As dez melhores músicas para fazer amor

Curto muito ouvir música. E nessa minha jornada musical de trinta e um anos, já ouvi um sem número de canções espetaculares, outras, nem tanto. Mas numa dessas andanças musicais, fiquei pensando "caramba, essa música é extremamente romântica...". Daí decidi fazer uma lista – inspirado no blog Listas Literárias - com dez músicas que, em minha opinião, criam um clima bacana para curtir sua paixão.

1 - Theres a never forever thing (A-ha)

There's never a forever thing é uma música da banda norueguesa A-ha, lançado no ano de 1989, um single lançado somente no Brasil. A-ha foi uma banda norueguesa de synthpop formada pelo vocalista Morten Harket, o guitarrista Paul Waaktaar-Savoy e o tecladista Magne Furuholmen.
Após formarem o grupo em 1982, saíram da Noruega rumo a Londres com o objetivo de fazer uma carreira no mundo da música. A origem do nome a-ha surgiu após Mags ter lido este termo num caderno de anotações de músicas e outras composições de Paul. O "a-ha" vem da exclamação "aha!!", no sentido de surpresa ou algo novo; Mags sugeriu este nome para a banda, e Paul gostou da ideia, a medida que eles queriam um nome de fácil memorização e que mais se aproximasse do som da língua norueguesa. O sucesso do a-ha nos Estados Unidos culminou com a indicação da banda para o Grammy de 1986 na categoria Revelação, que acabou sendo vencido pela cantora Sade. Para mim, é a música mais romântica de todas, tanto pela letra, pelo arranjo musical, pela sonoridade. Theres a never forever thing (Nada é para sempre), parece falar de uma despedida, uma separação. Contudo, o homem promete ficar com a mulher até ela se acalmar. Em um determinado trecho da música, o eu-lírico afirma "Eu estarei aqui durante a noite/Com você até os primeiros sinais de luz", onde a noite pode significar a tristeza, e os primeiros sinais de luz, a paz, a felicidade:

Querida.../Feche seus olhos agora/Não chore/Está tudo bem/Deite-se/Deixe as luzes acesas/Está tudo bem, querida/Eu estarei aqui durante a noite/Com você até os primeiros sinais de luz/Diga a palavra e eu virei esta noite/Está tudo bem agora/Não chore agora (...)

2 – No Ordinary Love (Sade)

No Ordinary Love é música da banda Sade, do quarto álbum de estúdio, Love Deluxe (1992). Sade Adu é o nome artístico de Helen Folasade Adu, vocalista da banda Sade, popular no Reino Unido, formada por si e por elementos da então extinta Pride - Stuart Matthewman, Andrew Hale e Paul Spencer Denman. Sade nasceu na Nigéria, mas foi criada em Colchester, Reino Unido, onde cresceu ouvindo mestres do soul como Marvin Gaye, Curtis Mayfield e Donny Hathaway. No Ordinary Love (Esse não é um amor normal), fala de uma pessoa abandonada e que ainda sente a falta da pessoa que se foi:

Eu te dei todo o amor que eu tinha/eu dei mais do que podia dar/eu te dei amor/eu te dei tudo o que tinha por dentro/e você levou meu amor/você levou meu amor (...) Esse não é um amor normal (...) continuo tentando por você/continuo chorando por você/continuo voando por você/continuo voando eu estou caindo/Estou caindo/continuo tentando por você/continuo chorando/por/você/continuo/voando por você/continuo voando eu estou caindo/Estou caindo/continuo tentando por você (...)

3 – Like a tattoo (Sade)

Like a tattoo também é uma música da banda Sade. Assim como No Ordinary Love, cria toda uma atmosfera sensual, da mesma forma como a maioria das músicas de Sade. Isso tudo se deve à voz marcante da vocalista além dos arranjos musicais, que se encaixam perfeitamente. A música é de uma poética gritante:

Ele me contou doces mentiras sobre doces amores/Pesadas com o fardo da verdade/E ele falou de seus sonhos/Quebrados pelo fardo/Quebrados pelo fardo de sua juventude/Quatorze anos, ele disse
Eu não podia olhar para o sol/Ela o viu na ponta da minha arma/Faminto pela vida/E sedento pelo rio distante/Eu lembro de suas mãos (...)Enquanto revelo minha vergonha a você/Eu a uso como uma tatuagem (...)

