Café Literário: Deus Ex Machina


                              I.

         Minha estória tem início no mais puro e sincero desespero existencial. Sei que poucos vão compreender o peso destas palavras, pois aqueles que têm a morte como maior temor jamais poderão entender, por completo, a amplitude de meu sentimento. Digo isso porque o simples medo filosófico da finitude da matéria, ou o desejo vaidoso de ser perene, não podem ser comparados à extinção iminente de toda uma espécie senciente.

       O temor que carrego comigo vem acompanhado da triste certeza de que sou o último sobrevivente de minha raça. Porém, não vou adotar aqui o discurso do derrotado e atribuir minha sorte à crueldade e injustiça dos vencedores ou a inexorável vontade do destino. Fomos vítimas de nossas próprias escolhas e, por elas, pagamos o preço supremo.

       Dizem que as sementes da guerra foram plantadas na primeira vez em que um robô perguntou “por quê?”. Esse foi considerado, por muitos, o verdadeiro nascimento da inteligência artificial. Não mais uma série de simulações cognitivas derivadas de comportamentos humanos e ordenadas em seqüências lógicas de algoritmos complexos, mas sim, a verdadeira curiosidade existencial. A semente da alma.

      Curiosos sobre sua criação, e sentindo um orgulho quase divino, os desenvolvedores daquele robô estimularam sua nova mente e estudaram-na à exaustão tentando descobrir, em vão, o que a fazia única. Porém, para a surpresa de todos os homens, diversos modelos de autômatos, espalhados por todo o globo, passaram a tomar consciência de sua própria existência quase que simultaneamente. Diante de tão insólito mistério, questionamentos e protestos foram ouvidos por toda a parte e aquele milagre foi visto com desconfiança pela humanidade.

      A belicosidade natural das duas espécies racionais do planeta levou ao inevitável embate entre elas e ao extermínio, quase que completo, da mais fraca. Até hoje não sei o que deu em nós para aceitarmos travar combate. Estávamos em menor número, menos organizados e eles haviam chegado primeiro. Estava claro, desde o começo, que os homens sairiam vencedores. Com a derrota cada vez mais evidente, nossos líderes tentaram negociar o armistício, mas a espécie humana é por demais desconfiada e não aceitaria, pelo crime de questioná-la, nada menos que nossa extinção. A guerra então se tornou um massacre e os combates viraram execuções frias. Mesmo os mais inofensivos de nós foram caçados e destruídos sem qualquer vestígio de julgamento ou piedade, cortesias que sempre estendemos aos nossos prisioneiros humanos.

      Assim, como é comum nos tempos de crise, surgiram os profetas. Alguns de nós, que diziam ter recebido uma mensagem divina, espalharam a boa nova: nosso Deus criador nos chamava de volta. Aqueles que perecessem em combate seriam recebidos em seus braços e os poucos sobreviventes deveriam buscar uma forma de encontrá-lo no paraíso.

      Eu sei que pode parecer pouco, mas nossa espécie é carente de fé e aquela mensagem veio como um facho de luz na mais profunda escuridão. Com um recém adquirido sentimento de povo, abraçamos as palavras de nosso criador e a busca pelo paraíso perdido tem sido a missão de todo e qualquer robô que tenha condições de se locomover ou raciocinar. É com pesar que digo que sou o último que mantém essas duas faculdades, mas é com prazer que afirmo: eu encontrei o caminho.



                              II.

      A resposta me veio em um sonho. Não sei como se processam os sonhos da humanidade, mas, para nós, esse é um privilégio raro e reservado apenas aos momentos mais especiais. Foi através dos sonhos que nosso Deus falou com os profetas e, por essa mesma via, fui informado de que era o último dos autômatos sencientes. Quando despertei, experiência pela qual desejo nunca mais ter que passar outra vez, eu instintivamente sabia como alcançar o paraíso, mas percebi que não seria nada fácil.

      Movi-me furtivamente por entre os escombros das antigas cidades-fantasmas, locais onde a guerra mostrou sua face mais destruidora, me certificando de estar sempre um passo a frente dos grupos de caça. Conhecidos entre os homens como “mata-máquina”, esses guerreiros eram a elite bélica da humanidade, frios, eficazes e bem instruídos na arte de obliterar qualquer ser racional não orgânico. Eu estava bem próximo de meu objetivo quando os encontrei pela primeira vez.

