Café Literário: O Homem e a Maçã


Estou sentado e descansando, a macieira sob minha cabeça já não me protege do sol, pois este agora se faz presente no horizonte. Meus olhos aos poucos vão cedendo ao cansaço devido a horas de estudo aplicado, gosto de sentar neste lugar e admirar as belezas da natureza, as que eu posso ver e as que se escondem em meio aos mistérios do universo.

O sono vem e leva meus pensamentos para lugares que eu próprio desconheço de repente algo atinge minha cabeça, a dor me faz murmurar palavras impróprias para aqui serem escritas. Observo a maçã caída em meu colo, entre mim e meu livro. Tudo parecia fazer sentido naquele momento... Minha teoria estava por terminar desde então.

A Lua me presenteia com sua presença. Deparo com um pensamento que se aloja em minha mente por toda madrugada, este faz com que eu pare meus estudos. Saio do meu escritório e caminho até a macieira do lado de fora da casa. Recolho a maça que outrora me acertara em cheio e reflito enquanto admiro sua vermelhidão a luz da Lua. Como pode um fruto carregar diversos significados e símbolos? No passado cristão, era conhecido como o fruto proibido, segundo a bíblia (mas veja, eu parafraseando a Bíblia) simbolizava a tentação humana e o pecado. Hoje, arrisco dizer que minhas teorias serão prontamente associadas ao acontecimento de ontem envolvendo este pequeno e delicioso fruto. Qual será seu futuro?

Mordo sua lateral. Concordo com a Igreja Católica e suas histórias bíblicas em um único ponto, o sabor desse fruto é tão tentador que pode cegar os homens, pode se tornar um vício, lares e locais públicos, será vendido em todo lugar. Bem, acho que essa seria a geração da maçã!


Gabriel Medeiros

Gabriel Ventura Medeiros, 17 anos, estudante de Arquitetura e Urbanismo e escritor amador

"De Harry Potter à Edgar Allan Poe, sustento desde da minha infância a sede por literatura fantástica. Já com uma idade mais avançada, artigos filosóficos e políticos ganharam minha atenção e me levaram a escrever várias crônicas criticas ao modelo social em que vivemos. Fã "estilo restart" de bons filmes, seja qual for o gênero ou a faixa etária. Curso arquitetura e urbanismo, pois é o que ocupa minha mente de maneira incondicional faz algum tempo. Uma dica para os que gostam da vida: reflitam e questionem!"

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A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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