Assassinos S/A II

Mas rapaz, não é que está ficando maneiro?

Foram divulgadas as ilustrações da capa e contracapa do livro Assassinos S/A volume II. Os desenhos foram feitos pelo ilustrador Mario Cau, e sejamos sinceros, não decepcionou ninguém.
Enquanto a coletânea não é publicada, o negócio é se contentar com os desenhos mesmo.




Ah! Antes que eu me esqueça, também foram divulgados trechos de contos já selecionados para fazer parte da coletânea, a seguir:

“Levantei a cabeça. No canto do quarto, ao lado de um velho guarda-roupa de portas quebradas, vi, num segundo que me pareceu a eternidade, um cadáver dependurado num dos caibros do telhado. Estava semimumificado.”
Valdeci Garcia – Uma Noite de Amor

“- Lembra-se do tempo em que você me pedia uma mãozinha nisso, outra naquilo, e eu sempre lhe atendia, solícito? Pois é, você nunca deu valor para isso, e ainda dizia que eu era incompetente... Mas agora tenho outro trabalho. E nesse, ao invés de dar uma mãozinha, eu devo tirá-la, sabia?”
Sidney Stadnik – Segundo Plano

“Helena sentia-se feliz, o mais novo amigo parecia satisfeito e não parava de elogiar. Foi quando um forte soco derrubou-a. Desprevenida e sem esboçar qualquer reação, ela caiu. Ele calçou as luvas que estavam guardadas no bolso do paletó”.
Giselle Natsu – O Multiplicador

“A lembrança dos jantares compartilhados com ele causavam-lhes náuseas, pavor.
O jeito foi mudar de endereço.
E de cardápio. Nunca mais tornaram a comer carne vermelha.”
Wilson Gorj – O Bom Vizinho

"Os cães começaram a brigar pela comida. Rosnavam, latiam. Eu nada podia fazer. A mulher estendeu o braço com o resto de forças que tinha, pegou o cachimbo e o acendeu, levando-o até a boca. Tragou profundo. Eu dei outra puxada na gaze. Acho que estou desmaiando. Este está sendo um dia de cão."
Plínio Gomes – Nossa Senhora do Bom Parto

“Foi quando mais sangue escorreu do corpo da minha mãe. De onde eu estava, podia ver seus olhos desesperados, me olhando, sem saber o que estava acontecendo. Ela me encarava, e seus olhos perguntavam o porquê daquilo tudo. Mas Tony estava louco. Se eu tentasse impedi-lo, ele me mataria também. Então apenas fiquei ali, ao lado dela, enquanto Tony continuava a esfaqueá-la”.
Fabiano Cisticerco – Melhor Amigo

Fonte: http://assassinos-sa.blogspot.com/

Pacheco também é cultura!

"Na natureza não há castigo nem prêmios, só conseqüências." - Provérbio Chinês

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Destaques

A primeira vez em que eu quase morri

Uma experiência de quase morte não é algo muito fácil de esquecer, sobretudo quando se tem 16 anos. Nessa época, eu era um rapaz latino-americano, franzino e com algumas espinhas na testa. É verdade, era mais do que eu desejava, se é que alguém deseja ter espinhas. Eu era o típico adolescente: cheio de sonhos, impulsivo e medroso. Mais medroso que impulsivo, aliás.

Sobre o apego e as lembranças que escapam lentamente

O primeiro bem que meu pai me deixou, meio sem querer, foi seu aparelho de telefone celular. Não é um smartphone, não acessa a internet. A câmera fotográfica integrada tem parcos megapixels. As pessoas riem do aparelho quando são apresentadas a ele, sem saber que ali dentro, naquela caixa preta, está guardada minha pequena herança particular.

"Uma Aventura Perigosa"

Max de Castro é um funcionário público insatisfeito com trabalho e com problemas no casamento. Após uma crise de estresse em pleno expediente, incentivado por um psicanalista em um programa de entrevistas, escreve uma carta confessional, que deve ser escondida e destruída em 24 horas, mas a mesma desaparece, antes que ele pudesse fazê-lo. Começa então o inferno de Max, angustiado pela possibilidade de seus maiores segredos serem descobertos, ou por sua esposa, ou por sua cunhada, a jovem Sophia, por quem se sente fortemente atraído.

Cinema: Frances Ha

Em Frances Ha (2012), Frances (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina de 27 anos que não corresponde às expectativas idealistas de uma sociedade que exige do indivíduo o sucesso em questões profissionais e afetivas nessa fase. Ao contrário, como muitos jovens nessa idade, Frances ainda não faz ideia do que, para ela, é ser bem sucedida. O artista francês Eugène Delacroix escreveu em 'Diário' que para se chegar a segurança e maturidade do espírito é necessário passar pela sutil delicadeza da nossa sensibilidade juvenil.
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