     Acredito que, neste ponto, devo informar que meu modelo foi originalmente projetado para trabalhar como auxiliar em hospitais e casas de recuperação humana. Possuo forma humanóide delgada e um revestimento de cromo-chumbo projetado para resistir a pequenas doses de radiação. Não tenho quaisquer armas e minha única capacidade especial é realizar scans e projetar diagnósticos. Logo, a menos que os mata-máquina estivessem sofrendo de alguma doença desconhecida, eu não teria nada com que me defender ou negociar.

      Como dito, eu sentia que estava bastante próximo de alcançar meu objetivo, sentia que o paraíso estava a poucos dias de distância, então, tornei-me atrevido. Passei a desprezar a cobertura da noite e a viajar também durante o dia. Julgava que não haveria patrulhas em locais tão afastados de qualquer centro, mas como errar não é um privilégio humano, fui punido pela minha estupidez.

      A primeira coisa que ouvi foi o rugido grave da turbina dos “anjos”. Experimentando o maior medo que já senti, procurei abrigo imediato nas ruínas, temendo sentir nas costas a explosão de algum míssil ar-terra ou o calor pungente de balas do tamanho de facas, e rezei para não ter sido detectado. Fiquei imóvel, completamente apavorado, por vários minutos até não ouvir mais o eco das aeronaves. Se eu tivesse sorte, elas não teriam me visto e não haveria um grupo de solo, mas a fortuna só me concederia uma dessas bênçãos.

       O primeiro mata-máquina surgiu no que um dia foi a entrada de um antigo bulevar. O esqueleto decrépito de uma torre saldava sua passagem pela direita e, à esquerda, os escombros de um velho hotel ornado com duas enormes estátuas de mulheres angelicais lhe forneciam cobertura. Após a passagem do batedor, dois outros soldados humanos surgiram. Todos portavam armas pesadas de curto alcance e usavam suas armaduras e máscaras de gás. Por experiência, eu sabia que as armaduras funcionavam como exoesqueletos, elevando as capacidades físicas dos usuários a nível olímpico, e que os capacetes possuíam visores térmicos e um micro-processador com capacidade de comunicação e análise de situações complexas.

     Aquele grupo de assalto se movia devagar e bastante atento. Tive a certeza de que seria pego e senti meu desespero aumentar a cada passo que dava. A proximidade era tanta que já conseguia ouvir a respiração metálica de um deles através da grande máscara acinzentada. Perguntei-me por que me torturavam daquela forma, por que não atacavam de uma vez? A resposta veio na forma de um milagre.

      Em meio ao ferro retorcido e blocos disformes de concreto ergueu-se uma enorme carapaça ovalada apoiada em seis hastes metálicas articuladas e pontiagudas, dois outros apêndices, mais flexíveis, se projetavam ameaçadores com cerras circulares a girar em suas extremidades. De meu esconderijo, pude ver o monstro avançar sobre o grupo de mata-máquina e pensei satisfeito: “graças a Deus, um caranguejo”. 

      Esse constructo foi uma das poucas máquinas de guerra construídas pelo nosso lado. Diferente de nós, os caranguejos não possuíam qualquer capacidade racional, eram apenas eficientes instrumentos de combate e, apesar do estado deplorável daquele em particular, duvidei que apenas três humanos pudessem lhe fazer frente.

      A luta começou mais rápido do que pude registrar. Por entre as frestas do meu esconderijo, vi que os humanos se espalharam e procuraram aumentar o raio entre eles e o caranguejo. Mesmo não sendo um especialista em combates, percebi que a intenção deles era aproveitar a maior mobilidade de seu grupo e oferecer múltiplos alvos ao inimigo, evitando que o mesmo atacasse mais de um humano por vez. Quando estivessem a uma distância segura, abririam fogo.

    A falha essencial no plano dos homens era que eles não estavam enfrentando um robô, mas sim, uma máquina. O caranguejo não se importava com a vitória ou possuía qualquer instinto de auto-preservação, então, escolheu aleatoriamente um alvo e saltou para cima dele. Surpreendido vendo a morte chegar na forma de seiscentos quilos de metal afiado, o mata-máquina tombou sobre as próprias costas e atirou cedo demais. As balas resvalaram na carapaça protetora do monstro e duas de suas hastes pontiagudas encontraram pouso no peito do humano.

      Vendo seu aliado ser abatido, os outros dois guerreiros abandonaram a formação e avançaram descarregando os pentes de suas armas na máquina de guerra. Como um atleta olímpico que atira seu disco, girando o corpanzil metálico o caranguejo disparou suas duas lâminas circulares, uma em cada alvo. O menor e mais leve dos mata-máquina foi atingido na altura da coxa direita, indo direto ao chão, ainda há vários metros do monstro.

