência. Todos toparam. A gente treinava artes marciais na cara do comissariado da TVPOVO e eles achavam que era coreografia para nossos esquetes. Santa burrice! Um dia, Manfredo ficou sabendo que havia dois presos políticos importantes que estavam sendo mantidos num Gulag quente, na Amazônia. O Ronaldo nem piscou. Deu um jeito da gente fazer um show naquele fim de mundo.

─Como ele ficou sabendo?

─Bom, não é pra me gabar, mas eu era um tremendo Don Juanzis... A Svetlana, uma comissária da TV estatal russa, começou a pintar no estúdio. Ela era linda. A gente se apaixonou e ela passou a entregar tudo que rolava nos altos escalões. Combinamos de nos encontrar em Paris, depois da fuga. A gente se casou. Tivemos uma vida boa até ela morrer de câncer, dois anos atrás. O produto desse amor é a princesa de chocolate que você está vendo aí─ Disse Antônio Carlos, sorrindo para a filha.
Papá... ─Murmurou Kátya, corando.

─Fugimos com os caras, uns tais Tancredi e Ulyssos. O Tancredi estava muito fraco e não aguentou a malária. Penamos quase duas semanas no mato. Quando bastava atravessar um rio para entrar na Guiana, uma patrulha da FARPA achou a gente. Levei um tiro no joelho. Tive sorte. O pobre do Ronaldo levou um tiro no pulmão. “No céu tem pão?”, Disse ele. E morreu, engasgado com o próprio sangue, nos braços do Manfredo. Sobramos eu, o Manfredo e o Mauro─ Disse Antônio Carlos, com a voz embargada e a cabeça baixa. Suas mãos tremiam.

─Acho que o senhor deve ir agora, si’il vous plaît... ─Disse a jovem, preocupada.

─Ainda não, filha. O Ulyssos e o Manfredo voltaram praquele inferno. Dizem que organizaram um Comando baseado na Argentina. Nunca mais os vi. O Mauro viveu aqui em Paris por muitos anos, mas nunca voltou da selva. Enforcou-se em seu apartamento, quatro anos atrás. Eu o encontrei. No fim, só restou eu. O Grande Ofélio dizia que ninguém me pegava, que eu era escorregadio que nem muçum. Ele tava certis. Mas esse apelido nunca pegou. ─Disse Antônio Carlos─ Filha, o presentis do moço, por favor.

Kátya saiu e voltou com uma garrafa e um disco de vinil do Les Origineaux du Sambá.

─Meu filho, faz um favor?

─O que o senhor quiser─ Respondi, com toda sinceridade.

─Conta essa história, conta com o coração. Estude português. E, no dia em que você for fluente na língua de sua mãe, nesse dia, toque essa música aqui, essa que está sublinhada à caneta. E bebe essa branquinha do Cariri. Eu estarei com você. Agora vai. ─Disse ele, cabisbaixo, sem me olhar nos olhos.

Isso faz três anos. Ele teve um infarto, poucas semanas depois dessa entrevista. Mas cumpri minha promessa. Sou fluente na língua de Dodô, Fefê, Antônio Carlos, e do mineirinho de Sete Lagoas. E, finalmente, ouvi a canção, com um bom gole da branquinha do Cariri:

“Quantas belezas deixadas nos cantos da vida...”, canta um jovem Antônio Carlos. Ainda há muita beleza nessa vida, apesar de todas as desgraças do mundo.  Acho que era isso que ele queria que eu descobrisse. Espero que ele tenha reencontrado seus amigos. E que finalmente estejam em paz. Eu e Kátya estamos grávidos. É um menino. Vai se chamar Antônio Carlos Bernardo Dupré. E será livre. Com toda certezis.

Gilson Luis da Cunha
gldacunha@hotmail.com

Gilson Luis da Cunha é doutor em genética e biologia molecular pela UFRGS, pesquisador na área de envelhecimento biológico, fã incondicional de ficção científica e fantasia desde que se entende por gente. Teve dois contos publicados no distante ano de 1987. Em pleno século 21, foi arrebatado pelo desejo de voltar à estrada da ficção, dedicando-se a participar de antologias de contos e desafios literários, de modo a aprimorar sua escrita. Nasceu em 1965, em Porto Alegre, cidade onde vive com sua esposa e filha. 

Ilustração: Cícero Castiel 

4 comentários:

  1. Texto bastante interessante, bem escrito. Atende ao objetivo do desafio.
    Nota: 9,0
    Ribeirinho do Iguaçu

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  2. Excelente trabalho com a linguagem, o que dá à narrativa eloquência e identidade forte ao retratar experiências no cenário histórico brasileiro.

    Nota: 8,0

    Rodrigo Martins

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  3. O texto tem alguns erros de francês. Gostei do enredo, mas não da narrativa.
    Minha nota é 7.

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  4. os trapalhões. hehehehe. gostei da ideia e de sua narrativa. bom texto. a nota é:7.

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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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