Carnaval 2013


Mais um carnaval. De novo da “família”, felizmente sem maiores incidentes e, também sem resposta para algumas indagações sobre esta festa mutante. No tempo, os eventos predominantes foram trocando de lugar com outros. Os bailes do Clube de Xadrez, Sociedade, Country , das Bandas e das Fábricas perderam o encanto e praticamente não acontecem mais. Os desfiles de Escolas de Samba, e Blocos são o ponto máximo atual, mas com pouca organização, atrasos e acusações contra o julgamento.

Os Blocos que saem fora do desfile oficial são uma nova tendência crescente, principalmente no Rio de Janeiro, que tende a se irradiar para outros municípios. O “Bloco dos 9 aos 90” é um sucesso, que se fosse apoiado pelo arrastão de um trio elétrico certamente seria a nova grande atração do carnaval friburguense.

A juventude carioca é o motor do novo carnaval de rua, que trocou as viagens para as praias, com certa influência também do temor do bafômetro implacável da lei seca. Os jovens friburguenses e visitantes atraídos por esta nova forma poderiam melhorar o balanço do carnaval, hoje negativo, que registra mais saída de friburguenses do que chegada de visitantes ao município. Certamente haveria mais gente querendo “se cansar” do que descansar!

A nova moda carioca e, entretanto, não está imune a críticas. Artigo primoroso do colunista Joaquim Ferreira dos Santos, publicado no O Globo do dia 15/02, focaliza a falta de novas músicas carnavalescas no Rio: uma cidade que rende 99% do cancioneiro nacional não consegue mais colocar na boca dos foliões um refrão que junte os estranhos no meio da rua e os faça, pela música, saudar a paixão pela grande festa.Mais adiante indaga: Por que músicas antigas se a festa foi renovada? Por que não música com menos de 30 anos no carnaval do Rio? ... Mas o que quer cantar o jovem que está redescobrindo o carnaval com o mesmo repertório que cantavam seus país.E conclui de forma ácida: Foi bonita a festa, pá, mas me incomoda ver a multidão de jovens caminhando nas ruas, atracados em silêncio com suas latinhas de cerveja, sem uma música na boca.

Se a nova onda carioca chegar aqui, não haverá mais dúvida sobre qual o local para o principal palco do carnaval friburguense. Já as observações do colunista seguramente também se aplicarão ao nosso burgo.

Ney Fabiano de Castro – é advogado e administrador

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