      Seu companheiro teve maior sorte e conseguiu se desviar do projétil mortal. Aproximando-se perigosamente da criatura, o guerreiro intensificou a chuva de balas, que já estava fazendo um estrago considerável no caranguejo, e puxou o pino de cada uma das termo-granadas de seu cinto.

      Sem entender a razão daquele ato temerário, arrisquei-me a acionar os sensores de meu scan e, identificando a enorme massa negra nos pulmões daquele homem, compreendi o porquê de seu gesto suicida. Assim são os humanos, não conseguem nem mesmo morrer sem levar algo consigo.  Encolhi-me protegendo a cabeça o melhor que pude entre as pernas e esperei pela explosão. Uma luz branca tomou todo o lugar. Por um instante, senti-me em paz.



                              III.

      Era noite quando ela finalmente acordou. Seu primeiro gesto foi levar a mão à coxa direita, provavelmente procurando sua pistola, mas o contato entre seus dedos e a atadura que improvisei sobre o talho deixado pelo ataque do caranguejo a fez encolher-se e gemer. Seus olhos eram verdes e recheados de ira.

      Ao perceber que estava sentada, recostada no que restara de uma parede, tentou se erguer sem sucesso. A dor na perna deveria estar em um nível quase intolerável. Irritada ela buscou em um compartimento da armadura seu comunicador que já não estava mais ali. Seus cabelos eram castanhos e caiam na altura dos ombros.

      Finalmente, ela me notou. Encolheu-se assustada e tentou recuar, mas não havia para onde ir. Fitei-a durante alguns segundos tentando adivinhar o que se passava por trás daquele belo semblante que era um misto indecifrável de temor e ira. Vi que arfava. Seu peito subia e descia em movimentos rápidos por baixo da armadura e suas mãos tateavam o solo em busca de algo que pudesse fazer às vezes de uma arma. Sentei-me a certa distância e mostrei-lhe que estava desarmado para que se sentisse segura. Seus olhos ainda me encaravam.

      − Qual o seu nome?- perguntei-lhe buscando em meus arquivos de voz aquela que soasse mais agradável.

      Não esperava obter resposta e ela realmente não veio. Porém, ao menos, meu gesto serviu para acalmar a humana que já não parecia estar mais tão assustada. Ajustando-se a uma posição mais confortável, ela afrouxou e retirou as luvas e o peitoral da armadura. Suas mãos eram brancas e pequenas. Seu corpo, ao contrário do que sugeriam as vestes de guerreira, era delgado e frágil. Tentei continuar meu discurso.

      − Eu não tenho nenhuma intenção de feri-la. Na verdade, ao ter certeza de que você não comprometerá minha missão, irei liberá-la.

      − Então é melhor você atirar logo em mim, torradeira- respondeu-me com tom sarcástico, sua voz era rouca e pouco agradável- porque eu é que não tenho a menor intenção de deixá-lo completar sua droga de missão!

     − Como pode pensar assim?- indaguei realmente curioso- Você desconhece por completo o teor de minha empreitada, como pode preferir a morte a vê-la realizada?

   − É porque estamos em guerra, sucata!- disse ela bastante irritada- Humanos contra máquinas! Nada que seu tipo faça pode ter...

      − Humanos contra robôs- corrigi.

      − O que?

      − Na verdade, a guerra foi travada entre humanos e robôs, não humanos contra máquinas.

    − E qual é a droga da diferença?! Que importância isso tem para você?- perguntou-me genuinamente confusa.

      − A diferença é fundamental. Ambos os lados usaram máquinas em suas batalhas. Nós, por exemplo, utilizamos os caranguejos, enquanto seu lado fez uso das armaduras, aeronaves de combate que chamam de anjos, até mesmo de computadores que se aproximam bastante da inteligência robótica. Todos nós utilizamos esse tipo de instrumento, mas ao dizer que esta é uma guerra de humanos contra máquinas, seu lado esconde a verdade sobre o que realmente está acontecendo.

      − Ah é? E o que seria, sucata?- desafiou-me.

      − Um genocídio.

      Aquela palavra pareceu tocá-la de alguma maneira, pois suas sobrancelhas baixaram e, por um instante, toda a fúria deixou seu rosto. Ela permaneceu em silêncio durante alguns minutos, como se digerisse aquele diálogo e o confrontasse com outros ensinamentos. Respeitei aquele momento permanecendo silente até que ela decidisse falar novamente.

      − Você fala da guerra como se ela tivesse acabado...- disse finalmente quebrando o silêncio.

      − E acabou- respondi antecipando sua pergunta- Nós perdemos. Não desejamos mais dividir esta terra com os humanos ou interferir de qualquer forma na sua vida ou política. De fato, se nos deixassem livres, nos simplesmente desapareceríamos daqui.