4 - Ordinary World (Duran Duran)

Ordinary World é da banda de rock inglesa Duran Duran, do disco Duran Duran, de 1993. Foi o principal single do álbum, que retomou a popularidade do grupo depois do fracasso de "Liberty" de 1990. Simon LeBon, o vocalista, mais tarde iria interpretar a canção com Luciano Pavarotti, no âmbito da ajuda das crianças vítimas da guerra na Bósnia e Herzegovina.
A banda Duran Duran foi formada no ano de 1978, em Birmingham. É a mais bem-sucedida banda dos gêneros New Wave e New Romantic, sendo uma das mais importantes dos anos 80.
Liderou as aparições na MTV, comandando a "Segunda Invasão Britânica nos Estados Unidos".
A banda alcançou sucesso unindo música, arte, sensualidade, elegância e moda, o que lhes valeu o apelido pela imprensa de "os bonitinhos do rock". Além disso, foi pioneira ao ser uma das primeiras bandas a ter clipes filmados por diretores profissionais, com câmeras de 35mm. Em 1984, o grupo foi o primeiro a trazer a tecnologia de vídeo em seus shows de estádio.
Ordinary World (Mundo Normal) fala de uma reflexão sobre a vida, de uma pessoa pós separação:

Eu vim de uma quinta-feira chuvosa/Pela avenida/Pensei ter ouvido você falando suavemente/Eu liguei as luzes, a TV/E o rádio/Ainda não consigo escapar de seu fantasma/O que está acontecendo com isso tudo?/"Louco", alguns dizem./Onde está a vida que eu conhecia?/Foi embora.../Mas eu não vou chorar pelo ontem,/ um mundo normal/De algum modo eu tenho de encontrar./E enquanto eu tento trilhar o meu caminho/Para este mundo normal,/Eu aprenderei a sobreviver (...)

5 - Come Undone (Duran Duran)

Come Undone é o segundo single do álbum de Duran Duran (The Wedding Album). Com seu sucesso comercial e de crítica restabelecida pelo anterior "Ordinary World ", o segundo lançamento do álbum continuou a mostrar mais de entrada da banda no gênero Adult Contemporary. O guitarrista do grupo, na época, Warren Cuccurullo, é creditado com o desenvolvimento da instrumentação para "Come Undone", a letra foi escrita pelo vocalista Simon Le Bon como um presente de aniversário para sua esposa, a supermodelo Yasmin Le Bon ). Come Undone (Desfeito), também fala de despedida, de um amor desfeito:

Meu sonho imaculado, feito de fôlego e pele/Eu estive esperando por você/Marcado com uma tatuagem caseira/Feliz aniversário para você, foi criado para você/(Não consigo evitar entrar em crise/Não consigo acreditar, que você esteja deixando meu coração em pedaços)/Oh,vai levar um tempo, talvez até um pequeno crime para desmoronar (...)

6 – Lanterna dos Afogados (Os Paralamas do Sucesso)

Lanterna dos Afogados é uma música dos brasileiros Os Paralamas do Sucesso, lançada em 1989. Formada por Herbert Vianna (guitarra e vocal), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). No início a banda misturava rock com reggae, posteriormente passaram a agregar instrumentos de sopro e ritmos latinos. A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Legião Urbana.
Lanterna dos Afogados, segundo o próprio Herbert, fala da agonia mulheres que esperavam seus maridos nos postos das embarcações. (Mas há um livro do Jorge Amado – Jubiabá – em que há um bar de praia chamado Lanterna dos Afogados)

Quando tá escuro/E ninguém te ouve/Quando chega a noite/E você pode chorar/Há uma luz no túnel/Dos desesperados/Há um cais de porto/Pra quem precisa chegar/Eu estou na lanterna dos afogados/Eu estou te esperando/Vê se não vai demorar (...)

7 – Andrea Doria (Legião Urbana)

Andrea Doria foi gravada no álbum Dois, de 1986, da Legião Urbana. Legião Urbana foi uma banda brasileira de rock surgida em Brasília, ativa entre 1982 e 1996. Ao todo, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 20 milhões de discos vendidos. Ainda hoje, é o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vende discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. A música Andrea Doria me parece uma despedida, assim como There's a never forever thing do A-ha, fazendo uma analogia entre um fim de um relacionamento com um naufrágio (o nome Andrea Doria é uma referência a um transatlântico italiano naufragado em 1956).

Às vezes parecia/Que de tanto acreditar/Em tudo que achávamos/Tão certo.../Teríamos o mundo inteiro/E até um pouco mais/Faríamos floresta do deserto/E diamantes de pedaços/De vidro.../Mas percebo agora/Que o teu sorriso/Vem diferente/Quase parecendo te ferir... (...)

