Xeque-Mate


Parecia que o céu estava desabando. Chovia como eu nunca havia visto antes. As gotas de chuva caíam grossas e machucavam a pele, e os raios clareavam feito rachaduras no firmamento. As pessoas corriam para abrigar-se, inclusive eu, que tinha saído para comprar umas cervejas e mortadela para tira-gosto.

Cheguei completamente molhado em casa. Não era lá boa coisa, mas foi o que consegui com o dinheiro que pude juntar com os serviços que presto, além do último emprego que consegui, preciso ter um para afastar suspeitas. Aliás, ótimo emprego. Além disso, não posso me dar o luxo de ter endereço certo. Se julgar necessário, largo tudo e vou embora rapidamente...

Abri a porta e tentei acender a lâmpada, mas não havia energia. Mas isso também não era problema. Para beber cerveja eu não precisava de luz mesmo. Fui à cozinha, guardei duas garrafas de cerveja na geladeira e abri a terceira. Peguei uma faquinha na gaveta para cortar meu aperitivo. Fui para a sala e tirei a camisa, joguei em qualquer lugar e, sentando-me no sofá, enchi meu copo, ligeiramente inclinado, para não criar colarinho. Dei dois grandes goles e senti um aro gelado encostar em minha nuca. Era uma arma evidentemente. Corri o olhar na sala e entre um relâmpago e outro pude perceber alguém em pé no canto da sala.

– O que quer de mim? – disse eu, sem me mexer.

– Oh! Que bom! Você não perde tempo com bobagens...

– Isso deve ser normal quando se tem uma arma no pescoço. Agora você pode fazer a gentileza de pedir para que este cidadão a tire daqui?

– Mas você estava indo tão bem... Está ficando apressando demais Ceifador! Não é assim que te chamam? – disse o homem das sombras.

– Como chegou até mim?

– Um homem como eu tem muitos contatos. E um homem como você cria fama rapidamente...

– Ainda não disse por que veio até mim... – disse eu.

– Tenho um serviço para você. Bobagem... Alguém que deve ser morto rapidamente, sem deixar vestígios. Do jeito que você sabe fazer.

– E por que esse alguém deve morrer? – perguntei. Queria ganhar tempo para tentar identificá-lo, mas a escuridão não me deixava. Um raio mais forte deixou a mostra seu semblante, para minha sorte. Era um homem de terno, com cabelo partido para o lado esquerdo e que usava bigodes. Não pude ver muita coisa...

– O seu serviço é apenas matar, ouviu? Não precisa saber o porquê. – disse o homem. O outro que me ameaçava com a arma, e que devia ser seu guarda-costas, não falava nada.

– Eu nunca matei ninguém sem saber o motivo. E dessa vez não será diferente.

– Você acredita que está em condições de fazer exigências? Quem dá as ordens aqui sou eu! – esbravejou ele, e seu empregado forçou a arma na minha nuca. – Não precisa se preocupar, eu pagarei bem.

– Não me preocupo com isso. Sei que pagará bem por um serviço desses. E a propósito, quem faz o preço sou eu...

– Ora seu insolente! – disse vindo em minha direção, mas conteve-se.

– Cinqüenta mil, e o motivo da morte da pessoa. – disse eu.

– Você é realmente como disseram... Não tem medo de morrer?

– Eu não tenho nada a perder amigo. Faça o que achar melhor. – murmurei. Neste momento um forte relâmpago fez tremer as janelas de meu pequeno apartamento e senti a mão de seu capanga vacilar. Abaixei minha cabeça para o lado, puxei seu braço com toda força e ele caiu à minha frente. Consegui tirar a arma dele e apontei-a em sua direção. – Nunca mais me ameace com qualquer coisa! Ouviu bem? Nunca mais! – vociferei enquanto espalhava os projéteis pelo chão, com o tambor do revólver aberto. Era um calibre trinta e oito. Aproximei-me então do maior ex-valente do mundo. Seu empregado levantava-se batendo as mãos na roupa.

– Tenha calma rapaz... – disse o homem das sombras recuando.

– Precisa treinar melhor seus guarda-costas. – disse voltando para o sofá. - Então? Vai querer o serviço? – perguntei ao tomar um gole da minha cerveja que já estava ficando quente.

– Vou lhe dar vinte mil agora, e depois do serviço feito lhe dou o restante... – respondeu puxando um maço de dinheiro do bolso e jogando para mim.

– Para mim está ótimo, não acha mestre? – perguntei fazendo troça, para o capanga, que ainda estava ofegante. – Agora desembuche...

