Café Literário: Os Dois Lados


Apenas a cabeça dela estava presa.
 
Era estranho sentir o resto de seu corpo livre: os joelhos tocando um solo áspero e frio, o tronco paralelo ao chão desconhecido, como um animal de quatro patas. Seu crânio estava isolado por uma estrutura metálica, um enorme capacete retangular firmemente apoiado em algum lugar. Quando ela abriu os olhos, pensou ter ficado cega, até perceber a bizarra dualidade de seu semi-confinamento. Lembrou-se da vez em que ficara presa no guarda-roupa de sua mãe, e do medo de nunca ser encontrada. Ao menos, daquela vez, sabia onde estava; ali, não fazia ideia.
 
A claustrofobia enchia o pouco ar quente disponível, e o cabelo de Luma grudava em sua testa sem que suas mãos pudessem socorrê-la. Passou a esmurrar aquela perturbadora barreira física, mas o barulho ecoava muito próximo aos seus ouvidos, alto, fazendo-a tremer. Tentou forçar-se para fora, e uma dor excruciante percorreu sua espinha. Sentia como se um rato tivesse decidido passear por sua coluna, roendo alegremente seus nervos e cartilagens, cada pequeno passo uma explosão em sua corrente sanguínea. Parou, imaginando seu pescoço quebrado. A imagem preencheu seu cérebro: a cabeça pendendo do corpo inerte, seus olhos esbugalhados e parados, um sorriso de desespero congelado em seu rosto roxo... A impotência arrancava seu fôlego a grandes golpes. Sempre diziam que ela era muito racional, e acreditando nisso, era horrível não ter o controle da situação. Não havia raciocínio ou lógica que pudessem ajudá-la.
 
E então veio a terra. Uma fenda fora aberta de repente acima de sua nuca, e a repentina frieza metamorfoseou-se em puro pânico. As partículas infiltravam-se entre suas mechas, tocando sua pele, pesando, empurrando-a para baixo. Algo se mexia em seu queixo, talvez minhocas geladas, talvez vermes apreciadores de carne humana; independente disso, nenhum gesto brusco que ela fizesse surtia efeito.
 
Impulsionou-se para cima, fechando como conseguiu a abertura pela qual a terra caía. A pressão, contudo, ia crescendo gradativamente, e seus músculos frágeis não suportariam por muito tempo. Tremendo, sentindo a coisa no seu queixo rastejar em direção a sua boca e esperando o momento em que tudo desabaria, ela fechou os olhos, trocando a escuridão forçada por uma escuridão mais contemplativa.
 
Não estou sozinha. A ideia era chocante, mas verdadeira; o ar do lado de fora parecia sussurrar a presença de um espectador daquele macabro espetáculo. Luma poderia ter se divertido com a ideia de parecer um avestruz tentando se esconder, mas sentia-se muito mais como um inseto preso numa teia, e só Deus sabia o quanto ela odiava aranhas. Conheça o inimigo. Era estranho, mas ela não pensava em pedir socorro para sua suposta companhia. Havia uma certeza visceral de que ali estava o perigo, e não a salvação. Concentrou-se, então, em sua silhueta imaginária, como se sem a visão tivesse alguma chance de reconhecê-lo. Reconhecê-lo?
 
BAM. Soou assim o preciso chute que ela levou no estômago. Ela poderia ter vomitado, não fosse a força de toda a terra que desmoronou sobre sua cabeça, batendo-a com força contra a maldita estrutura. As mãos de Luma lutavam para proteger seu rosto, mas a barreira física era implacável.
 
Ela passou a movimentar o rosto de forma que houvesse um espaço de sobrevivência, e o contraste entre suas pernas histéricas imersas em ar e seu nariz que clamava por uma chance de continuar respirando era sádico. A terra logo alcançou seus olhos, e era nítida a sensação do pó grudando em seus cílios. Fechá-los com força causava uma dor latejante. Em meio ao caos, ela inspirou com excessiva expectativa, e a terra veio, implacável: não havia nada mais a ser inspirado. Nada além de minhocas e vermes. Uma decisão precisava ser tomada.
 
Escarrou e cuspiu qualquer terra que a tivesse invadido, e parou de se mexer, todo seu corpo latejando. Prendeu a respiração.
 