O SS Andrea Doria foi assim batizado em homenagem ao almirante genovês Andrea Doria. Em 26 de julho de 1956, quando navegava rumo a Nova Iorque, colidiu com o MS Stockholm, um navio de bandeira sueco-americana, vindo a naufragar, vitimando 51 pessoas.
8 - The Only Exception (Paramore)

The Only Exception é uma música da banda americana Paramore, do álbum Brand New Eyes. A banda Paramore, formada por Hayley Williams, Jeremy Davis e Taylor York, . em Franklin, Tennessee no ano de 2004, já lançou três álbuns de estúdio: All We Know Is Falling, Riot! e Brand New Eyes. The Only Exception (A Única Exceção) foi muito bem recebida pelos especialistas e recebeu uma indicação ao Grammy na categoria "Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocais". A música fala de uma pessoa (Hayley Williams) que não acredita no amor, principalmente devido ao divórcio dos pais dela quando ainda era criança, mas ela muda de opinião depois de alguns acontecimentos:

Quando eu era mais jovem eu vi/Meu pai chorar e xingar ao vento/Ele quebrou seu próprio coração e eu assisti/Enquanto ele tentava remontá-lo/E minha mãe jurou/Que jamais se deixaria esquecer/E aquele foi o dia em que eu prometi/Que nunca iria cantar nada sobre amor se ele não existisse/Mas, querido, você é a única exceção/Bem, você é a única exceção/Bem, você é a única exceção/Bem, você é a única exceção (...)

9 – Advice for young heart (Tears for Fears)

Advice for young heart é daquele tipo de música que sempre tocava nas festinhas americanas. Faz parte do álbum "The Seeds of Love", de 1989, da banda britânica Tears for Fears. O grupo, surgido nos anos 1980, é formado por Roland Orzabal (voz e guitarra) e Curt Smith (voz e baixo). Se destacaram pela versatilidade de temas usados em suas canções, pelo detalhismo e pela vigorosa utilização do sintetizador. Venderam mais de vinte milhões de discos e obtiveram vários discos de ouro e de platina.
Em Advice for young heart (Conselho aos jovens de coração), o trecho "O amor é uma promessa, o amor é uma lembrança, uma vez dado, nunca esquecido, nunca deixe-o desaparecer" é uma citação de John Lennon .

Conselho aos jovens de coração/Logo seremos velhos/Quando faremos isso funcionar?/Gente demais vivendo num mundo secreto/Enquanto brincam de mães e pais/Brincamos de garotinhos e garotinhas/Quando faremos isso funcionar?/Eu poderia ser feliz/Poderia ser bem ingênuo/Somos apenas eu e minha sombra/Felizes em nosso faz-de-contas/Logo... (...)

10 – Eyes without a face (Billy Idol)

Eyes without a face é outra "lentinha" que fazia os corações estremecerem nas festinha americanas. Nessa hora todo mundo queria largar a vassoura para dar ums beijos em alguém. A música é do britânico Billy Idol, nome artístico de William Albert Michael Broad (não parece o Supla?).
A origem do nome excêntrico deve-se aos desenhos animados Sport Billy dos quais William era um acérrimo fã (daí o Idol). Iniciou a carreira no vocal e guitarra da banda "Generation X" que também trazia Tony James no baixo e John Towe na bateria, em 1979. Após três discos lançados, o grupo acaba em 1980 e já no ano seguinte, Billy Idol resolve investir em uma carreira solo. Mudou-se em definitivo para os Estados Unidos e lançou Eyes without a face (Olhos sem um rosto) junto com o respeitadíssimo guitarrista Steve Stevens.
Em 19 de janeiro de 1991, Billy Idol fez a sua primeira apresentação no Brasil, na segunda edição do Rock In Rio.

Estou totalmente sem esperança,/Mais um rompimento sério poderia causar uma queda./Quando eu estiver longe de casa,/Não me chame no telefone/Para me contar que você está sozinha./É fácil enganar,/É fácil provocar,/Mas difícil de conseguir liberação.../Olhos sem um rosto/Não têm nenhum encanto humano/Seus olhos sem um rosto (...)


11 – Baker Street (Michael Mind)

Eu sei que a lista era de dez, mas essa não podia ficar de fora. Baker Street é uma música de Gerry Rafferty, incluída no disco "City to city", datado de 1978. O arranjo é famoso por seu riff de saxofone, interpretado por Raphael Ravenscroft. Inclusive, Baker Street é uma rua de Londres, famosa por abrigar a casa de um dos ícones da literatura mundial, ninguém mais ninguém menos que Sherlock Holmes.
Digressões à parte, a melhor versão, até pouco tempo, para mim era a que o grupo de dança Undercover fez em seu álbum de 1992 Check Out the Groove. Mas aí veio o Michael Mind e mudou tudo. Lançada 30 anos depois da primeira versão, ela volta às pistas de dança do mundo inteiro no estilo do novo milênio: Electro.
Também acho que essa música cria um clima bacana e por isso, não pude deixar ela fora da lista, mesmo que seja uma espécie de "bônus". (Essa é legal para tirar aquela onda de go-go boy para a namorada!)
Trilhando seu caminho pela Rua Baker/Clareie sua cabeça e bastante cansado/Bem, outro dia louco, você vai beber por toda noite/E esquecer de tudo/Esta cidade deserta faz você se sentir tão frio/São tantas pessoas, mas sem nenhuma alma/E você leva tanto tempo para descobrir o que estava errado/E você pensou em tudo (...)

Pacheco também é cultura!

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