– O homem que precisa matar chama-se Raulino Soares de Freitas. É vereador da cidade e eu sou seu suplente.

– Agora entendi! Se o homem morrer você assume em seu lugar! A ganância é realmente terrível...

– O fato é que alguns nascem para reis, outros para peões... Mas não importa agora se é ganância ou não. Você já sabe o porquê e já tem parte do dinheiro. Neste envelope estão algumas fotos e dados como endereço dele e de familiares, inclusive com telefones, para facilitar seu serviço. – disse ao deixar um envelope pardo sobre a estante tomando a direção da porta. – Vamos embora Zé...

– Tome seu revólver Zé... – disse eu esticando a arma pendurada pela alça do gatilho em meu dedo. – Pode ser que precise dela...

O homem pegou o revólver e saiu calado. Devia ser mudo... As luzes se acenderam repentinamente e para mim isso foi bom. Não gosto ficar no escuro. Parece que estou sufocado. Levantei-me e peguei o envelope. Fiquei examinando as fotos e os dados que o homem das sombras tinha me dado. Até que ele é esperto, pois isso me pouparia bastante tempo.

O vereador era um homem jovem, de aproximadamente uns trinta anos. Era casado e não tinha filhos. Sua esposa também era jovem. Parecia mais nova que ele. Era loira, de corpo esguio e estatura baixa. Tinha lábios grossos muito sedutores. No envelope havia uma foto com várias pessoas, que segundo as anotações do mandante do crime eram sua família. Tinha um irmão de criação, mais novo que ele. Parecia uma família feliz... Não eram abastados, mas também não eram pobrezinhos. Gozavam de uma situação confortável.

Os dias que se seguiram foram bastante agradáveis. Investiguei o acesso à Câmara dos Vereadores para ver se ali havia uma chance de fazer o serviço. A rua era bastante movimentada, no centro da cidade e não daria certo. Logo os homens chegariam até mim. Precisava ser perfeito, pois eu tinha um nome a zelar. Fui até o endereço de sua residência. Era uma rua em forma de “U”, que parecia uma pequena vila. As casas eram muito parecidas, diferentes apenas pelas cores e o cuidado de seus moradores. A mulher de Raulino não trabalhava e isso talvez dificultasse o meu trabalho. Ele saía ainda pela manhã e só voltava à tarde. Às vezes muito tarde.

Dei uma caminhada pela rua para ver como poderia abordá-lo. Apesar de parecer uma vila, muitas pessoas passavam pelo local, mas acredito que ninguém desconfiou de mim. Pensei em atirar nele quando saísse de casa para o trabalho. Mas isso chamaria muito a atenção e logo suscitaria a desconfiança de um crime encomendado. Todas as casas estavam ocupadas, exceto por uma, cujo quintal tocava os fundos da casa do condenado. Parecia uma residência de veraneio e estava um pouco abandonada. As árvores precisavam de poda, inclusive a hera que dominava o muro da frente. Havia também uma placa de venda. Seria perfeito. Tudo conspirava para o acerto da jogada.

Voltei para casa e conferi meu terno no guarda-roupa. Era como eu me vestia para fazer este tipo de serviço. Uma pessoa bem trajada nunca é suspeita de nada. Costumam julgar pela aparência e isso é ponto para mim. Por exemplo: quando uma pessoa mal vestida entra em alguma loja ninguém lhe dá atenção, mas o contrário acontece quando entra alguém em trajes finos. Ocorre que frequentemente quem costuma ter dinheiro é exatamente a que aparenta menos condições.

Escrevi em um papel a estratégia do plano e mais alguns dias se seguiram para a execução da parte técnica do trabalho. Na noite anterior ao crime, quase de madrugada, fui até lá novamente e abri o  portão da casa de veraneio com facilidade. Era uma fechadura antiga e fácil de arrombar. Se alguém me visse, o que era pouco provável devido à hora, poderia acreditar que eu era o dono ou o responsável pela corretora de imóveis. Entrei e fiquei ali, aguardando o momento certo.

A mulher de Raulino tomou um banho demorado e subiu até seu quarto. Pôs um perfume agradabilíssimo e uma lingerie preta, muito bonita. Devia ser por volta das dezessete horas do fatídico dia. O quarto estava impecável, preparado para uma noite de prazer. Havia inclusive uma garrafa de vinho e duas taças sobre o criado mudo.

A porta da sala abriu-se num rangido e passos seguros ecoaram pela casa. Leda deitou-se sobre a cama e fez uma pose, julgando ser seu marido que chegava. Deu um salto quando o homem apareceu à porta.

– Joel? – disse ela, se cobrindo com o roupão.