Mesmo sabendo como era estúpida sua última esperança, Luma agarrava-se a ideia de que seu coração poderia parar de bater logo, quem sabe antes de não haver outra opção. O colapso era inevitável, e ela ficou ali, economizando energia, sentindo a terra contornar suas feições e aguardar pacientemente para adentrar seus olhos, pressionando seus lábios num beijo violento e cruel, fundindo a aspereza e a maciez numa piada de mau gosto. Cada átomo que despencava naquele espaço diminuto ia comprimindo, compactando, transmutando seu crânio num bloco de lixo a ser reorganizado.
 
Seu coração batia com força, o vazio oprimindo seu metabolismo. Logo ela, que sempre usava as escadas para evitar o elevador, estava sendo parcialmente enterrada por um... Psicopata? A identidade de seu carrasco era algo que a perturbava, e não havia como pensar mais nisso. Havia o peso, a pressão e o tempo massacrante: era hora de morrer.
 
Ela cedeu, puxando o ar inexistente, e logo a terra pôde finalmente encontrar seu lar. Sentiu-a abrindo sua boca ao máximo e descendo por ela, arranhando, preenchendo-a. Sua barriga se contraía violentamente enquanto ela sufocava, querendo vomitar, sentindo que algo vivo e viscoso se mexia a caminho do seu estômago. Engasgava, as lágrimas de desespero misturando-se à vontade de enfiar a mão garganta abaixo e arrancar aquilo de dentro dela, seu nariz teimosamente aspirando qualquer coisa na débil tentativa de respirar. Não parava de engolir a terra, afogando-se sem chance de despedida, sua garganta um cano prestes a transbordar. Poderia ter pensado em alguma despedida, mas estava um pouco ocupada com a tortura a que era submetida.
 
Do lado de fora, alguém sorria.

 
Quando Lola chegou em casa, deveria ter prestado mais atenção, mas estava muito agitada.
 
Feliz. Pensou em alguma outra palavra, lembrando a si mesma que a felicidade era uma ilusão; sendo essa a única que ocorreu, ela deixou por isso mesmo. Seu plano finalmente havia sido concretizado.
 
Sentiu um cheiro estranho no ar, e estacou, horrorizada. Não pode ser. Virou-se para correr, mas ele já estava na porta.
 
- Estava te esperando.
 
Lá estava o monstro: gordo, suado, fedendo a álcool - aquele cheiro horrível impregnando o ar - e o molho de chaves dela nas mãos. Não podia ser pior.
 
- Edgar, você não deveria estar aqui.
 
Ele riu, cambaleando na direção dela, o que fez com que Lola involuntariamente apertasse sua bolsa contra o peito.
 
- Por que você insiste em me chamar assim? Eu sou seu tio, você sabe disso, me chama de titio.
 
Ela encarava as mãos dele, calculando quais seriam as chances de reaver seu prêmio, sua única chance de paz.
 
- Que foi, querida? Perdeu alguma coisa? - e balançou as chaves no ar, um sorriso estúpido e sarcástico naquele rosto abobalhado. - Eu não quero que você vá embora antes que a gente tenha a chance de conversar, você adora me deixar falando sozinho.
 
Lola deu alguns passos para trás, na direção da cozinha. Quando ele veio firmemente em sua direção, ela apressou seus passos em direção a porta de entrada. Trancada.
 
- Vem aqui, vamos conversar, pra que a pressa? Aliás, você pegou uma coisa minha. Sumiram cinquenta reais da cômoda lá do meu quarto.
 
Oitenta e cinco reais, seu imbecil.
 
- Não sei do que você está falando.
 
E é claro, agora a mãe dela estava no hospital, mais um turno. "Enfermeira nasceu pra sofrer", ela sempre dizia.
 
- Vem aqui, eu sei que você deve ter um bom motivo pra roubar do titio.
 
Lola precisava de uma solução, e logo. Edgar - recusava-se a pensar naquele ser humano desprezível como parte da família - acabava de por todo o plano cuidadosamente arquitetado em risco. Haviam se mudado duas semanas atrás para a casa dele, mas não demorou para que ela aprendesse todas as regras daquele canalha bêbado. Acordara uma vez com o filho da puta tapando sua boca em plena madrugada e estendendo suas garras imundas na direção dela, e entendeu bem rápido o que ele pretendia. Ainda entorpecida pelo sono, mordeu-o e correu para o banheiro, tendo tempo de fazer  barulho e acordar a mãe, que estava em casa.
 
