Você desce ladeiras em ponto morto? Cuidado...


DIRIGIR COM O CARRO EM PONTO MORTO AJUDA A ECONOMIZAR COMBUSTÍVEL?

"Ajuda, mas coloca em risco a segurança do condutor caso ele precise desacelerar repentinamente”, pondera o gerente de pós-venda da Fiori Veícolo, Cantídio Ribeiro.

Ele revela que a economia de combustível vai embora quando o motorista tem que colocar outra marcha para acelerar. “Quando o condutor do veículo engrena a marcha, mais combustível é injetado para o motor, consumindo então, a quantidade de combustível que foi economizado anteriormente”, diz ele.

O gerente de pós-venda da Fiori afirma que descer ladeiras em ponto morto é outra prática desaconselhável. “Num declive, o carro em marcha mantém a velocidade constante, enquanto que descendo em ponto morto, ele fica livre e tende a aumentar a velocidade. Se o motorista precisar fazer uma freada brusca, corre o risco de sofrer um acidente”, explica o técnico.

COMO FICA A SITUAÇÃO DO SISTEMA DE FREIO?

Desça de banguela, pare seu carro e espie as pastilhas de freio. Poderão estar incandescentes..... Logo não terão mais o poder de uma pastinha refrigerada. Pode chegar a incendiar o carro ( casos já relatados ).

- Se o motor por ventura parar? Não tem mais freio hidrovácuo, direção assistida, etc...

- Se você, por algum motivo de urgência, tiver que acelerar bruscamente, vai fazer o que? Tentar engatar a 3a marcha ? Até engatar e conseguir acelerar, foi-se sua família.

- Se perder o freio, vai parar o carro como? É mais uma segurança contar com o freio motor...

- Perda do controle sobre o carro. Se derrapar, não terá como recuperar no acelerador, apenas freiar (se tiver) e rezar porque vai bater mesmo.

O gasto das pastilhas de freio, e discos será bem mais alto por ser necessário um maior esforço para parar o carro.

Mesmo com o motor ligado, onde você está sendo servido de direção hidráulica e o popular "hidro vácuo" dos freios, você pode perceber que o carro fica solto. Se você estiver em alta velocidade em uma pista com curvas, fica fácil de perceber que o carro não tem aquela segurança que teria se estivesse engatado e com a tração acompanhando o giro do motor. Uma curiosidade. Ao empinar uma moto ou mesmo uma bicicleta, o equilíbrio se torna muito maior, enquanto a roda dianteira ainda está girando. Se a roda dianteira para, mesmo ela estando suspensa, a estabilidade fica prejudicada.

O risco está a partir do momento em que os freios passam a sofrer de "fading" (diminuição da eficiência) devido ao aquecimento após uso excessivo. Quanto mais o líquido de freio se aquece, menor sua capacidade de compressão, ou seja, mais força tem que se fazer sobre o pedal. Com o atrito excessivo, as pastilhas e lonas, que são de material macio, vitrificam, ou seja, endurecem e ficam lisas como vidro, anulando o atrito e eliminando a capacidade de frenagem. 

Realmente não há economia, a condição mais econômica é quando o veículo está com a marcha engatada e sem acelerar, nesta condição o vácuo formado na câmara de combustão é maior. A marcha-lenta é a condição de mistura mais rica que existe, é muito combustível para pouco ar, senão o motor não sustenta a marcha-lenta, então o consumo pode aumentar.

Quanto à direção hidráulica, não há problemas, mesmo que o motor apague, ela pode continuar sendo manobrada mesmo sem a assistência hidráulica. Os freios, da mesma forma, a assistência a vácuo apenas diminui o esforço sobre o pedal já que freios a disco, sem servo, seriam demasiado "duros". O problema é mesmo o aquecimento.

Pacheco também é cultura!

"Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento" (Provérbios 3:13)

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