– Leda? Me desculpe, mas é que a porta estava aberta e...

– Não há problema, Joel, mas é que eu pensei que fosse o Raulino... – disse ao se aproximar da porta do quarto.

– Vim aqui para ajudá-lo. Pensei que fosse encontrá-lo aqui...

– Ajuda? Como assim? – disse ela com estranheza.

– Ora, mas se não foi ele... então foi você que me mandou este recado? – disse estendendo a mão com um papel amassado. Estava escrito:

“Joel, venha aqui em casa, por volta de dezoito horas. Preciso muito de sua ajuda. Por favor, não conte nada a ninguém.”

– Mas essa letra não é minha! – disse ela examinando o papel.

– Então deve ter sido ele mesmo que escreveu. Talvez ele não quisesse que soubesse de nada...

– Ele, eu tenho certeza que não foi. Encontrei um bilhete dele marcando uma comemoração para quando chegasse da câmara. Me pediu para que eu o esperasse assim... Mas observando melhor a letra, ela parece mesmo com a do meu bilhete...

– Vejo que estão quase matando a charada. Agora terminem de entrar e não tentem nada... – disse apontando a pistola para eles, tendo o cuidado de segurá-la com luvas cirúrgicas. Fiquei escondido em um cômodo adjacente ao quarto.

– Oh meu Deus! Leve tudo que quiser moço! – gritou a mulher.

– Não faça nada com ela... – disse Joel com as mãos na cabeça.

– Oh! Mas é tão bonita a sua preocupação com ela... – disse ao fechar a porta e ficar na frente. Os dois estavam cheios de medo. É muito agradável a sensação de ser ou estar superior a alguém. Ser temido e respeitado. Todos deveriam experimentá-la algum dia, mas é uma pena que para alguns este dia nunca chegará.

– O que você quer? Não temos muito dinheiro, mas leve o que quiser... – disse Joel ainda com as mãos atrás da cabeça. Leda chorava desesperadamente e tentava se esconder atrás do homem.

– Olhe, dinheiro realmente é muito bom. Mas isso eu vou conseguir em breve. Muito dinheiro. – respondi puxando uma cadeira de vime e me sentando. Cruzei as pernas e fiquei observando o medo dos dois. Isso me excitava cada vez mais...

– Se não quer dinheiro, o que quer de nós? Pelas roupas que veste, não parece ser um ladrão... – disse a mulher se recompondo.

– Um ladrão? Francamente, eu não sou ladrão. Meu nome eu nem me lembro mais, mas podem me chamar de Ceifador. É como todos me chamam...

– Ceifador? Mas o que está acontecendo aqui? – disse Joel, aparentando estar mais nervoso.

– Quem é este homem? Você o conhece? – perguntou ela.

– Ora minha querida, eu sou uma lenda... – disse com arrogância. Não era possível que ela não tivesse ouvido falar de mim ainda. – Sou um matador de aluguel, um pistoleiro, um mercenário... Diversos crimes, sem solução, já foram atribuídos a mim, apesar de eu ter cometido apenas metade deles, mas sempre sem deixar pista alguma. É que sou muito mais inteligente do que eles... – disse apontando para a cabeça com o dedo.

– Como entrou aqui? – perguntou Joel seriamente.

– Foi mais fácil que eu pensei. Minha dificuldade foi apenas chegar até o quintal da casa. Aí eu descobri que essa bela mulher tem o péssimo hábito de deixar a porta da cozinha aberta. Mas chega! Vocês estão falando demais! É chegada a hora da nossa festinha particular. Tirem a roupa. Agora! – ordenei.

– Oh meu Deus! Ele vai nos matar! – gritou Leda, pondo as mãos na boca.

– Fique tranqüila, tudo vai dar certo... – disse Joel tentando acalmá-la, mas profundamente nervoso.

– Mas é claro que vai dar certo. Para mim! Agora tirem a roupa. Já! Acaso estou falando em outra língua? Andem! Dentro em pouco o nosso convidado de honra vai chegar... – disse eu, deixando um projétil na agulha, pronto para uso.

– Por favor, não faça isso! – disse ela choramingando enquanto tirava a roupa.

– Ah... Mas você está com vergonha? Não é hora de sentir vergonha, aliás, você não tem porque sentir vergonha. Seu corpo é lindo... – disse olhando-a de cima a baixo. E realmente ela era linda. Seu corpo era levemente moreno e seus pelos dourados, deixando sua pele semelhante a um pêssego. Seus seios eram pequenos e firmes e eu poderia jurar que Joel a observava disfarçadamente, apesar de todo o perigo que estava correndo.