Ele havia inventado uma desculpa qualquer, e ela calou a boca. Sabia que a mãe era uma fraca, ainda mais após a morte do marido - pai de Lola. Doía pensar nisso. Então havia feito isso mesmo, usado o dinheiro "dele" para trocar a fechadura do quarto que ela ocupava. Na hora pareceu uma boa ideia completar a vingança fazendo com que Edgar fosse o patrocinador involuntário de sua liberdade, mas agora ela via o quanto aquilo soava idiota.
 
A embriaguez o tornava mais corajoso.
 
- Fiquei o dia inteiro na lanchonete, Edgar, estou morta. Preciso descansar.
 
- Eu quero meu dinheiro de volta, sua vagabunda.
 
Agora ele estava irritado. A vontade de Lola era correr, gritar e bater, mas apenas na proximidade havia uma chance de escape. Então ficou ali, um animal esperando o abate.
 
Edgar parou na frente dela. Muito mais alto, analisava o corpo pequenino da garota, os quinze anos marcados em seus traços tênues. Uma expressão divertida o dominava.
 
- Você até que é jeitosinha - e colocou os dedos engordurados no rosto dela. Distraia-o, socorro, distraia-o. - Se você for boazinha, tudo vai ficar bem.
 
Agora ou nunca. Ela sussurrou algo.
 
- O quê? - ele aproximou o rosto para ouvir, e aí estava a oportunidade.
 
Lola deu um tapa com a maior força possível no rosto dele, o molho de chaves tilintando ao cair.
 
Rápida como um gato, ela colocou-o no bolso. Saiu correndo sem olhar pra trás, e como o apartamento era minúsculo, logo avistou a porta do seu quarto aberta, convidando-a. Mas não ia ser fácil assim.
 
Três metros antes da salvação, ela sentiu-o agarrar seu tornozelo. Sua bolsa foi arremessada, caindo em frente à cama, e Lola caiu com força.
 
- SUA CACHORRA - ele gritava, histérico. Virou-a, os joelhos sobre o quadril dela, cuspindo enquanto falava. - EU VOU TE ENSINAR UMA LIÇÃO.
 
Tentou levantar sua blusa, fazendo-a gritar. O soco atingiu a bochecha dela, o gosto de sangue espalhando-se.
 
- Se você ficar quietinha vai ser melhor pra você.
 
Como se recebendo uma ordem, Lola passou a se mexer violentamente. Edgar rasgou sua blusa, ela procurando desesperadamente uma forma de se defender. Era uma lutadora, sabia disso, mas a força daquele demônio era desproporcional. Se eu tivesse uma faca...
 
E então ela soube. Não tinha uma faca, mas havia outras armas à disposição.
 
Pegou o molho de chaves de seu bolso lentamente, escolhendo uma para usar como punhal na mão de Edgar que estava apoiada no chão. A pele flácida foi atravessada e ele se curvou para trás, urrando.
 
Era sua única chance. Ainda entontecida, saiu debaixo dele, levantou-se e correu com sua única esperança em mãos, ouvindo-o levantando com estrondo. As pernas dele eram grandes, e ele estava com raiva.
 
A blusa rasgada ficou ali, no chão do corredor, apreciando o espetáculo.


Um enorme barulho e o chão. Luma não sentiu a queda ou o alívio da liberdade; teve apenas o impulso de rolar e expelir a terra. Cuspiu e vomitou, sentindo como se seus órgãos fossem descolar de seu corpo, o sangue misturado aos delicados vermes brancos que ainda se mexiam. Jazem aqui dois pulmões, um estômago, um coração, uma alma... 
 
Minutos eternos se passaram até que ela pudesse acreditar que estava viva. Ainda sentia a terra dentro dela, mas o ar farto a distraía.
 
Quase sorria quando esfregou os olhos. Qualquer chance de sorriso morreu, contudo, quando ela encarou a máscara.
 
A trinta centímetros de seu rosto estava sendo observada por um rosto de plástico, cobrindo a feição de seu quase-assassino. Ela sempre fora do tipo idealista, declaradamente contra qualquer ideia de “maldade humana”. Até os psicopatas eram perdoáveis sob seus olhos gentis – mereciam tratamento adequado, e entendimento das pessoas “normais”.
 
Naquele momento, entretanto, queria espancá-lo. Apenas balbuciou:
 
- Por quê? Por que eu?
 
