Café Literário: Barra de Cereal


Todo mundo nessa mania constante de optar por ser uma barra de cereal. E eu aqui querendo enlouquecer, querendo dizer pro garçom – muito obrigada, mas eu não preciso do seu refrigerante com gelo.

Eu ainda quero mais, sempre quis. Sempre rejeitei essa melodia irônica que o mundo insiste em assoviar nos nossos ouvidos em noites quentes. Meio termo nunca me bastou, nada que fosse morno e equilibrado. Pra que esse movimento mecanizado e frequentemente manipulado por mentes perfeccionistas? Se no final eu quero mesmo é que o trem saia dos trilhos e acabe me levando pro lado não neutro da vida. 

Deixe-me queimar entre meio minhas expectativas ou congele comigo na minha vaidade maiúscula e pretensiosa, mas tenha sabor, tenha calor, medo e pavor e sim! Por favor, deixe arder em minha garganta seus vícios. Se afogue nos meus. E só assim, pra mim, o mundo segue seu ritmo desconecto e impreciso.

É bem simples, a regra é clara, só não seja uma ferida fechada porque a vida gosta de sangue. Porque quando não houver mais fluxo hemorrágico, teus sinais vitais e mortais, terão se perdido.

Jade Medeiros

Estudante do quarto ano de psicologia na faculdade de Rio Verde. E dedico meu pouco tempo vago para colocar pra fora os bens e males que existem dentro de mim em forma de texto. A intenção disso? Somente renovar as mesmices da minha rotina diária e abri vez ou outra minha caixinha de pandora pessoal. 

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