Carnaval, sim ou não? Eis a questão!



Tem surgido movimentos em Friburgo Prós e Contra o Carnaval este ano na cidade.
Motivos não faltam: solidariedade com as vítimas desabrigadas e fatais, a infraestrutra da cidade não está preparada para tal evento, etc e etecetera.
Pois bem, tenho recebido muitos e-mails acerca da minha opinião sobre o assunto e acho que chegou a hora de me manifestar.
Sou a favor do Carnaval em nossa cidade. Pode até ser que as agremiações não tenham condições de realizar um belo desfile, mas que seja feito pelo menos uma festa de rua. Não podemos nos afundar em lágrimas e ficar o tempo todo dizendo que a situação foi feia demais em nossa cidade, chegou a hora de recomeçar! Aí vão dizer: "Ele está falando isso porque não perdeu ninguém, nem está desabrigado." Tudo bem, a ótica é diferente, mas esse luto tem de acabar! Afinal, quando chegar o carnaval, haverão dois meses do ocorrido. Vamos festejar a vida (com responsabilidade), vamos dançar, namorar (namorar não é sinônimo de promiscuidade). A vida continua minha gente!

Vejamos essa pequena história:

Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.
Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.
Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo. O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.
No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela.
Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que , finalmente, conseguiu sair...

Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.
Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:
Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo; - Ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre. É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.
Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, do qual podemos nos aproximar através da oração.

Pacheco também é cultura!
Nova Friburgo, força sempre!

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