Desafio Literário: Duas foices e dois martelos



Primeiro de maio. Para mim, feliz aniversário. É o que mais desejo. Um aniversário tranqüilo. Exatos cinqüenta anos. Meio século pisando, sapateando pelo chão do planeta. Cinquenta é a idade da gente lembrar duma porrada de besteiras.  Por exemplo: teve um período da minha amarela vida (acho que tinha oito ou nove anos) que eu bem julguei estar em Moskow.  Meu bom pai achou uma passagem e quis me levar. Meus quatro menores irmãos também quiseram ir, berraram, e ele, com pena, permitiu. Sorte que minha boa mãe barrou a intenção, quando a gente já tava com um dos pés no bonde. Ou no balão. Mas, eu fui. Não sei se foi num sonho, ou num balão. Mas quando dei por mim, estava eu e meu bom pai, bem no centro daquela cidade fria e maluca. Sim, eu, em Moskou. Sorte que foi um período bem pequenininho, curto, bem acanhado. Lá fazia um frio do caralho e alguns de seus moradores (na época) andavam (marchavam) de trás pra frente. E, pelo menos dez vezes por dia, essas esquisitas pessoas soltavam palavras (gritos) desconexas e prestavam seriíssimas continências uns aos outros. Ainda por cima achavam que sua gélida Moskow era superior em tudo e a todos. Sim, um enorme país-geladeira, em que tudo dava certo. Tudo certo. Tudo nos seus devidos lugares e sob controle total. Pessoas, homens feitos e mulheres maduras... Tudo com rosto muito sério, de casacão verde/marrom e marchando ao contrário. Uma doideira. Ainda bem que foi por um período bem curto. A desgraça foi meu bom pai ter ficado por lá. Para sempre.

Feliz aniversário. Apesar da data comemorativa, reconheço que amanheci meio cansado, nesta terça feira, 01 de maio de 2007. Porra, quase três da manhã e... Quase não dormi de ontem pra hoje. A noite toda, numa agonia danada, rolando, me coçando e testando os quatro lados da quente cama. Lembranças chatas, inconvenientes. Cheguei a levantar e pegar minha mala cheia de folhas manuscritas, mas apenas fiquei olhando... Olhando com cara de babaca, para as letras azuis sobre as folhas de papel branco. Lembranças. Lembranças que surtam qualquer um. Mas, um bom murro, bem no meio da cabeça, afasta qualquer lembrancinha besta. Quase três da manhã. Tenso, resolvi ligar a Dona Televisão e quase surtei de verdade. Duro, assistir a um monte de pastor evangélico, tudo gritando, se esgoelando, dizendo pra eu ter fé e, acima de tudo, colaborar. A salvação é colaborar. Sim, e também um monte de padre, tudo com estranhas vestimentas e com caras de... Sim, caras de santos-metido-a-santo. Maquiados. Estes, com estranhas vestimentas, já não gritam tanto, e a forma deles se pronunciarem é duma delicadeza de fazer inveja. Mesmo assim a gente fica nervoso. Perigo até surtar. Porra, dez, doze canais evangelizando, é demais. Nervoso, tenso e sem sono, desliguei e fui até a cozinha, pra ver se ainda tinha suco de maracujá. Suco de maracujá sempre combinou comigo. Além de acalmar, é da cor da minha existência.

