Não se esqueçam dele.

Hoje faz um ano que John Hughes nos deixou. Fisicamente, claro. Porque os seus filmes viverão para sempre, seja em vídeo ou nas reprises da TV. Aliás, por conta disso, o Telecine Cult está fazendo uma pequena mostra de Hughes este mês, com um filme por semana, que inclui a sua aclamada obra, "Clube
dos cinco" ("The breakfast club"), dia 18, às 22h; e "Mulher nota mil" ("Weird science"), na próxima quarta-feira, às 22h, além de "Quem vê cara não vê coração" ("Uncle Buck"). Infelizmente, ficaram de fora, desta vez , "A garota de rosa-shocking" ("Pretty in pink"), "Gatinhas e gatões" ("Sixteen candles") e "Curtindo a vida adoidado" ("Ferris Bueller's day off"), que junto com "Clube dos cinco", são os seus melhores.


Antes de ele morrer, um grupo de fãs canadenses cruzou a fronteira e foi até Chicago tentar dar uma incerta no recluso diretor, que sumiu de cena nos últimos 15 anos de sua vida — frustrado pelo fato de a crítica americana nunca ter lhe dado o devido valor, mas milionário, por conta da receita dos filmes da série "Esqueceram de mim". Contudo, o que era para ser um registro particular acabou virando o documentário "Don't you forget about me" (em exibição no canal Max). Porque, poucas semanas após a tentativa frustrada da rapaziada em falar com — ou pelo menos ver — o seu ídolo de perto, ele morreu, vítima de um ataque cardíaco fulminante, em Nova York.  Por isso, pegaram o que haviam filmado para uso pessoal e inseriram
entrevistas com pessoas que trabalharam com Hughes ou eram seus fãs.
Entre os depoentes, o cantor Jim Kerr, da banda escocesa Simple Minds (que toca aqui este mês), que não teria estourado na América não fosse Hughes ter usado a música "Don't you forget about me" na trilha de "Clube dos cinco". Sobre isso, Kerr falou recentemente ao Rio Fanzine:

— Para ser honesto, não tinha visto os filmes dele até o Hughes nos adotar. Ele adorava música pop britânica (outro filme seu, "Pretty in pink", é o nome de uma música do inglês Psychedelic Furs), era um entusiasta daquela música nova dos anos 80, realmente ouvia as bandas e fazia a seleçao para as trilhas de seus filmes, não era algo imposto pela gravadora, para beneficiar certos artistas do catálogo. Ele era um cavalheiro, foi muito importante pra gente acontecer na América e no mundo. Pessoalmente, eu gosto muito de "Sixteen candles/Gatinhas e gatões", mas serei grato para sempre a Hughes e ao "The breakfast club" -- diz Kerr, lembrando, no documentário, que foi Hughes quem sugeriu o refrão com os "la, la, las" do final, que ficou marcado na música, já que isso não estava em sua versão original, que não tinha um fim definido.

*trecho de matéria publicada na coluna Rio Fanzine, do caderno Rio Show, em 06/08/10
Pacheco também é cultura!

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