Entrevista: Ricardo Thadeu


Olá amigos!

apresentei a vocês o poeta Ricardo Thadeu. O cara me concedeu uma entrevista para lá de bacana, que vocês podem curtir agora:

1- Seja bem vindo à Revista Pacheco, Ricardo! Como começou seu interesse pela Literatura?

Ricardo: 'brigado, George! Cara, sempre tive contato com literatura na escola, mas achava tudo aquilo um saco! Só no ensino médio é que comecei a despertar real interesse. Eu escrevia algumas histórias em parceria com uns malucos da minha sala, era uma espécie de "oficina inconsciente".

Já na universidade, durante as aulas de Teoria da Literatura (ministradas pelo professor e poeta Roberval Pereyr), fui apresentado à Revista Hera e alguns eventos na academia me colocaram frente a frente com escritores ducaráleo como Gustavo Rios e Lupeu Lacerda. Daí por diante meu interesse pela literatura, especialmente pela poesia, não sumiu mais e se sumir eu vou atrás.

2 - Fale-nos sobre o D'Antes. São poemas recentes, ou escritos que guardava à espera de oportunidade?


Ricardo: Tudo começou em 2008 no meu blog, o 100 Fundamentos. Alguns poemas que compõem o livro estão lá. A outra parte é com inéditos. Organizei-o em 2009 e corri atrás da publicação. O título foi uma sugestão do meu brother e também poeta Georgio Rios. Ele, o D'ANTES, é o primeiro de uma série de três que chamei de Trilogia do Tempo.

3 - Ricardo, como funciona seu processo de criação? Quando escreve, o faz de uma só vez, ou em trechos? Ainda sobre seu processo de criação; há escritores que são influenciados pela música, acontecimentos, amores e até uma simples frase em meio a uma conversa comum. O que te inspira?

Ricardo: Funciona assim: a idéia vem de uma só vez e eu coloco no papel (ou no Word). Aí, depois, vem a lapidação. Me inspiro em situações do cotidiano, em lembranças do passado... Qualquer coisa pode me inspirar ou até coisa nenhuma.

4 - O que você acha sobre essa facilidade que a internet proporciona aos autores de nossa geração,que publicam em blogs e em sites especializados? Essa tecnologia veio para facilitar a entrada de novos autores no mercado literário, ou ele está "inchado"?

Ricardo: Rapaz, existem as duas faces da moeda. Se por um lado, muita gente boa está ganhando voz (coisa que no passado era muito mais difícil), por outro, muita coisa ruim vem abarrotando o mundo virtual. Cabe ao leitor crítico, separar a pipoca do piruá. Daí, o que for bom perdurará e o que não for se extinguirá com o tempo.

5 - O que você lê e quais são os autores que te influenciam? Faça-nos uma lista dos melhores livros que você leu.

Ricardo: Leio muita poesia. Dos consagrados aos iniciantes. Alguns romances também, mas por indicação de amigos. Não sei dizer com segurança o que ou quem me influencia, mas Pessoa, Leminski e Pereyr são os que eu uso como “meta” rs. Quero um dia escrever como eles, entende?

Dos que já li os melhores foram:

Dom Quixote, Cervantes

O Cavaleiro Inexistente, Calvino

Distraídos venceremos, P. Leminski

O Elogio da Loucura, Erasmo de Rotterdam

A Divina Comédia, Dante

A lua vem da Ásia, Campos de Carvalho

6- Além do D'antes e do seu blog (100 Fundamentos), você já escreveu para outros sites ou em antologias? Se sim, quais, e se não, por quê?

Ricardo:Tem alguma coisa minha nas revistas eletrônicas Entre Aspas, Samizdat e Antimatéria. Fui convidado para uma antologia de mini-contos, acho que no final do ano sai.

7 - O que você acha que pode ser feito para incentivar a leitura em nosso país?

Ricardo: O incentivo tem de começar em casa e na escola. Não com leituras obrigatórias, mas prazerosas e opcionais. A coisa tem de começar cedo, entende? Pesquisas recentes mostram que o brasileiro está lendo mais. Isso já é um avanço. É preciso melhorar a qualidade dessa leitura agora.

8 - Já sabemos um pouco sobre o Ricardo escritor, agora, diga-nos sobre o Ricardo pessoa. Do que ele gosta? Tipo de música, filmes, o que o deixa irritado... Já plantou uma árvore? Tem filhos?

Ricardo: Rapaz, eu gosto de poesia, roquem-rô e filmes de suspense e comédia. Namoro há dois anos. Vou a universidade todos os dias e a uma lan house no centro da cidade de vez em quando. Não gosto que gritem no meu ouvido. Nunca plantei uma árvore, mas já plantei um caroço feijão na infância, serve? (risos) Não tenho filhos.

9 - Quais os seus planos para o futuro?

Ricardo:Tem os outros dois livros da Trilogia. Acredito que um deles saia esse ano ainda. Com os parceiros Georgio Rios e Caio Rudá, estou planejando o Coletivo Zero de escritores para divulgar a literatura em nossa região.

10 - Ricardo, muito obrigado por nos conceder essa entrevista. Foi muito bom saber mais sobre a nova literaturaque surge, sobre uma "poética criativa" cheia de "acidez, irreverência, inteligência, ironia e surpresa". Essa última pergunta é uma pergunta que não vou fazer. Fique bem à vontade para dizer o que quiser!

Ricardo: Agora, só quero agradecer a oportunidade de conceder essa entrevista. Muito obrigado e até a próxima! ¡Hasta Luego!

Pachecó também é cultura!

Um comentário:

  1. Bela entrevista concedida pelo meu amigo Ricardo Thadeu. E que venham mais livros...

    ResponderExcluir

Publicidade

http://www.tertuliaonline.com.br/
http://www.revistapacheco.com/p/contato_507.html

Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
As imagens postadas neste site foram retiradas da internet ou enviadas por colaboradores. Se é proprietário de alguma imagem e se sentiu ofendido, por favor, entre em contato conosco e ela será rapidamente tirada do ar.