Um susto! Um grande susto! Assim que abri a geladeira pra pegar o tal suco, minha cabeça deu a impressão que girava sobre o pescoço, Mais de mil rotações por minuto!... E minha geladeira?!... Completamente vazia!... Nem água!... Nem um cajá-manga!  Apenas uma tênue névoa branca pairando sobre as vazias prateleiras. E aquela mancha vermelha, que, parada, brilhava em cima da segunda prateleira. Um susto, um grande susto! E minha cabeça não resistiu ao carrossel infernal e soltou-se do meu pescoço, saindo rodopiando, para pousar, num baque surdo, em cima da segunda prateleira. Parou de rodopiar e, bem devagar, moveu-se, flutuando, até ficar bem em cima da luminosa mancha vermelha. Nem uma gota de sangue; nem uma dorzinha!... Nada! E minha cabeça ali, com os olhos muito abertos e o rosto muito sério. Tenho absoluta certeza que nós, humanos, temos outros olhos ocultos pelo corpo. Senão, eu, um sem cabeça, jamais veria a minha, ali dentro da geladeira, parada, e me encarando. Foi aí que minha imóvel cabeça fechou os olhos e eu caí numa escuridão sem limites. E, foi na mais completa escuridão que comecei a ver e rever fatos e fotos que, ao longo dos anos, eu sempre evitara, dando murros terríveis no lado esquerdo da cabeça. Fatos e fotos. Cheguei a fechar a mão (direita) para desferir o potente murro... Mas, como? Como esmurrar uma cabeça que sequer estava colada no meu pescoço!?... Como!?... Achei ser de extrema covardia, dar um murro numa cabeça, docilmente pousada, calada e com os olhos fechados. Sim, totalmente indefesa, dentro duma geladeira. Assim sendo, não tive como me livrar daqueles terríveis quadros, que agora começavam a desfilar bem na minha frente. Supliquei àquela cabeça que abrisse os olhos –meus olhos– pelo menos por uns minutinhos. Porra, que considerasse meu aniversário! Horríveis quadros! Horríveis quadros, passando bem na minha frente! Vejo, com uma clareza insuportável, cinco meninos andando impacientes numa casa miúda e sem banheiro, que cheira a mortadela frita, enquanto meu pai fuma na janela. Vejo com impressionante nitidez a caminhonete da comunista Dona Laura, transbordando de presentes amarrados com fitas verde-amarelas. Dona Laura salta do carro e tem um buraco negro, no lugar do olho esquerdo. O tiro, saiu de um verde fuzil. Porra, e pegou bem no olho.  Só de raiva, miraram no esquerdo. Já não é meu bom pai, quem fuma na janela e sim um enorme homem fardado e armado, que a toda hora bota e tira os óculos escuros. Agora vejo um moleque louro e magrinho, desesperado por ter cagado no vaso errado. O moleque era eu. Ceia de Natal. Comi demais. Casa dos outros. Era pra cagar no outro vaso, o vaso das mulherem mijarem. Vergonha danada. Natal. Dezembro de 1.965. Mais flashback. Uma clareza dolorosa me faz avistar uma grande e sorridente borboleta branca, em forma de Kombi. Meu bom pai abre as portas da borboleta-kombi, me mostrando uma pilha de caixotões. Parecem caixões de defunto. Dentro deles, armas de todos os calibres e tamanhos. Fuzis, metralhadoras... De repente não é mais meu pai, e sim um homem barbudo e careca, que exibe um talho na testa e arrasa uma caixa de isopor com dezenas de tiros de metralhadora. Caixa de isopor. Praia. Porra, a  minha mãe e os quatro filhotes... a gente tava na praia, numa boa, e nem respeitaram. Pra quê tanto tiro?!...Pedaços de frango com farofa, cacos de garrafas, brinquedos e sombrinhas, voam para o ar e ficam flutuando. Sem gravidade. Muito tiro. Sem gravidade?!... Quem falou?... Gravíssimo! Minha boa mãe quase tem o quinto moleque, mas o máximo que fez, foi gritar para o atirador: “- Não, não sei onde tá meu marido! Tem quinze dias que ele não aparece em casa!...” Depois foi pedir ao dono do trayler um copo cheio de água e açúcar cristal. Aliás, cinco copos. Lembrancinhas sem graça.  Peço mais uma vez que minha desgraçada cabeça abra os olhos - só um pouquinho!  É, mas parece que a abestada, a nojenta não quer me ouvir!... Talvez, se eu fechar a geladeira... Mas... E minha cabeça?!... Como deixá-la, presa, sozinha numa geladeira vazia?!... Se pelo menos a miserável abrisse os olhos!... Medonha é a escuridão. Ah, como, como seria bom eu pudesse me livrar desse flashback de merda!  E agora, é uma “chuvinha fina de merda”, que eu vejo cair em meio a centenas de jipes, soldados e tanques esverdeados. O povo corre endoidecido; todos usam o uniforme da Rede Ferroviária e das suas bocas em forma de O, saem longos apitos de trem. Tuuuuuuuúú! Estão dentro do lotado estádio do Bangu.  E, a locomotiva, é verde, camuflada. Tuuuuuúú é o caralho. Se bestar, a verde bicha de ferro passa por cima. Porra, até hoje eu não entendo: a briga era entre o Super-Homem Listrado e o Monstro Vermelho do Gelo... Que porra tinham que meter o exército e o povo, no meio?!... Porra, que tem haver o vermelho, branco e azul, com o retângulo verde-amarelo? E as bocas em forma de O, cansadas e injuriadas, cessam os apitos. Desce um silêncio de chumbo. Minutos de agonia. Bocas em forma de O parecem cús. O estádio, lotado, fervendo. De repente um toque de corneta penetra no aterrador silêncio. Hino da marinha, hino do exército e hino da aeronáutica. Três armas. Três poderes. Três órgãos-locomotivas. Nossos órgãos? Coração, pulmão e culhão. Todos inchados e doloridos. De porrada, choque, corneta e continência. E ainda um monte de desavisados, talvez inocentes, cantando “eu ti amu meu Brasil, eu ti amo, meu coração é verde-amarelo... ”. Agora, todos, civis e fardados, começam a marchar, sem se importar em pisotear os três meninos com a roupa da minha escola e desmaiados no chão. Fatos e fotos. Preciso desesperadamente que minha cabeça abra os olhos e saia dessa geladeira. Não sei o que poderei fazer, nessa situação tão sem graça. Absurda. A chuvinha fina de merda sumiu de repente. Deu lugar a um grande sol em forma de estrela. Estrelas nos ombros. Agora, a corneta pára. Novo silêncio. Um homem alto, bonito, louro, vestindo terno escuro e óculos da mesma cor, fala num alto-falante listrado de vermelho e branco, ordenando a todos que olhem para baixo. Estranho inglês-idioma. Incrível, mesmo com o sol, agora tinindo...  