A greve dos caminhoneiros foi suspensa


Caminhoneiros parados no acostamento e na pista da direita da  Rodovia Presidente Dutra
 A greve dos caminhoneiros foi suspensa ontem, dia 31 de julho, após negociações entre representantes do governo e dos manifestantes. O foco do incidente foi a promulgação da Lei 12.619/2012 que regulamenta o descanso de 11 horas entre duas jornadas e a parada de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas.
Segundo notícias veiculadas ontem nos jornais, o preço da batata, por exemplo, chegou a subir 90% em virtude da greve, por falta de oferta no mercado.
Entendo que todo e qualquer direito deve ser reivindicado,nem que para isso seja necessário a greve, aliás, prevista na Constituição.
Não há dúvidas que a manifestação trouxe prejuízos a toda a população e traria muito mais, como em outra greve ocorrida há alguns anos. Não há dúvidas também que o Brasil é totalmente dependente do transporte rodoviário de cargas. Não seria a hora então do Governo Federal repensar sua política de transportes?
Senão, vejamos:

Segundo dados do site Superinteressante, “dos 29 798 quilômetros de ferrovias que existem no Brasil, mais ou menos 10 mil foram construídos pelo imperador Dom Pedro II. Como ninguém nunca mais investiu tanto quanto ele em trens, a malha ainda tem cara de século 19 e não satisfaz às nossas necessidades há muito tempo. Temos tantos quilômetros de trilhos quanto o Japão, cujo território é do tamanho do estado de São Paulo. Os EUA têm 14 vezes mais ferrovias do que nós. A ênfase nas rodovias deixa o transporte de cargas mais caro, principalmente para grandes volumes e grandes distâncias.”
Ainda segundo o site, “se uma carreta leva até 30 toneladas de carga, um trem chega a 3 mil. Construir trilhos é caro, mas mesmo assim esse tipo de transporte é 20% mais barato do que o rodoviário, ainda mais em distâncias acima de 600 quilômetros. Só que 62% do transporte no Brasil é feito por rodovias, e 23% por ferrovias. E a malha não alcança as novas fronteiras agrícolas, como o oeste da Bahia, o Mato Grosso e o Tocantins.”

Transporte Ferroviário Brasileiro: Ineficiente

Não existe motivo para não investir no transporte ferroviário no Brasil. Exceto se pensarmos que muitos ganham com o transporte rodoviário, como as transportadoras, montadoras de veículos, distribuidoras de combustível.
Não se trata, porém, de extinguir o sistema rodoviário,se trata de maior investimento na malha ferroviária para não sermos tão dependentes da primeira; as duas podem coexistir sem problemas, atuando em curtas e longas distâncias, respectivamente.
EUA: 14 vezes mais ferrovias do que o Brasil

Espera-se que o Governo,  depois dessa, tome iniciativas concretas para solucionar este nó górdio do transporte brasileiro.

Referências e Fontes:

Pacheco também é cultura!

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