Anagrama


O terno abraço me consome, me arrasta para as profundezas de teu peito com a força das paixões jovens. Palavras doces exalam perfumes nunca antes conhecidos, me provocam arrepios na tez pálida, tão fria como noites invernais. Teus lábios rubros tocam-me a pele eriçada, despertam em mim os desejos mais íntimos e é para isso que estou aqui. Entrelaçamos nossos corpos que se enlaçam vigorosamente, enquanto o ar se condensa na atmosfera do quarto. Beija-me, me cala, me leva para qualquer lugar!

Mas não me abandone jamais, tu não podes! Teus beijos são como bálsamo, me entorpecem, preciso-te! Andejas longe de mim e, então, eu te tomo pelos braços, tu voltas e me ama outra vez. Eu sou quem te deseja, te cobiça ardentemente, como um precioso tesouro. Bem sei que tens outros, mas não me importo, pois essa é tua natureza.

Minha natureza é te querer...

Querer-te é minha natureza...

Pois essa é tua natureza, bem sei que tens outros, mas não me importo. Como um precioso tesouro, te cobiço ardentemente, eu sou quem te deseja. Tu voltas e me ama outra vez, eu te tomo pelos braços e, então, andejas longe de mim. Preciso-te! Entorpecem-me teus beijos, são como bálsamo! Mas tu não podes, não me abandone jamais! Para qualquer lugar me leve, me beije, me cale! O ar se condensa, enquanto entrelaçamos nossos corpos que, na atmosfera do quarto, vigorosamente se enlaçam. Para isso é que estou aqui: despertam em mim os desejos mais íntimos teus lábios rubros e, tocam-me a pele eriçada. Tão fria como noites invernais, me provocam arrepios na tez pálida; nunca antes conhecidos, perfumes exalam doces palavras. Com a força das paixões jovens, o terno abraço me arrasta para as profundezas de teu peito, me consome!

És a lascívia encarnada! Tua pele alva, iluminada pelo luar, é fresca e suave ao toque; teus movimentos são singelos, graciosos e devassos...

E eu te comtemplo assim: teu corpo a bailar, febrilmente, em nosso amor   insopitável! Refletida num espelho, tal qual um anagrama, quase perfeito, eu te quero e te desejo cada vez mais.

George dos Santos Pacheco

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