Lá está a lua, vermelhona, enorme e teimosa. Resistente. Poucos levantaram a cabeça para verem. A ordem é pra todos olharem para baixo. Para a lama, após a fina chuva de porcarias. Se um mais curioso olhar pra cima ou pro companheiro ao lado, tá literalmente fudido. Baioneta cú a dentro. Fácil, enfiar a baioneta num cú em forma de O. Não olhe pro companheiro. Olhar para a  vermelha lua? Tá maluco?! De repente, sem ninguém esperar, veio a contra-ordem: Olhar sim, para lua. Sim, todo olhando pro céu. Talvez numa prece. A última. Mas era tão difícil. Tão incômodo!... Haja pescoço!  Porra, como, de cabeça baixa, se pode olhar para a lua?... Haja pescoço. As bolotas dos olhos doíam, na força de enxergar a lua, estando todos com as cabeças abaixadas. Tu já tentou abaixar a cabeça e ter que enxergar a lua?... Haja pescoço! E um astronauta, mad in listrado, vindo lá da casa do caralho, a passos lentos, marcha sobre a virgem lua e empunha uma bandeira. Quem conseguiu o milagre de não fudê o pescoço, bem viu.  A bandeira é enorme e tem dois lados: um lado listrado de verde-amarelo e o outro de vermelho e branco, mad in listrado. Rebolando, o astronauta faz uma reverência e depois o V da vitória. E ainda dança um rock dos Beatles. É o primeiro animal humano a pisotear uma lua que pertence a todos, inclisive os que não sabem ou não querem marchar ao contrário. Astronauta folgado. É muita folga. Porra, é confiar demais numa bandeira listrada. De repente esse animal pára e, subitamente, crava a dupla bandeira no solo imaculado. É o sinal. É o sinal! Sinal para os jipes, soldados e tanques partirem para cima do povo desmiolado, endoidecido e trancado dentro daquele estádio lotado. Bangu. Chapa quente. Cadê o portão?! Cadê a porra da chave?! Ah, olha o subversivo Doutor Marcelo!... Correndo feito um louco, com duas foices e dois martelos nas mãos, tentando, desesperado, abrir um portão trancado por fora. Cadê a porra da chave, meu Deus?... O maior horror do Dr. Marcelo é saber quem, como e porque trancaram, ele e seu povo, dentro daquele estádio.E ainda sumiram com a chave. Sim, o pior é que ele sabe. Sua cara de nojo e horror bem diz isso. Quem procura, acha? E, por mais que o Dr. Marcelo sorrisse, ponderasse, driblasse os gigantes... Não houve tempo nem argumento. Botas negras pisam no seu peito e na cara, sujando de barro sua camisa branca e com as vermelhas palavras: COM AS MASSAS, TUDO. SEM AS MASSAS, NADA. OU SE AMASSA TUDO, OU NÃO SE AMASSA NADA! As foices e os martelos escapolem de suas brancas mãos. Pesadas ferramentas. Porra, no início pareciam tão leves, tão fáceis de carregar!... E agora estão para sempre enterradas na lama. Sim, enterradas na lama. Talvez, até aparecer outro Dr. Marcelo com coragem e sangue frio pra desenterrá-las. Mas aí, o mundo não será mais o mesmo, com a lua levando pau de bandeira na buceta e os Beatles fazendo sucesso em Bangu. Uma marcha ao contrário. Um rockerrou listrado de branco e vermelho.Tenho que recuperar minha cabeça e esmurrá-la, antes que estoure. Ou seja tarde demais. Assim, eu acabo de endoidar.   Primeiro de maio. Que porra de aniversário, é esse?!... Nossa, olha a Dona Laura!... Uma Olga, rodopiando feito uma louca, toda descabelada!... Perdida, cega de um olho, distribui presentes para todos! Até um general pegou um e saiu correndo, rindo e cuspindo verde. Tiros para o alto. Pro alto, o caralho!  Tem um monte de corpo no chão! Meu pai já conseguiu botar dois garotos, fardados e desmaiados, dentro da branca kombi-borboleta. Falta um e ele olha desolado para os lados. Ah!... Minha mãe só pode é estar maluca!... Isso é hora de ajeitar as golas das nossas camisas!?... Acho que ela pensa que é 7 de Setembro. Só pode é estar maluca!... Minha boa mãe muito gostava da companheira Olga Dona Laura. Não, não tinha a coragem de Dona Laura, mas gostava dela pra caralho. Não, eu preciso tomar uma atitude. Reúno o que ainda tenho de força e, bem devagarzinho, estico os braços para ver se recupero minha cabeça. Porra, afinal é primeiro de maio! A geladeira vazia... A mancha brilhante... Vermelhona.  A geladeira. Que lugar frio, meu Deus!... Chega dar arrepios!... Frio de Moskow. Moskou, mesmo gelado, encheu Bangu de calor. De fogo. Sim, porém Moskow era uma puta fria pra caralho. E a buceta dela não tinha fundo. Porra, nada haver praia, carnaval e futebol, com uma porrada de gente séria, tudo de casacão e marchando ao contrário. Só podia dar no que deu. E uma porrada de ingênuos, caindo na buceta sem fundo, e cantando eu ti amu meu brasil, eu ti amu... Calma. É preciso ter calma. Não é hora de apelar. Nem de amarelar. Pronto, já consegui botar as duas mãos. Que cabeça gelada!... Meu Deus... Obrigado!... Parece que eu consegui!... Só preciso de muito cuidado e atenção para recolocá-la de volta ao pescoço. Mas eu sei que vou conseguir. O pior já passou. Só não posso esquecer, jamais esquecer de fechar a geladeira e abrir os olhos. Sim, abrir os olhos. É primeiro de maio.

