III Ciclo de Internacional de Conferências e Debate na FEUFF

O III Ciclo de Internacional de Conferências e Debates é um evento itinerante surgido de projeto de cooperação acadêmica entre pesquisadores brasileiros e franceses, desde 2008, intitulado “Criminalidades coletivas e individuais”. Em sua primeira edição, em abril de 2008, versou sobre o tema “Leituras Psicanalíticas do Crime”, tendo sido sediado pelo IMS-UERJ, com atividades na FEUFF, PPG de Psicologia da PUC-SP, IP-USP e Instituto Sedes Sapientiae. A segunda edição do evento, em 2009, foi sediada pelo IP-USP e pelo PPG em Saúde Mental e Psicologia Médica da FCM – UERJ, e teve por tema “Parentalidade, feminilidade e adicções”. Ambos eventos contaram com ampla participação de pesquisadores, professores, alunos de graduação e pós-graduação, bem como de profissionais das áreas de saúde e de educação.
A terceira edição do evento será sediada pelo IP-USP e pela FEUFF. Na etapa que ocorrerá na UFF, intitulada “Crises na esfera educativa: violências, políticas e o papel do pesquisador”, sua expressão será voltada para a discussão do problema da crescente violência nas escolas, vislumbrando sobretudo a troca de experiências entre pesquisadores e profissionais da área de saúde e educação, no Brasil e na França, dada a magnitude do fosso entre as políticas de guerra em detrimento da educação e da saúde pertinentes ao sistema neoliberal capitalista globalizado. A verve crítica dos encontros buscará discernir entre a eclosão de atos transgressivos, seja em crimes individuais, seja em manifestações coletivas, cuja fonte seria a rebeldia e a indignação, de uma política de medicalização e judicialiação estigmatizante, muitas vezes provocada pelo antagonismo do sistema em contraposição ao desejo de crianças e jovens por uma mudança de paradigma social. 
Encontro de base transdisciplinar, visa a construção de um debate pautado na abordagem psicanalítica, na ponderação filosófica e no olhar antropológico sobre o nó entre o ímpeto criminal e o desejo de saber e de justiça inerentes ao humano, salientando suas origens nos embates políticos, discursivos e em sua interpenetração no laço educativo. Assim, a questão primordial, que norteia esse ciclo de conferências e debates, é a crítica da imbricação entre as políticas hegemônicas versus uma verdadeira e ampla transformação do laço social. 
Qual o papel do pesquisador nesse cenário diante daquilo que acaba surgindo enquanto violência e crime atuado no plano educacional? 
Em que medida a escuta psicanalítica cotejada pela elaboração filosófica e por um olhar antropológico humanitário poderiam contribuir para a desconstrução desse modelo?



 III Ciclo de Internacional de Conferências e Debates
Crises na esfera educativa: violências, políticas e o papel do pesquisador

PROGRAMAÇÃO
23/04/2012 – Segunda-Feira
9 às 12 horas
Conferência: Dada a morte – implicação e responsabilidade política dos intelectuais
Sophie de Mijolla-Mellor - Universidade de Paris Diderot
Debate: Jô Gondar - UNIRIO
Moderação: Marília Etienne Arreguy – UFF

14 às 17 horas
Mesa-Redonda: Dimensões da violência na educação contemporânea.
Produção de subjetividades e “delinquência”
Cristina Rauter – ICHF – UFF
Racismo cordial e o sujeito negro no Brasil atual
Maria das Graças Gonçalves – FE UFF
(In)segurança nas escolas: bullying?
Giovanna Marafon – FE UFF
Moderação: Hustana Vargas – PPGE UFF

24/04/2012 – Terça-Feira
9 às 12 horas
Conferência: O incontornável desejo de servidão como fonte de violência
Christian Hoffmann – Universidade de Paris Diderot
Debate: Joel Birman – IP UFRJ
Moderação: Sandra Cabral Baron – PPGE - UFF

14:00 às 17:00 horas
Mesa-Redonda: Tendências criminais e a violência contranaturans
Afinal, por que matamos?
Francisco Ramos de Farias – UNIRIO
Limites da palavra na prática docente
Maria Angélica Pisetta – FE UFF e Luciana Gageiro
Coutinho – FE UFF
Enlaces da violência com o saber: em que pesa o ato do pesquisador?
Marília Etienne Arreguy – FE UFF
Moderação e Encerramento: Cristina Lúcia Maia Coelho – FE UFF

LOCAL
Campus Gragoatá – Bloco D
Auditório Florestan Fernandes
ENTRADA FRANCA
Com direito a Certificado – Vagas limitadas
Inscrições: subjetividadefeuff@gmail.com

Pacheco também é cultura!

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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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