Ser Humano: Um dilema entre valores




Conhece aquele familiar cuidado e delicadeza que todos temos quando compramos algo novo?
Se recorda então, o quão descartável e passageiro se torna esse zelo compulsivo com o passar do tempo?
Imagine que houve um tempo, há muito tempo, em que os hominídeos pré-históricos viviam no mundo com a mesma curiosidade e audácia que um bebê quando pega um objeto e o coloca na boca.
Num mundo limpo e novo como uma folha de papel em branco, faziam da terra e dos animais apenas o suficiente para sobreviver.
Uma era de pureza e instintos.
Para não ser muito prolixa, vamos falar agora um pouco sobre a nossa evolução.
Essa que todos ostentam, aceitam e aplaudem como fazem nas eleições políticas vencidas por um determinado partido que tem determinados falsos objetivos.
Blocos de concreto, jaulas, carros que queimam todo o nosso pouco combustível natural irrenovável, fumaça, lixo, dinheiro, poluição, corrupção, ganancia, fumaça, sexo, drogas, álcool, dinheiro, fast food, mídia, moda, lixo, fumaça, barulho, classe e um pouco mais de dinheiro.
Pare e pense. Se pensou, conseguirá deduzir que nosso intelecto só gerou mais lixo. Até porque chegamos a um ponto em que descobrir novas formulas atômicas nucleares ou comprar a roupa da moda se tornou mais importante que conhecer os mistérios que existem no existir.
Somos seres incríveis, com uma armadura incomparável e única.
Um processador suficientemente útil.
Características e combinações originais, não copiáveis.
Lentes, globos. Literalmente janelas de nossas almas.
Mãos e pés com infinitas habilidades.
Falamos e ouvimos.
Ouvimos e falamos.
Pensamos independentemente.
Raciocinamos.
Emocionamos. Somos sensíveis.
Transmitimos um calor único e precioso. Suficiente.
A melhor e mais espaçosa memória, tão ativa quanto instantânea.
O exemplo do ser autêntico, supremo em sua simplicidade.
Complexo em sua combinação e simples em sua composição.
A equação perfeita, ou, de um jeito menos exato, a personificação divina.
Temos a mais bela essência que se pode ver refletida na vida.
Parece tão estranho, mas poucos valorizam a magnificência que se tem em ser esse ser de inteligência e posição tão elevada.
O desgaste, o cansaço.
Esse desinteresse pode não estar em tentar ser melhor, mas em esquecer-se do que é.

Izabela Ramos

Izabela Ramos é estudante.

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