Gasto de campanhas em Nova Friburgo ultrapassa verba de socorro após tragédia das chuvas


Cidade mais devastada pela tragédia das chuvas em janeiro de 2011, Nova Friburgo, na região serrana do Rio, tem seis candidatos na disputa pela prefeitura. As promessas de reconstrução do município, onde 429 pessoas morreram nas enxurradas, fazem parte do discurso dos políticos, que, juntos, planejam desembolsar R$ 11,2 milhões na campanha eleitoral. A previsão de gastos superam em mais de R$ 1 milhão os recursos federais que entraram nos cofres municipais após a catástrofe.

Em Teresópolis, cidade vizinha que recebeu R$ 7 milhões da União, oito candidatos também vão investir pesado na disputa. Os políticos pretendem movimentar R$ 8,7 milhões durante as eleições. O pleito de outubro acontecerá oito meses após a cidade eleger Arlei Oliveira (PMDB) como novo prefeito. Jorge Mário Sedlacek (PT), que estava no cargo até novembro passado, teve o mandato cassado por suspeita de desvio de verbas destinadas à recuperação do município.

Até hoje, as duas cidades não se recuperaram completamente. Em todas as partes ainda há marcas do maior pesadelo já enfrentado pela serra fluminense, como encostas sem contenção e casas e pontes destruídas.

Em Nova Friburgo, as denúncias de desvios da verba destinada à recuperação da cidade provocaram um clima de instabilidade política. Dermeval Barbosa Neto (PTdoB), que estava à frente da prefeitura na época da tragédia, foi afastado por decisão da Justiça sob a acusação de irregularidades na aplicação dos recursos. Em seu lugar, assumiu o presidente da Câmara dos Vereadores, Sérgio Xavier (PMDB).

É nesse cenário que se desenha a corrida eleitoral pela prefeitura, uma disputa que traz dois nomes na ponta da lista dos investimentos milionários: o ex-deputado estadual Rogério Cabral (PSD) e o empresário Jairo Wermelinger (PHS), que pretendem gastar R$ 3 milhões para conquistar a preferência dos 147.115 eleitores.

Sem verba partidária, os candidatos disseram ao R7 que devem recorrer ao próprio bolso para viabilizar as duas mais caras campanhas da cidade. Eles contam também com doações de empresas instaladas no município.

A concorrência pela prefeitura de Friburgo conta ainda com o professor Jorge de Carvalho (PTdoB), com R$ 2 milhões. A ginecologista Dra. Saudade (PSB), que já governou a cidade entre 2000 e 2008, orçou os gastos em R$ 1,7 milhão, seguida pelo advogado Marconi Medeiros (PMN), com R$ 1,4 milhão e o agente administrativo Edil (PSol), que apresenta número mais modesto, R$ 100 mil.

Em Teresópolis, o atual prefeito Arlei de Oliveira (PMDB) pretende desembolsar R$ 1,5 milhão para financiar santinhos, cabos eleitorais e carros de som. No entanto, os maiores gastos de campanha ficam por conta do deputado estadual Nilton Salomão (PT), que prevê investimentos de R$ 2,5 milhões e a professora Rosário, com estimativa de R$ 2 milhões. Ainda estão na disputa Cleyton Valentim (PR), com R$ 1 milhão; o médico Dr. Maurício, com R$ 700 mil; Gerson Ribeiro (DEM) e Tricano (PP), com R$ 500 mil cada, e o professor Rodrigo Cosenza (PSol), com a menor verba entre todos, R$ 5.000.

A 60 km de Teresópolis, a cidade de Petrópolis, também devastada pela tragédia das chuvas, tem cinco candidatos concorrendo à vaga de prefeito. Juntos, eles vão gastar mais de R$ 5,5 milhões na disputa pelo voto dos 241.400 eleitores. Para recuperar o município, a prefeitura recebeu no ano passado R$ 7 milhões.

Fonte: R7

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