Seu interlocutor não se mexia, estático, e Luma sentiu um calafrio terrível quando percebeu o que o estranho queria. Tire a máscara. Tire a máscara.
 
Ela sabia que não gostaria do que encontraria, mas sentia-se hipnotizada: precisava acabar logo com aquilo. O medo inconfessável de já conhecê-lo ou - pior ainda - compreendê-lo era cruel.
 
Estendeu as mãos e o revelou, engasgada com um grito de horror e surpresa.
 
Fitou seu próprio rosto. Pálido, bruto e satisfeito, um espelho enlouquecido, refletindo o lado de si mesma que tentava a todo custo esconder.
 
Luma acordou em seu quarto com o corpo intacto e a alma aterrorizada pela horrível ideia de alguém capaz de soterrar-se. Pior que ser monstro, pior que ser vítima, é dividir-se nos dois papéis e continuar vivendo. Árdua tarefa, essa, de ser humana.
 
Enfrentara duas noites de insônia antes de perder a luta. Esperara que a exaustão pudesse bloquear a atividade de sua mente perturbada – tudo em vão: sentia como se houvessem restado larvas vivas em seu estômago.
 
Luma admitiu que não havia saída enquanto se levantava, observando que ainda era madrugada. Por mais que tentasse fugir, eles estariam dentro dela, esperando para aterrorizá-la, persegui-la e fazê-la em pedaços. Não há salvação para os fantasmas que habitam as frestas da alma; o alívio, sempre tão difícil, só vem com o despertar.


Lola abraçava o próprio corpo convulso, tentando acalmar-se. Num lance de sorte, conseguira entrar em seu quarto e fechar a porta. Ainda olhava fascinada para a chave que usara como arma, a mesma que, já entre seus dedos, trancara a porta. Parecia ainda mais bonita, com seus detalhes rubros.
 
Gargalhou histericamente. Sorte. Se aquilo era sorte, que ela que não se deparasse com o azar.
 
Assustou-se quando o monstro resolveu esmurrar a porta, e de repente decidiu que uma barricada seria adorável: empurrou todos os móveis que conseguiu para baixo da maçaneta.
 
Sempre adorara dormir. Mais que a oportunidade de repouso, a de fuga. Furtar horas inteiras, tardes e noites atravessadas num piscar de olhos. Sempre imaginava secretamente que este fosse o caminho mais sagrado para a morte, o de morrer gradativamente ao fechar os olhos dia após dia. Fugir da verdadeira escuridão, fortalecendo-se para suportar a dor rotineira.
 
Ouviu Edgar blasfemar atrocidades do outro lado da casa, afastando-se, por fim. Aquilo soou como música, prévia do que ela abandonava para cair na inconsciência.
 
Lola foi dormir seu sono tranquila, porque sabia que estar dentro de si traz segurança. Não havia outro conforto em sua rotina de esconderijos de cartas, aniquilados após um único sopro...
 
Ela entregou-se ao doce sono sem medo. Sabia que os verdadeiros monstros, fatais, cruéis ou omissos estavam todos ali: do lado de fora. Não existe escapatória para os demônios que brincam de se esconder em esquinas mal iluminadas.
 
Porque quando os piores pesadelos passam a deixar marcas verdadeiras na pele, a solução está em fechar os olhos. Quando o terror atravessa a realidade, não há mais nada a ser feito. Sonhos são descartados: não têm o mesmo valor. 
O alívio é raro, difícil.
 
Já ao desespero, só resta aguardar sua entrada triunfal: o despertar.

Marina Menezes e Silva
marihmenezes@hotmail.com

www.maresdemarina.blogspot.com

Nasci em Santos, mas não sou tão apaixonada por praia. Gosto muito de escrever, ler e assistir filmes que me façam pensar. Meu computador resolveu travar após dois dias seguidos digitando esse conto, e precisei recomeçar do zero, por isso estou enviando-o tão em cima do prazo. Adoro críticas construtivas, e sei que ainda tenho muito a melhorar; independente dos obstáculos, viver de minhas palavras tortas é meu maior sonho.

Um comentário:

  1. Caramba, seu texto é muito bom! O efeito causado pelas histórias paralelas foi essencial para a tensão do conto, terrível e sinistro na descrição do soterramento. Está bem escrito e com bom vocabulário, não percebi erros ortográficos ou de concordância. Muito bom, parabéns!

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