– O que vai fazer conosco? – perguntou ele com as mãos para cima enquanto ela tentava cobrir suas partes, e isso era divertido deveras!

– Vocês falam muito mesmo. Calem-se! Não digam mais nada. Deitem sobre a cama. Primeiro você, depois ela. Quero que se deite sobre ele, está me ouvindo? – disse eu ao me levantar, fazendo gestos com a arma. Ele me pareceu mais perturbado em alguns momentos, mas agora parecia levemente aliviado...

– Oh! Mas isso é horrível... – disse ela chorando ainda mais, tomando sua posição, a contragosto.

– Não fique assim querida! Tente tirar proveito dessa situação. Eu quero que se beijem e tenham um pouco de prazer. Será o último que terão...

– Não faça isso! – gritaram.

– Calem-se! – esbravejei colocando a arma no ouvido dela. – Façam tudo que eu mandei. Vamos! Abrace-a e a beije. Ela agora é sua mulher... – disse me afastando para a porta.

Os dois se beijavam entre lágrimas, mergulhados no mais terrível pavor. Pouco a pouco os sentimentos misturavam-se e às vezes um parecia dominar o outro. Ajustei o silenciador da arma e apontei para eles. Podia ser que tentassem me distrair com seu show, mas não era isso que me interessava. Apenas a cena me era útil, então não deixei que sequer pensassem em consumar o ato. Dessa distância eu não errava. Dei três tiros, acertando a cabeça dos dois e as costas da mulher, que caída sobre ele, vertia sangue na cama que seria palco de um grande amor. Mas enfim, as coisas tinham de ser assim mesmo...

Abri a porta vagarosamente e assumi minha posição. Logo, logo ele chegaria e tudo teria de estar pronto. Examinei a cena para ver se faltava alguma coisa. Não. Tudo estava perfeito. Apenas espalhei algumas roupas pelos corredores para dar mais veracidade ao acontecimento. Estava faltando apenas o protagonista, que já abria a porta da sala, neste momento. O silêncio incomodou-o e ele chamou a mulher, que não respondia. Seguiu boquiaberto a trilha de roupas até seu quarto e teve um sobressalto com o que viu.

– Meu Deus! Mas o que é isso? – disse com os olhos arregalados.

– Não se mexa... – murmurei me aproximando a ele e encostando a pistola em sua têmpora esquerda.

– Quem é você? O que quer de mim? – perguntou chorando.

– Eu sou sua morte, e vim te buscar... – respondi, e puxei o gatilho. O corpo de Raulino desabou flácido ao chão. Peguei a mão do homem, coloquei a arma, e dei mais um disparo, para cima. Isso era necessário para que ficassem vestígios de pólvora em sua mão. Depois retirei o silenciador da pistola e a deixei em sua mão. Freqüentemente eu precisava abandonar umas armas em meus trabalhos, mas o dinheiro que eu recebia compensava. É muito fácil comprar armas clandestinamente neste país. A pena é que às vezes eu me apego a estes objetos...

Peguei minhas coisas e saí, pelo mesmo local de onde vim. Abri o portão da casa de veraneio e ganhei a rua. Não vim de carro, pois se alguém desconfiasse de alguma coisa poderia tomar nota da placa. Deixei-o na outra rua e segui até lá a pé. Antes disso, parei em um orelhão, tirei uma ficha do bolso e disquei 190.

– É da polícia?

– Pode falar senhor, aconteceu alguma coisa?

– Acabei de passar aqui pela Rua Mariza Lopes e ouvi três tiros... – disse eu e desliguei o telefone. Enquanto seguia para casa fiquei pensando na frustração daquele marido, que acabava de flagrar a esposa o traindo com seu próprio irmão, em sua própria cama. Deve ser horrível mesmo... A única reação que se pode imaginar dele é matar os dois e se matar em seguida. Assim não enfrentaria os olhares dos outros e as pessoas o apontando nas ruas.

Raulino descobriu tudo após receber diversas cartas anônimas, que estavam guardadas em sua maleta, foi tudo que a polícia disse nos meios de comunicação no dia seguinte. Eu plantei tudo é claro. Fiquei em casa acompanhando as notícias bebendo minha cerveja e tirando gosto com lascas de mortadela. “CRIME BÁRBARO NA RUA MARIZA LOPES” era a manchete dos jornais. Não tenho dúvidas de que um crime passional sempre chamará mais atenção do que um crime político. O tal suplente tinha razão. Há pessoas que nascem para reis, outras para peões. Mas ao final do jogo, todos voltam para a mesma caixa...

George dos Santos Pacheco

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