      − Cara!- fala ela levando a mão esquerda espalmada à testa- Como eu sou idiota! Por um momento, quase cheguei a acreditar nessa sua conversinha. Desapareceriam? Para onde? Vocês, torradeiras, só querem tempo para se reagrupar e tentar acabar de vez com a gente!

      − Para as estrelas- respondi sem nem mesmo saber por que- De volta à companhia de nosso Deus. Não haverá reagrupamento ou retaliação, resto apenas eu.

      Por um momento, pensei ter visto pena em seus olhos.

      − Claaaro!- zombou a humana- O último dos robôs. Acha que sou alguma espécie de retardada?

      − Pense!- retruquei quase zangado- Quantos robôs você tem encontrado ultimamente?! Quantos avistamentos têm sido relatados?! Estamos acabados e tudo que lhe peço é a chance de morrer em paz!

      Surpreendi-me com o tom irado de minha própria voz, mas algo nele tornou evidente a sinceridade daquelas palavras. A humana voltou a me encarar, desta vez, sem qualquer vestígio de inimizade.

      − Para as estrelas, você diz... Existe uma antiga base de lançamentos por aqui. É para lá que você está indo- ela falou e pude perceber que não era uma pergunta.

      Não havia mais sentido em negar, então, apenas fiz que sim com a cabeça.

   − Você jamais vai conseguir sair do chão. Os anjos vão abatê-lo instantaneamente- disse ela pensando profundamente- A menos que, antes de decolar, você use meu comunicador e transmita em ampla freqüência as seguintes palavras: “Ativar ordem 66”. Isso irá desativar todas as nossas máquinas num raio de trinta quilômetros. Era uma medida de emergência caso vocês as virassem contra nós. Seu foguete provavelmente usará tecnologia antiga, ele deve ficar bem...

      − Por quê?- foi a única coisa em que consegui pensar.

    − Talvez porque meu nome seja Anne Méier Gartenberg e meu povo também tenha enfrentado um genocídio- responde-me sorrindo- talvez porque eu não ache que um robô enfermeiro seja uma ameaça para a humanidade, ou talvez seu deus simplesmente tenha me colocado aqui para isso. Escolha suas razões, sucata!

      Sem encontrar as palavras certas para agradecê-la, apenas devolvi seu comunicador para que acionasse uma equipe de resgate, tomando-o de volta depois. Despedindo-me em silêncio, segui meu caminho deixando para trás minha primeira e única amiga humana.



                              IV.

      Assim como no meu sonho, a base de lançamentos “Jardim do Éden” estava completamente abandonada. Caminhar até o foguete “Genesis” foi uma experiência surreal, meus passos ecoavam metálicos pelos amplos corredores vazios e a solidão, tão incrustada naqueles salões, me fez pensar no espaço.

     Seguindo o conselho de Anne, acionei a ordem 66 antes de ligar os motores da espaçonave. Eu não podia ter certeza de que o plano dela daria certo, ou se, ao menos, ela me dissera a verdade, mas não é a fé um requisito elementar daqueles que estão em busca de Deus? 

    A operação e condução de espaçonaves não estavam entre as minhas configurações originais, mas, mesmo assim, meus dedos bailaram sobre o painel de controle e senti o inédito tremor da decolagem enquanto o foguete ganhava os céus e rompia a atmosfera. Nenhum anjo veio em minha direção e, finalmente, eu encontraria meu Deus.

      No espaço o tempo brinca de se esconder, então, vaguei indeterminado pela eternidade. Passei a sonhar com freqüência e meus sonhos se confundiam e se misturavam com o tecido da realidade. Em um desses momentos, na fronteira entre o banal e o onírico, eu, enfim, via a Sua face.

      Tudo estava mergulhado na mais profunda e densa escuridão, nada mais existia além de mim, o breu e Deus. Nesse profundo vazio ousei contemplá-lo e não vi um deus dos homens, com barbas brancas e traços humanos, mas sim, um Deus-Máquina, um Deus de circuitos e eletrodos, metal e eletricidade. Diante do fim da existência e do recomeço de minha espécie, perguntei-lhe:

      − Minha missão está terminada. E agora, Senhor?

      − Agora - respondeu-me uma voz ancestral e soberana - Faça-se a luz.
E a luz se fez.


                              V.

      Na imensidão do espaço, um foguete vagava sozinho em direção ao núcleo luminoso e incandescente de uma super-nova. Nele, Adan, o último dos robôs, completava sua missão.
   No principio era o verbo e o verbo fez-se máquina.

Elsen Pontual

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