É primeiro de maio e o dia já está amanhecendo. Meu aniversário.

Uma vez ouvi alguém dizer que, todos os dias que escurecem, são os mesmíssimos que, amanhã, bem de manhã, estarão claríssimos.

Nada a declarar.

Eleaesse

5 comentários:

  1. Texto ousado. Pareceu-me um pouco confuso.
    Nota: 7,5
    Ribeirinho do Iguaçu

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  2. Audacioso é pouco. São emoções viscerais. Parabéns. Só não consegui perceber o tom de releitura, já que, mesmo subjetivamente, o cenário mostrado é a ditadura militar de 64.
    Nota 7.5
    Huang Zhan Shin

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  3. Texto com muitas digressões que conta com algumas associações interessantes a respeito do narrador e dos fatos a ele ligados. Os mesmos caminhos que se emaranham ao decorrer das história provocam, por vezes, um pouco de confusão. Ainda assim, são memórias curiosas do contador dessa história.

    Nota: 7,5

    Rodrigo Martins

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  4. Gostei demais do texto, embora haja uma ou outra falha de revisão. Infelizmente, creio que escapa um pouco do tema, deixando o contexto do militarismo apenas como sugestão. Já o dia 1º de maio é um dia internacional, não é um fato histórico brasileiro. E a personagem ainda se lança a Moscou! Enfim, um lindo texto, acho uma pena a nota que devo dar.
    Minha nota é 7,5.

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  5. A ideia que vc teve na forma que desenvolveu sua história foi muito interessante, o único problema é que não teve o maximo exito em sua ideia e assim deixou sua escrita confusa. Fugiu um pouco do tema , mas nada que tire a qualidade de sua narrativa. a nota é: 7

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